segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Do Alerta Total -Dilma enquadra Mantega, Tombini e Gerdau e assume responsabilidade total pela gestão da economia

Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net 

Mesmo ainda sem mini-reforma ministerial, prevista para depois do carnaval, desde o final de dezembro o Brasil já tem sua mais forte “ministra da Economia”. O nome dela é Dilma Rousseff. Guido Mantega apita mais nada. Apenas cumpre tabela como Ministro da Fazenda. Não saiu (como chegou a pedir) e nem foi tirado para evitar turbulências no mercado. O silêncio dele, imposto por Dilma, é sintomático. 

Quem manda, de fato, na gestão econômica do governo é Dilma, e ninguém mais. Nem o godfather Lula (padrinho de Mantega) apita mais. Inclusive, esta é uma das principais causas de atritos, nos bastidores, entre a criatura e seu criador. Dilma se lançou candidata à reeleição por dois motivos. Porque confia no próprio taco e porque deseja se descolar, gradualmente, de Lula, e, rapidamente, do PT (principalmente da banda petralha mensaleira que nunca a digeriu).

Não foi Mantega o único enquadrado por Dilma. O presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, também recebeu ordens expressas de não se pronunciar publicamente sem autorização da chefona do Palácio do Planalto. Um assunto proibido para Tombini é qualquer comentário sobre aumento dos combustíveis. Dilma odiou que o Comitê de Política Monetária do BC do B, presidido por Tombini, tenha feito a inédita previsão de um percentual para o reajuste dos combustíveis.

Dilma já avisou que o tema-tabu será decidido, na hora mais conveniente, por ela e a “presidenta” da Petrobrás, sua amiga e afilhada Maria das Graças Foster. Provavemente, a decisão só sai depois do carnaval, ou quando Dilma tiver certeza de que qualquer aumento não terá impacto tão grande no índice de inflação – em preocupante crescimento percentual.

Outro censurado por Dilma foi o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que acumula a presidência do Conselho de Administração do poderoso Grupo Gerdau, juntamente com a Coordenação da Câmara de Gestão e Planejamento do Governo Federal. Não é à toa que, em rodinhas fechadas de amigos e parceiros de negócios, Gerdau esteja falando mal de Dilma. A Presidenta é criticada por seu “centralismo” e “autoritarismo”.

Dilma não liga para tais críticas. Além de assumir pessoalmente o controle da gestão econômica, resolveu fazer política. É para tratar de rumos da economia e de sua reeleição que ela vem promovendo reuniões reservadas, em separado, com grandes empresários. Dilma também pretende assumir o comando da pauta política – já sabendo que tudo vai ficar muito tumultuado e difuso com a provável eleição de Renan Calheiros (para a presidência do Senado) e de Henrique Alves (para o comando da Câmara dos Deputados).

Dilma agora vai adotar o estilo de seu velho inspirador, o falecido Leonel de Moura Brizola. A tática brizolista de Dilma consiste em assumir a ponta de todos os acontecimentos – favoráveis ou desfavoráveis. Uma demonstração disso foi a decisão de voltar imediatamente da reunião de cúpula no Chile para a cidade gaúcha de Santa Maria, onde mais de 230 pessoas morreram no incêndio da danceteria Kiss. O comportamento direto, ofensivo e pragmático de Dilma – já agindo como candidata ao próprio cargo – já incomoda Lula e a petralhada.

Poste é coisa do passado. Dilma pretende seguir a teoria brizolista de que precisa ter “luz própria” e ter a “força do povo” para ser a principal responsável pela reeleição - complicada por uma previsível conjuntura de recessão econômica, porém facilitada pela falta de uma candidatura de oposição com peso suficiente para derrotar a máquina PMDB-PT. Dilma só teme a sabotagem petralha, mas se diz pronta para o embate interno no partido. O resto ela pretende tomar a frente, principalmente da problemática economia, para e atingir seu objetivo de poder.

Imensos desgastes políticos - com o mensalão, Rosegate, Renangate ou Henriquinhogate – só lhe favorecem na estratégia de centralização de decisões. Mas Dilma também terá de se blindar contra problemas oriundos ou “parceiros” de sua “gestão centralizadora”, como no setor energético, seja por risco de apagão, problemas de caixa nas distribuidoras e crise de gestão na Eletrobrás. Dilma gerencia o setor elétrico desde que Lula sssumiu a Presidência da República, em 2003. Fica impossível distanciá-la das causas geradoras de problemas, mesmo jogando a culpa na turma do PMDB: José Sarney, Eduardo Cunha e outros menos votados que dominaram o setor.

A principal preocupação de Dilma é com a Petrobrás. A estatal de economia mista é diretamente comandada por alguém de sua absoluta confiança, mas que enfrenta problemas herdados da complicada gestão de José Sérgio Gabrielli – apadrinhado de Lula. Dilma foi presidente do Conselho de Administração da empresa – cargo agora ocupado pelo Mantega em processo de derretimento político. Dilma sabe que terá de operar o milagre de reverter a situação de uma companhia que hoje gasta mais do que fatura – o que gera prejuízos, provocando a ira de grandes investidores internacionais (que promovem e financiam espionagens, denuncismos e desgaste contra o governo, aqui e lá fora).

Por tudo isso, parafraseando o slogan publicitário da Petrobrás, o desafio da reeleição de Dilma vai depender da energia política dela para encarar de frente problemas de complicadíssima solução política e econômica. Se sobreviver aos desgastes (a guerra invisível promovida por investidores estrangeiros e a sabotagem interna da petralhada que aparelha a República Sindicalista em parceria com o bando do PMDB), Dilma tem chance de se reeleger em 2014 – principalmente por falta de uma oposição consistente.

Hermanos não perdoam

Os argentinos, PTs da vida com a presidente deles, aproveitam até a tragédia de Santa Maria para desgastá-la.

O quadrinho (abaixo) – solto nas redes sociais na tarde de domingo - traça uma comparação entre a atitude de Dilma Rousseff e de Cristina Kirchner diante de acontecimentos trágicos.



Medinho

O companheiro Lula teve encontros recentes, em sua residência em São Bernardo do Campo, com o ex-ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, e com o empreiteiro baiano Zuleido Veras, dono da Gautama.

Rondeau e Zuleido estão no meio do furacão de denúncias que afetam as candidaturas legislativas de Renan Calheiros e Henrique Alves.

Pode sobrar para Luiz Inácio Lula da Silva a guerra de dossiês para minar os dois políticos, fritando junto José Sarney e seus aliados mais próximos.

Aposta

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, tem tudo para sofrer mais um desgaste de sua imagem, comprometendo também o tão violentado senso de Justiça no Brasil.

Lewandowski tende a não acatar as denúncias feitas pelo procurador Geral da República, Roberto Gurgel contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) nas 5.600 folhas do inquérito 2593.

Nos bastidores, Lewandowski já teria comentado que não veria provas suficientes para Renan ser denunciado no caso das notas frias de venda de bois alagoanos para supostamente pagar a pensão alimentícia do filho que o senador teve com a jornalista Mônica Veloso. 

Oscar


Indagação funesta

Até quando o descaso vai assassinar tanta gente no Brasil?
Não bastam os pêsames a quem perdeu seus entes queridos na tragédia de Santa Maria.

Precisamos tomar vergonha na cara, como cidadãos e não como massa ignara, para dar um basta a tantos desmandos, incompetências e ingerências corruptas que são as verdadeiras causas de desgraças que afligem o Brasil e matam tantos brasileiros, diariamente.



fonte:alertatotal

Um país de luto 365 dias - Corrupção,Falta de Responsabilidade dos Governantes,Polticos, Descaso e falta de Compromisso de toda sociedade

Estamos de luto, o Brasil está de luto pelas mortes em Santa Maria-Rio Grande do Sul, o país tem que estar de luto os 365 dias do ano e não apenas por essa tragédia, mas devido as milhares de mortes nas filas dos hospitais, acidentes de trânsito nas rodovias e cidades em todo território nacional, enchentes, seca, deslizamentos de barreiras encostas e violência urbana.



Temos observado e vivendo as mais diversas irregularidades,falcatruas,roubalheiras, descaso com segurança e prevenção no Brasil tudo isso devido à corrupção dos políticos, partidos e a impunidade
garantida pela JUSTIÇA.

Nos últimos 3 anos sequencialmente tragédias milhares de mortes por deslizamento das encostas nos morros(Niterói, Região Serrana), enchentes(Rio,BH,São Paulo, RS), seca(Nordeste), prédios comerciais e residenciais desabando e agora um incêndio em uma boate em Santa Maria(RS) com 233 mortes em sua maioria jovens.


Falta responsabilidade, seriedade e respeito em todos os níveis da sociedade, comprometimento das autoridades e aqueles que ocupam cargos públicos. Em um pais de 1º mundo, como no Japão por exemplo, são feitos simulações de prevenção contra incêndios e enchentes, em prédios várias vezes durante o ano.

Há que se fiscalizar bares,boates,supermercados, clubes, restaurantes, igrejas,hospitais, parques temáticos, shoppings, cinemas, teatros,navios de cruzeiros,estádios etc.

Aqui, nada disso é levado à sério. Imagino essas obras faraônicas que estão sendo feitas para a Copa, de forma tão rápida... Será que esses viadutos e estádios são seguros??

Acreditamo que não, haja visto que as pessoas estão morrendo jogadas em corredores de hospitais desequipados de aparelhos e de corpo médico e NADA está sendo feito. A única coisa que vemos é super faturação de tudo. Dinheiro tem mais somente para aquilo que é do interesse deles.

O prédio que desabou no centro da cidade do Rio ano passado por conta de uma obra que estava sendo feita onde pilastras foram retiradas de forma absurdamente incorreta e o que mudou?

O mesmo aconteceu no centro de São Bernardo do Campo quase um mês depois do caso no centro do Rio, mudou alguma coisa?

Por acaso as autoridades passaram a exigir fiscalização de todos os tipos de prédios, das escolas,supermercados, shoppings,boates,bares, restaurantes,  viadutos que estão aí pelas cidades esburacados e com a estrutura á mostra, em São Paulo,Rio,BH,RS ou qualquer outro estado da federação?

É lamentável a falta de responsabilidade civil e criminal de nossas autoridades, políticos que não investem no ensino, na qualidade do ensino, não investe em saúde, não investe em segurança, não investe no ser humano,bem como a falta de educação e descaso da sociedade que não fiscaliza  esses políticos e não participam da vida política do país em sua cidade e estados. A politica está em nosso dia a dia, e as pessoas precisam aprender isso que o simples jogar de lixo na janela do carro, trem,metrô ou onibus pode acarretar em tragédias como enchente por exemplo.

Cidadania é conscientização do coletivo, ou como diria Hemingway "nenhum homem é uma ilha", portanto acorde e faça sua parte, lute pelo seu país pelos seus filhos e netos.
















sábado, 26 de janeiro de 2013

Bolsa Família: CGU encontra irregularidades em 24 cidades


Aonde que não tem falcatruas nesse Governo e seu seu aliados??? 


Marina Dutra
Do Contas Abertas
A 36ª edição do “Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos”, realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU), apontou ao menos 2,8 mil irregularidades no Programa Bolsa Família. Ao todo, os 24 municípios fiscalizados pela CGU apresentaram pelo menos uma irregularidade em relação ao programa. O principal problema verificado é de beneficiários com renda per capita superior à estabelecida na legislação do programa.
Para Vicente Faleiros, assistente social e doutor em sociologia da Universidade de Brasília, detectar as falhas do programa é um importante passo para a diminuição da corrupção. “O sistema está permitindo detectar as irregularidades e isso é fantástico. Com os dados é possível estudar as fraudes, detectar os infratores e punir. O Brasil tem um alto índice de corrupção em razão da impunidade. Como o controle em nível federal é descentralizado, há prefeituras sem fiscalização e isso facilita a inclusão no programa de pessoas fora do perfil”, afirma.

Em Arraial do Cabo (RJ), por exemplo, cidade com 27,7 mil habitantes e PIB per capita de R$ 12,3 mil, foram identificados 397 beneficiários com a média de rendimentos acima do limite permitido. Após a constatação da CGU, a prefeitura do município informou que bloqueou o benefício das pessoas apontadas e solicitou o comparecimento das mesmas na Secretaria de Assistência Social, para formalização dos pedidos de cancelamento.
Durante as fiscalizações, também foram encontrados vários funcionários públicos que recebiam o Bolsa Família. Em Santana (PE), cidade com 101,2 mil habitantes e PIB per capita de R$ 9,9 mil, das 319 famílias que recebem o benefício e possuem renda per capita superior à estabelecida no programa, foram encontrados 99 casos de favorecidos empregados na esfera municipal. Destes, 62 estão relacionados à própria Prefeitura Municipal de Santana. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) do município, disse que “a gestão municipal do programa estabeleceu um Cronograma de Ações que verificará, caso a caso, as famílias relacionadas pela equipe de fiscalização da CGU”.

Em grande parte dos municípios foram encontradas também irregularidades referentes nos estudantes pertencentes às famílias que recebem o benefício. Entre os problemas estão as divergências entre as frequências registradas com as informações prestadas pelas escolas, alunos beneficiários não localizados nos centros de ensino cadastrados e estudantes com frequência escolar inferior à estipulada pelo programa.
No município de Sobral (CE), que conta com 188 mil habitantes e PIB per capita de R$ 9,4 mil, 43 alunos beneficiários do programa que constavam nos registros como estudantes com presença integral, não se encontram mais nas escolas relatadas nos dados do Bolsa Família. A prefeitura informou que as frequências foram registradas de forma integral para que os alunos não fossem prejudicados. “Vimos que estes beneficiários estavam matriculados e frequentando outras escolas. Porém, se o colocássemos como “não localizado”, eles seriam prejudicados”. A CGU concluiu, entretanto, que a atualização do código de identificação da escola é fundamental para o acompanhamento da frequência.

Na cidade Pontal do Paraná (PR), com 20,9 mil habitantes e PIB per capita de R$ 10,5 mil, foi encontrada outra falha do programa. No município, foram feitos 242 pagamentos a famílias com dados cadastrais desatualizados por mais de dois anos. A Prefeitura Municipal de Pontal do Paraná informou que estão sendo realizadas visitas domiciliares e mobilizações para atualizar os respectivos cadastros e fazer os bloqueios.
Nos municípios pernambucanos de Condado e Itacuruba foi constatada a retenção de cartões de beneficiários em estabelecimentos comerciais. Em Itacuruba, cidade com 4,3 mil habitantes e PIB per Capita de R$ 4,8 mil, a CGU descobriu que duas beneficiárias deixavam os cartões em mercados do município. A Controladoria recebeu denúncia de que os proprietários do supermercado “Tende Tudo” de Itacuruba ficavam de posse de vários cartões do Programa Bolsa Família, com as senhas em anexo.  O cartão de uma das mulheres foi encontrado no supermercado. A prefeitura explicou que foram disponibilizados ofícios circulares, informando aos comerciantes citados e aos demais que os cartões do Programa Bolsa Família “são de uso pessoal e intransferível conforme documentos comprobatórios anexos”.
De acordo com a CGU, a partir do recebimento dos relatórios, cabe a cada ministério tomar as medidas corretivas e punitivas em sua área, bem como à Polícia Federal a instauração de inquéritos policiais sempre que houver indícios de crime ou de esquemas organizados envolvendo empresas e prefeituras diversas, como tem ocorrido frequentemente. À Advocacia-Geral da União caberá o ajuizamento das ações judiciais para ressarcimento de eventuais prejuízos.

Segundo Vicente Faleiros, a cultura republicana institucional precisa ser mais difundida no Brasil. “Quanto mais institucionalizado e menos burocrático, menos corrupção um país tem. A gestão pública precisa ter mais accountability (prestação de contas), mais responsabilidade com o dinheiro público”, conclui.
Criado em 2003, o programa de fiscalização  da CGU tem o objetivo de analisar a aplicação dos recursos federais nos municípios selecionados. Segundo a Controladoria, o programa já chegou a 1.965 cidades (35% dos municípios brasileiros), fiscalizando recursos totais da ordem de R$ 18,4 bilhões. No último relatório, divulgado no dia 18, o total de verba pública fiscalizada foi superior a R$ 496 milhões.
O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza (renda familiar per capita de R$ 70,01 a R$ 140,00) e de extrema pobreza (renda familiar per capita de até R$ 70,00). Em 2012, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a transferência direta de renda alcançou 13,9 milhões de famílias.
Confira aqui todos os relatórios da CGU










Gurgel denuncia Renan no caso dos bois de Alagoas


Senador é suspeito de usar notas frias para comprovar que ele, e não o lobista de empreiteira, pagou suas despesas particulares.



no caso das notas dos “bois de Alagoas”, derivado das suspeitas de ter despesas particulares pagas por um lobista de empreiteira após o parlamentar ter um filho com a jornalista Mônica Veloso. A denúncia no inquérito 2593 foi apresentada na sexta-feira (25) ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. A papelada já soma mais de 5.600 folhas.


O procurador Geral da República, Roberto Gurgel, denunciou o candidato favorito a tornar-se o próximo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
Em 2007, Renan foi acusado por Mônica Veloso, sua ex-amante, de usar dinheiro do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, para pagar suas despesas com a pensão do filho e do aluguel da jornalista. Para comprovar que tinha condições de arcar com os gastos sozinho, o senador apresentou notas fiscais de vendas de bois. Mas a Polícia Federal apontou que aqueles documentos não garantiam recursos para quitar a pensão. Também afirmou que os papéis não comprovavam a venda de gado. Havia a suspeita que as notas eram frias. O caso levou o senador a deixar a presidência do Senado, cargo que agora volta a postular.
Por meio de assessoria, Gurgel disse ao Congresso em Foco neste sábado (26) que não informaria por qual crime denunciou Renan Calheiros. “Não vou dar detalhes porque o inquérito corre sob segredo de Justiça”, afirmou ele, na tarde de hoje. O inquérito foi aberto na Procuradoria Geral da República a pedido do próprio Renan, que queria ser investigado na expectativa de comprovar não ter cometido nenhuma irregularidade.
Com a denúncia em mãos, Ricardo Lewandowski deverá fazer um relatório e um voto para levar o caso ao plenário. Quando isso acontecer, os 11 ministros do Supremo decidirão se recebem a denúncia ou se rejeitam o pedido de Gurgel. Caso aceitem a denúncia, Renan se tornará réu em uma ação criminal.
Tráfico de influência
Essa não é a única acusação contra o favorito para suceder José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado. Renan é alvo do inquérito 2998 por tráfico de influência e improbidade administrativa, que corre em segredo de Justiça no STF.
Estrada que liga fazenda de Renan a rodovia foi pavimentada em uma reserva ambiental
Também responde ao inquérito 3589 por crime ambiental. Para o Ministério Público,  o senador pavimentou ilegalmente, com paralelepípedos, uma estrada de 700 metros na estação ecológica Murici, administrada pelo Instituto Chico Mendes, em Flexeiras, a 66 km de Maceió (AL). O instituto, porém, não foi consultado e não concedeu qualquer licença ou autorização para a obra. A unidade, de 6 mil hectares, conserva áreas de Mata Atlântica. A estrada liga a fazenda Agropecuária Alagoas Ltda, de propriedade do grupo de Renan, à principal rodovia que corta o estado, a BR-101.
Crise e quase cassação
O caso das despesas de Mônica Veloso causou uma crise no Senado em 2007. A empreiteira Mendes Júnior – supostamente a fonte de recursos de Renan para pagar a pensão da jornalista – executou uma obra no Nordeste que recebeu uma emenda do senador na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
As denúncias multiplicaram-se no Conselho de Ética, chegando até mesmo a uso de laranjas para esconder a propriedade de veículos de comunicação em Alagoas, o que é proibido aos parlamentares segundo a Constituição. Das seis denúncias no Conselho, duas foram ao plenário. Mas Renan escapou duas vezes da cassação do mandato. Entretanto, teve que renunciar ao cargo de presidente para garantir a sobrevida política.
Renan “mergulhou” no ano seguinte, ou seja, adotou uma postura mais discreta e atuou preferencialmente em negociações reservadas. Mas já em 2009 tornou-se líder do PMDB, cargo importante para quem desejava voltar a ter a relevância de outrora na política. Desde o ano passado, Renan costura seu retorno à presidência da Casa, o que parece estar cada vez mais perto. Por enquanto, seus adversários são Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT).
A reportagem não conseguiu localizar Renan e sua assessoria neste sábado.
Atualizada às 16h57



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

As acusações de pagamento de propina contra Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves


A Polícia Federal acusa homens de confiança dos prováveis presidentes do Senado e da Câmara de receber propina e traficar influência em benefício de um empreiteiro

DIEGO ESCOSTEGUY, COM MURILO RAMOS (DE MACEIÓ), MARCELO ROCHA, FLÁVIA TAVARES E LEANDRO LOYOLA
OBRA INÉDITA Caricaturas de Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves. As acusações contra eles se referem a uma investigação de 2007 (Foto: Paulo Caruso)
Distinto público: abrem-se nesta semana as cortinas para o mais bufo dos espetáculos políticos deste ano. A partir da sexta-feira, os parlamentares escolherão os presidentes do Legislativo. O voto deles é livre e secreto. Ao que tudo indica, duas estrelas da política subirão ao palco sob unânime aplauso. Na Câmara, será eleito presidente o deputado Henrique Eduardo Alves, do PMDB do Rio Grande do Norte, que há 42 anos engrandece o Parlamento brasileiro. No Senado, após cinco anos de ensaios forçados na coxia, voltará à presidência da Casa Renan Calheiros, também do PMDB, este por Alagoas. Henrique e Renan – ou Renan e Henrique, conforme pareça melhor à plateia – têm o mesmo estilo de atuação: gestos contidos, expressão ladina e repertório riquíssimo. Nos cofres da Polícia Federal, onde se encontram vários registros do trabalho dos dois, ÉPOCA descobriu uma pequena e inédita obra-prima, estrelada por ambos, mas que ficara esquecida por não tão misteriosas razões. Trechos dela também podem ser encontrados no Superior Tribunal de Justiça. Trata-se da íntegra da Operação Navalha, que, em 2007, revelou ao país a existência de um esquema comandado pelo empreiteiro Zuleido Veras, da construtora Gautama, que pagava propina a políticos e burocratas em troca de contratos com ministérios de Brasília e governos estaduais. Apenas uma minúscula fração da enorme quantidade de provas produzidas pela PF veio a público naquele momento. Na papelada, há evidências fortes de pagamentos de propina para Renan e Henrique. Ou Henrique e Renan.
  As provas constituem-se de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, relatórios de vigilância dos assessores de Renan e Henrique Alves, recibos bancários, anotações em agenda – e até uma contabilidade de caixa dois, preparada pelo tesoureiro de Zuleido. Entre a miríade de episódios de corrupção, conta-se aqui o que envolveu a construção da barragem Duas Bocas/Santa Luzia, no Rio Pratagy, em Alagoas, para ampliar o abastecimento da região metropolitana de Maceió. A busca de Zuleido para liberar dinheiro para a obra mobilizou tanto Renan quanto assessores de Henrique Alves. Era uma obra de R$ 77 milhões que, depois de receber R$ 30 milhões, está parada. Nada mudou. Assim como nada mudou em Brasília, onde os personagens envolvidos nesse desvio continuam em seus cargos. E, agora, subirão a seu derradeiro e consagrador ato final. Ao espetáculo:
a mensagem 766 (Foto: reprodução/Revista ÉPOCA)
I – O homem está cobrando
Para levar a cabo a obra do Pratagy, Zuleido precisava da influência, entre outros, de Renan. Segundo a PF, Zuleido comprara essa influência por meio de Everaldo Ferro, assessor de estrita confiança do senador. Os contatos eram invariavelmente discretos, como manda a boa etiqueta nesse tipo de negócio. Numa das conversas captadas pela PF, ainda em junho de 2006, a secretária de Zuleido lhe informa que é aniversário de Renan. “Mande um telegrama”, diz o empreiteiro. A secretária se mostra cautelosa: “Ah, mas ele não gosta muito, né? De notícia... Eu ia sugerir que o senhor ligasse para o Everaldo e transmitisse e tal”. Zuleido acata a sugestão da secretária e, minutos depois, liga para o assessor de Renan. O que segue é uma conversa de dois amigos. Diz Zuleido: “Disseram que vão resolver neste final de semana, até segunda, aquele negócio, tá?”. “Negócio” seria propina, segundo a PF. Everaldo não se contém: “Você é um irmão, rapaz!”. O empreiteiro encerra o telefonema amistosamente, sem se esquecer de Renan: “Tem de ter calma... Transmita os parabéns ao nosso amigo!”. Nas provas obtidas pela PF, constam registros de pagamentos a Everaldo, que continua despachando em Brasília, no gabinete de Renan.
  Zuleido precisava também de Henrique Alves. Nesse caso, aproximou-se de Francisco Bruzzi, assessor e braço direito do deputado, que era líder do PMDB na Câmara. Bruzzi é o maior especialista do Congresso em emendas parlamentares. Em março de 2007, intensificam-se as cobranças de propina. Zuleido precisava obter a liberação do dinheiro para a obra que tocava em Alagoas. Recebe pedidos de todos os lados: de gente ligada a Renan, de gente ligada a Henrique Alves. Às 8h43 do dia 9 de março, Zuleido liga para o celular de Bruzzi. Tenta tranquilizá-los. “O material está chegando hoje à tarde.” Bruzzi fica aliviado: “Ainda bem, porque o homem está me cobrando”. Quem seria esse “homem”? Não fica claro no diálogo. Mas o único chefe de Bruzzi era o deputado Henrique Alves. Horas depois, às 13h29, Zuleido telefona a Tereza, uma de suas assessoras, e explica que o dinheiro da propina estava a caminho de Brasília. Segundo a PF, parte (R$ 100 mil) do butim foi entregue a Ivo Costa, assessor do então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau – quando se descobriu esse pagamento, ainda em 2007, Rondeau foi demitido. Mas o restante do pagamento (R$ 20 mil) ficou em segredo. Esses R$ 20 mil, diz Zuleido nas gravações, cabiam a Bruzzi: “Tá indo aí(o dinheiro)… Você vai passar pra Bruzzi, tá?”. Tereza confirma: “Ok… Esse outro (Bruzzi) é só ligar para ele e ele passa aqui, né?”. “É”, diz Zuleido. Às 16h56, Zuleido, temendo possível confusão na entrega do dinheiro, pede a um funcionário que reforce com Tereza qual é a correta distribuição da propina: “100 para Ivo e 20 para Bruzzi”. Dois minutos depois, Florêncio Vieira, o tesoureiro da empreiteira, liga para Zuleido. O chefe o orienta a entregar o dinheiro: “Leva 120 para lá (para Brasília). É 20 de Bruzzi e 100 de Ivo. Entendeu?”. Florêncio confirma – e embarca com o dinheiro para Brasília. Estava sendo seguido pela PF.

Florêncio chega à capital às 21h30. Bruzzi e Tereza, a assessora de Zuleido, o aguardam no salão. Eram observados por agentes da PF. Bruzzi está de calça jeans azul e camisa branca social, com as mãos cruzadas para trás. As imagens produzidas pela PF mostram o desembarque de Florêncio, carregando uma mala marrom. Ele entrega um envelope pardo para Tereza, que, momentos depois, ainda no saguão do aeroporto, vai ao encontro de Bruzzi – e joga o envelope numa sacola de plástico que ele segurava.
Pacotes de dinheiro para todos (Foto: Lúcio Távora/Ag. A Tarde/Futura Press, reprodução (2), Ronaldo Bernardi/Ag. RBS/Folhapress, Ricardo Ledo/Gazeta De Alagoas/Estadão Conteúdo e Celso Junior/Estadão Conteúdo)
II – O Pacotão do Rei Leão
Ainda no dia 9, a PF seguiu Zuleido do aeroporto de Salvador, onde um tesoureiro da Gautama lhe entregara R$ 145 mil, até Maceió. Segundo a polícia, Zuleido entregou o dinheiro a Adeílson Bezerra – secretário de Infraestrutura de Alagoas e presidente do diretório municipal do PMDB em Maceió, indicado para ambos os cargos por Renan – no escritório particular deste. Levava o pacote de dinheiro dentro de uma bolsa preta. Zuleido ficou cerca de 40 minutos no escritório. Voltou a Salvador na mesma noite. No dia seguinte, às 10h45, Adeílson diz a um amigo: “Nós tamos descendo lá para a casa do Renan para conversar com ele rápido, porque ele vai viajar, vai para a fazenda. Aí eu vou conversar com ele, dar um pacotão do Rei Leão”. Os delegados da PF suspeitam que o tal pacotão contivesse os R$ 145 mil entregues por Zuleido a Adeílson, descontada a comissão retida pelo secretário. Dias depois, Adeílson, também preso na operação, foi a Brasília se encontrar com Renan. Enquanto isso, no dia 14, dois integrantes do esquema mostram-se preocupados com a liberação do dinheiro do governo. Nas gravações, eles confirmam que Adeílson virou secretário do governo de Alagoas “porque Renan o colocou lá”. E, para garantir a liberação do dinheiro de emendas, combinam falar com Everaldo Ferro.
As propinas de Zuleido surtiram efeito. No dia 23 de março, conforme já veio a público, a PF captou uma conversa de Renan com Flávio Pin, diretor da Caixa que acabara sendo preso na operação. Na conversa, Renan diz a Pin, cuja função no esquema era facilitar o repasse de recursos públicos à Gautama, que pedira à então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o governo liberasse dinheiro para as obras da barragem do Rio Pratagy – justamente as que eram tocadas pela Gautama de Zuleido. “Liguei para a ministra Dilma e vou também falar com o presidente, para ver qual é a solução”, diz Renan. Pin conta estar se esforçando. Diz Renan: “Ótimo. Muito obrigado mesmo e vamos trabalhar nessa construção aí”.

No dia 10 de abril, um dos operadores do esquema, que não é identificado pela PF, diz a Deníson Tenório, que trabalhava com o secretário Adeílson, que conversara com Renan – e que os recursos para as obras saíram “por interferência” do senador. “Obra para sair no retrato, né?”, diz Deníson. No dia 11 de abril, Zuleido teve uma reunião com Bruzzi. Dois dias depois,Bruzzi mostra seu empenho: diz a Zuleido que foi ao Ministério da Integração tentar liberar o dinheiro da obra – mas o governo de Alagoas estava com uma pendência junto à Pasta. Semanas depois, no dia 25 de abril, Zuleido encontra-se com Bruzzi, que lhe dá as boas-novas: conseguiu liberar a restrição que constava no Ministério da Integração. O dinheiro do governo federal, oxigênio financeiro da turma, poderia voltar a cair nas contas da empreiteira de Zuleido.
Em Brasília, é difícil saber quais políticos têm poder real sobre a liberação de dinheiro
 
Entre os dias 13 e 16 de abril, Adeílson esteve hospedado num hotel em Brasília, a negócios. Numa batida na casa de Adeílson, a PF encontrou o extrato da conta dessa estadia. Quem pagara a conta? Cláudio Gontijo, amigo de Renan e lobista da construtora Mendes Júnior – que também tinha contrato com o governo de Alagoas, firmado com burocratas apadrinhados por Renan, e pagava contas pessoais do senador. No dia 1o de maio, Adeílson, segundo este confidenciou a Zuleido num telefonema, estava embarcando de Maceió rumo a Brasília, num avião particular, ao lado de Renan. Horas antes, Adeílson avisara ao governador de Alagoas, Teotônio Vilela, que iria conversar com o senador: “Tô lhe ligando porque eu quero a sua permissão para (ir) a Brasília hoje com Renan”. “Tudo bem”, diz o governador.
Em 16 de maio, um dia antes de a PF pôr na rua a Operação Navalha, os diálogos revelam que havia uma disputa no governo e no Congresso pelas propinas do esquema – algo comum em Brasília, em razão da quantidade de burocratas e lobistas que concentram o poder de liberar ou travar recursos. Para empreiteiros como Zuleido, que vivem de obras públicas, é díficil saber com exatidão quais políticos e burocratas controlam, e em qual proporção, o poder de liberar os recursos públicos. Naquele dia, Zuleido recebe uma ligação de Ernani Soares, um dos operadores do empreiteiro em Brasília. Ernani diz ter recebido uma reclamação do ministro Silas Rondeau – e culpa Bruzzi, que, para faturar mais, estaria tentando resolver a vida de Zuleido nas camadas intermediárias do Ministério de Minas e Energia, sem que o chefe tivesse de depender de Rondeau. Ernani transmite a Zuleido o “recado” de Rondeau: “Diga a Zuleido que agora tem dono essa p... Se ele (Zuleido) acertou comigo, está acertado. Não mexa embaixo (no ministério). Quem foi que mexeu?’”. Ernani põe a responsabilidade em Bruzzi. “Não, não, de jeito nenhum. Bruzzi está fora, totalmente fora”, diz Zuleido, e acrescenta que não autorizou Bruzzi a negociar por ele no ministério.
“AQUI TEM DONO” O ex-ministro de Minas  e Energia Silas Rondeau, em 2007. “Diga a Zuleido que agora tem dono essa p...”, disse ele, segundo gravação da PF (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)
III – O jardim de inverno do PMDBBruzzi não estava tão por fora. No dia seguinte, a PF apreendeu, na sede da Gautama em Brasília, cópias de recibos de depósito em nome de Bruzzi. Ele aparece como beneficiário de dois depósitos que somam R$ 16 mil, realizados em agências de dois bancos diferentes. Existe ainda um terceiro depósito no valor de R$ 34 mil, em que a titular da conta é a mulher de Bruzzi, Maria Lúcia. As operações bancárias são de outubro de 2003. Bruzzi era um operador fundamental no esquema de Zuleido – e de quem quer que se disponha a obter recursos de emendas parlamentares por meio do PMDB. Ele trabalha numa sala minúscula, dentro do conjunto ocupado pela liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. Fica atrás do jardim de inverno que orna o Salão Verde, a poucos passos do plenário. Economista de 64 anos, Bruzzi tem um espaço físico muito menor que seu poder. Pelas mãos de Bruzzi passam sugestões de gastos do PMDB que ultrapassam R$ 1 bilhão por ano. Ele é paparicado pelos deputados porque ajuda a emplacar emendas para dirigir parte desses recursos públicos a suas regiões. Mas Bruzzi não cuida apenas disso. Um deputado quer ser membro de determinada comissão? Chame o Bruzzi. Notícias sobre vagas em cargos comissionados na Esplanada? Bruzzi terá a resposta. Empresários ou lobistas querem conversar? É com Bruzzi. Junto com a confiança dos chefes, Bruzzi conquistou o poder de indicar a eles os apaniguados políticos adequados para ocupar determinados cargos.
Cópias de recibos de pagamentos da Gautama para Francisco Bruzzi, assessor do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB). Bruzzi recebeu R$ 50.000 em três depósitos feitos pela Gautama (Foto: Reprodução)
Há dois anos, os contatos de Bruzzi e suas sugestões para o Orçamento fizeram parte de outro escândalo. A Operação Voucher, da Polícia Federal, prendeu 35 pessoas suspeitas de participar de um esquema de desvio de R$ 4 milhões em recursos públicos. Parlamentares dirigiam emendas para o Ministério do Turismo, mas parte do dinheiro era encaminhada para empresas e entidades ligadas aos políticos e a funcionários do ministério. O principal algemado na ocasião foi o secretário executivo Frederico Silva Costa, o número dois na hierarquia da Pasta na ocasião. E quem colocara Fred, como era conhecido, num cargo tão bom? O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Por sugestão de quem? De seu assessor Francisco Bruzzi. E de onde Fred e Bruzzi se conheciam? De tanto tratar de emendas com Fred, quando este ocupava outro cargo no Turismo durante o governo Lula, Bruzzi achou que promovê-lo a secretário executivo no governo Dilma seria uma mão na roda para anteder aos anseios político-financeiros do PMDB. “Ele(Frederico) sempre atendeu com eficiência às demandas do PMDB e às solicitações da liderança”, afirma Bruzzi. Bruzzi convenceu o deputado Henrique Eduardo Alves a bancar Fred. Em troca, Fred prestava contas a Bruzzi do que se passava no ministério. Apesar de ser o número dois da Pasta e ostentar uma sala grandiosa, quando Bruzzi o chamava, Fred ia até a apertada sala de Bruzzi. A confiança de Henrique Eduardo Alves em Bruzzi é absoluta. É certo que, com a ascensão de Henrique à presidência da Câmara, o poder de Bruzzi crescerá junto. As filas vão aumentar, a agenda vai ficar lotada e a salinha será insuficiente. Ah, quantos Freds eles não poderão fazer?
PARENTES O delegado Renato Porciúncula. Na ocasião das investigações, sua mulher e seu enteado eram funcionários comissionados do Senado (Foto: Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press)
Procurado por ÉPOCA, Bruzzi disse não se lembrar a que se referem os depósitos. “Não sei do que se trata.” Bruzzi afirmou que era amigo de Zuleido Veras, o empreiteiro dono da construtora Gautama, pivô do escândalo. Mas relutou em contar detalhes sobre a amizade. Bruzzi disse que ajudou o empresário. “Naquela época, eu sugeri algumas ideias. Posso ter ajudado em orientações técnicas do que fazer aqui e ali. Eu posso ter feito alguma coisa em termos de captação de recursos externos, mas não me recordo exatamente o quê. É muito tempo atrás. Mas foi só isso. Foi um determinado serviço, em determinada época. Acabou. Nunca mais.” Procurado por ÉPOCA, Renan Calheiros não quis conversa: “Obrigado pela cobertura. Obrigado por tudo. Obrigado”. O deputado Henrique Eduardo Alves também não quis se pronunciar.

Por que, diante de provas tão contundentes, a PF não pediu investigação específica à Justiça em relação aos próceres do PMDB? Em Brasília, a resposta apenas se sussurra. Mas o diretor de Inteligência da PF no momento das investigações, delegado Renato Porciúncula, a quem os delegados do caso remetiam as provas, tinha parentes próximos com cargos de confiança no Senado. A mulher e o enteado de Renato Porciúncula eram funcionários comissionados do Senado. A mulher estava na presidência da Casa desde 2004, quando José Sarney era o presidente, e o enteado fora nomeado para um setor administrativo em agosto de 2006, já com Renan na presidência. Procurado por ÉPOCA, o delegado Renato Porciúncula afirmou desconhecer qualquer interferência de políticos no andamento das investigações da Operação Navalha. Ele afirmou ainda não se recordar das pessoas mencionadas pelo repórter. “Só os delegados da investigação tinham o domínio dos detalhes da apuração”, afirmou. Aplausos, por favor. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Redução da energia vai custar quase R$ 17 bi ao Tesouro em 2013 e 2014

Mais uma mentira do PT e seu DesGoverno Dilama Du Cheff, tudo armação, o TCU apurou que pagamos 20% a mais nas contas de energia, por alteração em um desses fundos de custeio que pagamos nas contas de energia elétrica, telefonia, água, saneamento, e outras de serviços públicos, 
Ao confirmar esse erro o TCU  determinou que  o governo  reduzisse  as tarifas de energia, isso foi postergado durante dois anos, Ainda em 2011, a ANEEL autorizou reajuste tarifário  de energia.Assim passado quase 2 anos,o DesGoverno maquiador acata a decisão do Tribunal de Contas, usando da sordidez enganadora comum dos políticos e seus partidos,  se fossem os tucanos iriam mentir igual a Sra. Dilama, que saiu da condição de presidente para o papel de candidata a reeleição. 
Assim, meu amigo(a) não se engane, não fizeram nada pra você, por que de qualquer forma pagaremos a conta a diferença é que ela não virá estipulada na conta de luz. Mais uma manobra eleitoreira do PT a mando du Cheff Dilama.









Informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo Tesouro Nacional. Em 2013, previsão é de R$ 8,4 bilhões e, em 2014, valor é semelhante.



A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (24) que a redução nas contas de luz dos brasileiros vai custar quase R$ 17 bilhões aos cofres públicos em 2013 e 2014, sendo R$ 8,46 bilhões em 2013 e valor semelhante no ano que vem. 

A partir de 2015, os gastos continuarão, de acordo com o Tesouro Nacional, mas serão "bem menos significativos". Ainda não está definido, segundo a instituição, qual será o valor dos gastos de 2015 em diante.
Mais cedo, o governo já havia confirmado o patamar de despesas previsto para este ano. O aporte será feito para bancar o barateamento da conta em 18% para residências e em até 32% para indústrias, conforme anunciado pela presidente Dilma Rousseff. 
Os R$ 8,46 bilhões de custos estimados para este ano serão depositados pelo Tesouro na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que ficará responsável por financiar ações do governo, entre elas as medidas necessárias para promover o desconto na conta de luz. 
Quando do anúncio do plano, em setembro, o governo já previa a necessidade de aporte de recursos na CDE, por conta da decisão de extinguir outros dois encargos, uma das medidas que resultam agora na queda no valor da energia. Na época, porém, o valor previsto era de R$ 3,3 bilhões.
Fonte dos recursos
A fonte dos recursos, ainda de acordo com o Tesouro Nacional, serão os fundos de investimentos do setor de energia elétrica, que possuem R$ 27 bilhões em caixa (dos quais R$ 7,2 bilhões serão pagos, neste ano, para indenização das concessionárias e R$ 13,8 bilhões nos próximos anos), além de créditos da dívida de Itaipu com a União.
Atualmente, o Tesouro informou que possui em caixa R$ 4,1 bilhões de créditos de Itaipu, sendo que anualmente a instituição tem direito a igual valor. Segundo o Tesouro Nacional, o governo pagará os custos estimados para 2013, a serem depositados no CDE, com os recursos já em caixa em créditos de Itaipu (R$ 4,1 bilhões).
A diferença para fechar a conta de R$ 8,46 bilhões poderá ser buscada nos fundos de energia elétrica, ou por meio de antecipação de receitas de Itaipu dos próximos anos, acrescentou o governo federal. Caso opte por antecipar receitas de Itaipu, a operação será feita por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que compraria os "recebíveis" de Itaipu e os repassaria ao CDE, informou o governo.
"O país tem receitas previstas, por muitos anos à frente, decorrente de usinas já construídas e que estão em operação, gerando recursos para o país, como é o caso de Itaipu. O governo está meramente adequando estes estoques, fluxos, pagamentos a serem feitos e receitas a serem recebidas", acrescentou o Tesouro Nacional.