quinta-feira, 2 de julho de 2015

“Os jovens matam porque foram esquecidos pelo estado” - um mito favorito da esquerda


por , terça-feira, 16 de junho de 2015

Enterro de uma das vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí

O naturalista suíço Louis Agassiz tinha uma obsessão pelo racismo científico. Acreditava que as etnias eram espécies humanas separadas e que misturá-las transformava os homens em delinquentes e degenerados.
Ao visitar o Brasil, em 1865, Agassiz deu uma olhadela pelas ruas do Rio de Janeiro e pensou ter entendido a causa da pobreza e da criminalidade do país. "Quem duvida dos males da mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá negar uma deterioração decorrente da amálgama de raças", escreveu ele.
Agassiz foi vítima de dois erros. O primeiro é a falácia de relação e causa. Ele observou dois fenômenos acompanhados (mestiçagem e pobreza) e acreditou que um era a causa do outro. Também usou suas próprias bandeiras políticas para explicar o mundo — uma armadilha mais ou menos assim: "eu defendo X; se algo acontece de errado no mundo, eu vou logo acreditar que é por falta de X e que não há outra solução senão X".
Muita gente comete esses mesmos erros ainda hoje. De forma tão descuidada quanto o naturalista suíço, estão usando suas bandeiras políticas — a educação pública, a luta contra a miséria e a desigualdade — para explicar por que os jovens cometem crimes.
Por exemplo, quando o ciclista foi esfaqueado na Lagoa Rodrigo de Freitas por menores de idade, o jornal Extra sugeriu que os garotos se tornaram assassinos porque não tinham ido para a escola:





Já a jornalista Claudia Colucci, ao falar sobre o silêncio ao redor do terrível estupro de quatro jovens no Piauí, parece ter esclarecido o que motivou os quatro menores envolvidos no crime:
Quem são esses menores? Semianalfabetos, usuários de drogas, miseráveis, com famílias desestruturadas e com histórias de loucuras, abusos e abandono.
É o caso de perguntar: o analfabetismo e a pobreza, que atingem dezenas de milhões de brasileiros, levam mesmo os homens jovens a raptar, torturar, estuprar, furar os olhos, apedrejar e jogar do penhasco meninas indefesas?
É verdade que, em muitos casos, a baixa educação e alguns fatores econômicos acompanham a violência. Mas daí há um bom caminho para provar que um é a causa do outro. É bem provável, por exemplo, que as centenas de piauienses que foram ao enterro de uma das vítimas e se consternaram com o caso tinham o mesmo perfil de escolaridade e renda dos agressores.
O próprio Piauí contraria a tese de que a miséria causa violência. Depois do Maranhão, é o estado mais pobre do Brasil. E um dos menos violentos — a taxa de homicídios só é menor em São Paulo e Santa Catarina.
Agora, imagine se multiplicássemos a população do Piauí por cinquenta e cortássemos 40% do seu território. Chegaríamos a um país como Bangladesh, onde 150 milhões de miseráveis convivem com uma das menores taxas de homicídio do mundo – apenas 2,7 homicídios por 100 mil habitantes, um décimo da taxa brasileira.
O perfil de internos de prisões para menores de idade também contraria a crença de que agressores são vítimas da miséria. Uma pesquisa da Fundação Casa de Campinas de 2013 mostra que, de 277 internos, 80% vêm de famílias com casa própria, e metade têm renda superior a 2 mil reais. As taxas de escolaridade dos menores presos eram similares às de fora da cadeia.
Se não é a pobreza, seria então a desigualdade o motor da violência? Essa eu deixo com o psicólogo americanoSteven Pinker, autor de um excelente compêndio sobre violência humana, o livro Os Anjos Bons da Nossa Natureza. Pinker aponta uma falácia de relação e causa: países mais desiguais geralmente são mais violentos, mas isso não quer dizer que desigualdade cause violência:
O problema de invocar a desigualdade para explicar mudanças na violência é que, embora ela se correlacione com a violência se compararmos estados e países, não se correlaciona com a violência ao longo do tempo em um estado ou país, possivelmente porque a verdadeira causa das diferenças não é a desigualdade em si, mas características estáveis como a governança do estado ou a cultura, que afetam tanto a desigualdade como a violência.
Um exemplo que Pinker fornece é o dos Estados Unidos: a desigualdade atingiu um mínimo em 1968, quando a criminalidade estava no auge, e subiu entre 1990 e 2000, enquanto a violência despencou.
Outra razão sempre citada são as famílias desestruturadas. Crescer sem o pai ou a mãe leva os jovens ao crime? Difícil saber. Segundo o IBGE, em 16% das famílias brasileiras, a mãe cuida sozinha dos filhos (famílias só com o pai e os filhos são outros 2%). Mas 0,01% dos adolescentes comete crimes violentos (a confiar na estatística de quem é contra a redução da maioridade penal).
O mais provável, nesse caso, é a relação inversa: em ambientes com maior criminalidade, é mais comum haver mães solteiras. Os filhos delas acabam virando criminosos não por falta do pai, mas porque crescem num ambiente criminoso.
Pinker tem um raciocínio parecido:
Embora filhos indesejados possam vir a cometer crimes ao crescer, é mais provável que as mulheres em ambientes propensos ao crime tenham mais filhos indesejados do que a indesejabilidade cause diretamente o comportamento criminoso.
A ideia de que a ausência do estado causa todos os problemas do mundo é sedutora. Mas na hora de estudar as origens da violência é melhor deixar ideologias de lado.
______________________
Uma recente manchete da Folha de S. Paulo reproduz a denúncia que publiquei há dois meses.  A afirmação de que adolescentes cometem menos de 1% dos crimes violentos é falsa, baseada numa estatística que não existe.
A reportagem foi além e descobriu dados interessantes. Em sete estados, a participação de menores nos crimes violentos é igual ou superior a 10%. No Ceará e no Distrito Federal, de acordo com as secretarias de segurança, os crimes cometidos por menores de idade passam de 30% do total.


Valeria a pena cavoucar um pouco mais os dados fornecidos pelos governos estaduais. Esses 30% no Ceará e no Distrito Federal parecem tão falsos quanto o "menos de 1%" divulgado pelo governo Dilma.
Homens adolescentes são mais violentos que a média da população, mas não mais violentos que adultos jovens. Em quase toda sociedade humana, o comportamento violento começa aos 15 anos e atinge o pico entre os 18 aos 24 anos. Seria necessário que os menores de idade fossem uma parcela muito alta da população para serem responsáveis por tantos crimes.

Leandro Narloch é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados.

fonte: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2119

quarta-feira, 1 de julho de 2015

13 gráficos e mapas que mostram como o governo Dilma vai de mal a pior



A condução da economia do governo Dilma vem decepcionando o Brasil desde o primeiro mandato, com resultados tão pífios que só não ultrapassam os do governo Collor e Floriano Peixoto, que registraram médias de crescimento de  -1,3% e -7,5%, respectivamente. Nem mesmo a década perdida teve médias tão baixas.
E o segundo mandato promete ser pior.
A cada dia, as expectativas de crescimento da economia mostram-se mais pessimistas. Não bastasse, a inflação apresenta uma forte tendência de alta. Em outubro de 2014, o Fundo Monetário Internacional estimou que o Brasil cresceria 0,3% naquele ano e 1,4% nesse ano. Os resultados foram um pouco diferentes: o crescimento do PIB de 2014 acabou sendo 3 vezes menor que o previsto. A sacudida foi tão forte que no último relatório, publicado em abril, o Fundo mudou suas estimativas para uma recessão de 1% este ano – e há quem aposte numa queda de 1,20%.
Para ilustrar a enrascada na qual o país se meteu, preparamos 13 gráficos e mapas com dados da economia brasileira do último mandato e algumas previsões para este ano. Apertem os cintos.
1) A INCAPACIDADE DE RESPEITAR A META DE INFLAÇÃO…




Desde janeiro de 2014, a inflação acumulada em 12 meses nunca esteve tão alta. Porém, no início de 2014, o índice já mostrava tendência de queda. Esse ano as coisas mudaram um pouco de figura, e o gráfico acima evidencia com precisão: passadas as eleições, o IPCA rompeu o teto da meta e se projeta com força para cima.

2) …A PONTO DE PREVISÕES JÁ APONTAREM ESTOURO DO TETO PARA ESTE ANO.


Desde o primeiro governo Dilma a inflação anual ameaçava sair da meta. Até o ano passado, porém, foi possível segurar. Este ano, no entanto, não vai ter jeito: reajustes na gasolina e na energia puxaram o índice para cima. Mesmo que, de forma pouco previsível, o IPCA não rompa o teto, ainda continuará muito distante do centro da meta: só de janeiro até maio os preços já subiram 5,99%. Ou seja, o que era esperado para um ano foi completado nos primeiros 5 meses do ano. E ainda temos mais 7 pela frente.
A última vez que a inflação anual esteve acima do teto foi em 2003.
3) E O DÓLAR VAI NA MESMA DIREÇÃO.


A cotação da divisa americana estabilizou-se por volta dos R$ 3,00. O dólar mais alto pressiona a inflação e a dívida externa.

4) E POR FALAR EM DÍVIDA, ELA TAMBÉM VEM AUMENTANDO.



Apesar da estagnação da economia, a dívida externa não para de subir. E, como a dívida é negociada em moeda estrangeira, a alta do dólar acaba elevando o valor do débito. Apesar da tendência mundial de alta da moeda norte-americana, no Brasil a alta registrada foi muito muito maior, como já explicamos aqui.

5) POR OUTRO LADO, O PIB…



Ano passado a economia brasileira cresceu apenas 0,1%. Foi a conta para não ter crescimento zero – ou pior, negativo. Este ano, no entanto, as previsões são bem menos otimistas. O gráfico acima, com os resultados quadrimestrais, antecipa a precisão dessas projeções.

6)… E DESSA VEZ NÃO ADIANTA CULPAR A “CRISE INTERNACIONAL”, A NÃO SER QUE VOCÊ CONSIDERE QUE O MUNDO É SÓ VENEZUELA, ARGENTINA E BRASIL.



Países como Chile, Peru e Colômbia são grandes exportadores de commodities e, portanto, muito mais suscetíveis às variações da economia mundial. Mesmo assim, tiveram níveis de crescimento muito maiores que os do Brasil em 2014 e a previsão é de que isso se repita esse ano. Mas, por algum motivo, apenas três países da América do Sul não deslancharão: Brasil, Venezuela e Argentina.
Fora da América do Sul, os Estados Unidos devem crescer 3,1%, a Europa Ocidental 1,9% e o Japão 1,0%. Sem crise.
7) FALANDO EM CRISE, O EMPREGO ESTÁ AMEAÇADO…


Durante a campanha presidencial, Dilma sempre repetiu a máxima “passaremos pela crise mantendo o emprego”. Mas o gráfico acima é claro: o último aumento do desemprego não foi mero movimento sazonal. Olhando para os anos anteriores, a disparada do desemprego foge do padrão. Já é a mais alta desde 2010.
8) …E NÃO É DE HOJE!


Até o ano passado, o aumento da desocupação vinha sustentando a baixa do desemprego. Mas existe um limite para essa maquiagem. O gráfico acima mostra a mudança no emprego em % desde que Dilma assumiu o primeiro mandato. Como é possível observar, a taxa de criação de novas vagas veio decaindo de lá pra cá, até começar a atingir níveis negativos em 2014.
9) NÃO É POR ACASO: NOSSA PRODUTIVIDADE PRATICAMENTE NÃO CRESCEU NO ÚLTIMO ANO…


A produtividade do brasileiro cresceu somente 0,6% entre 2002 e 2012, segundo cálculos da CNI. Já em 2013 e em 2014, foi de 0,3% para cada ano, segundo a The Conference Board. Ok, a julgar pelo mapa acima diversos países também tiveram um pequeno aumento na produtividade em 2014, você deve estar pensando…
10) …SÓ QUE, DIFERENTE DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS, A NOSSA ESTÁ EM NÍVEIS ALARMANTEMENTE BAIXOS.


No último ano, a produtividade do trabalhador brasileiro cresceu a mesma porcentagem que a de um trabalhador americano. Porém, a produtividade nos Estados Unidos já é 5,5 vezes maior que a do Brasil. Enquanto a terra do Tio Sam desponta como o 3º lugar, o Brasil está lá no final, na 75º, atrás de países como Venezuela, Guatemala e México.
11) ASSIM COMO NOSSA COMPETITIVIDADE.


Além de sermos improdutivos, somos também pouco competitivos. O gráfico acima representa a posição do Brasil desde o último ano do governo Lula até hoje no ranking de competitividade publicado pela Fundação Dom Cabral. No último período, atingimos nossa menor posição histórica: 56º lugar.
O índice é encabeçado pelos Estados, seguido por Hong Kong, Cingapura, Suíça e Canadá.
12) SOME ISSO TUDO E VOCÊ TEM UMA FUGA DE INVESTIDORES, O QUE RETROALIMENTA A BAIXA DO PIB E CONTRIBUI PARA A ESTAGNAÇÃO DA ECONOMIA.




A taxa de investimentos no Brasil vem caindo desde 2010. De lá pra cá, o país já perdeu 3 pontos percentuais de investimento em relação ao PIB.

13)PARA PIORAR, A TAXA DE INVESTIMENTOS NO BRASIL É A MENOR ENTRE OS BRICS:




Com tantos problemas, não é possível que não exista um mísero ponto positivo na economia do Brasil, não é mesmo? Mas o pessimismo que afeta os noticiários ainda não atingiu nossa agricultura. Pelo menos não a produção da mandioca, saudada na última terça pela presidente. Apesar dos erros na condução da economia, numa coisa Dilma tem razão: a mandioca é uma das maiores conquistas do Brasil. A alta na produção do produto é não só uma das maiores conquistas desse início de ano, mas um dos pouquíssimos bons resultados deste mandato.
Nossas saudações à mandioca.

Prefeita diz que 400 pessoas são assassinadas por semana em Caracas, na Venezuela

Venezuela é uma ditadura bolivariana! Diz a prefeira de Caracas, Helen Fernández, a qual está no cargo desde que Antonio Ledezma se tornou um dos presos políticos do regime chavista e conta como é administrar a cidade apesar da sabotagem dos seguidores de Nicolás Maduro
Com 3 milhões de habitantes, Caracas tem uma série de problemas. A cada semana, cerca de 400 de seus moradores são assassinados. Há brigas diárias nas filas para comprar comida causadas pela política econômica desastrosa do presidente Nicolás Maduro.
Motoqueiros chavistas patrulham as ruas e amedrontam os opositores. Em fevereiro, o prefeito Antonio Ledezma foi levado à força de seu escritório pelo Serviço de Inteligência, acusado de conspirar contra Maduro. Por motivos de saúde, foi colocado em prisão domiciliar. Ledezma é um dos 70 presos políticos hoje existentes no país.
A economista Helen Fernández, de 64 anos, havia sido escolhida pelo prefeito como sua vice e ocupa seu cargo interinamente. Os dois se conhecem das manifestações contra o governo de Hugo Chávez.
"Nunca concordei com o populismo. Sou consciente do valor da meritocracia, esta, sim, um fator de geração de oportunidades", disse ela. Aos que ainda não resistem aos fatos, ela explica porque a Venezuela é uma ditadura.
Depois de muito adiar, o governo venezuelano marcou eleições legislativas para o dia 6 de dezembro. A oposição está otimista? É uma conquista saber que temos uma data e que podemos planejar melhor a campanha, pois temos certeza de que triunfaremos. A maioria dos venezuelanos nos apoia e está saturada da crise profunda no país. O primeiro passo para sair dela é mudar o parlamento, hoje controlado pelo governo. Agora, falta o governo libertar os presos políticos para que se tenha uma real retomada da via democrática.
Apesar das eleições, por que a oposição diz que a Venezuela vive sob uma ditadura? Pode-se provar isso de muitas maneiras. A administração de Caracas é um bom exemplo. A Prefeitura Metropolitana de Caracas foi criada por meio da Assembleia Constituinte em 2000, durante o governo do presidente Hugo Chávez. Ledezma foi eleito em 2008 e reeleito em 2012, e sempre fomos hostilizados. Em 2009, grupos ligados a Chávez nos desalojaram das instalações da prefeitura. Em seguida, em uma ação coordenada, o governo retirou das nossas mãos a maior parte das funções da prefeitura, como saúde, administração dos hospitais, polícia, asilos e serviços sociais. Também retirou 99,5% do orçamento, que foi transferido para uma prefeitura alternativa, comandada por um interventor, Ernesto Villegas. Deixaram-nos com apenas 0,5% do orçamento. Os membros dessa nova prefeitura são escolhidos a dedo segundo a ideologia partidária. Lá, só trabalham chavistas. Dessa maneira, eles ignoraram completamente o resultado da eleição popular, que foi vencida por Ledezma. Essa administração paralela não está dentro da lei. É uma clara violação do direito do voto dos venezuelanos.
Com o objetivo de visitar Leopoldo Lopez, um dos presos políticos, um grupo de senadores brasileiros esteve em Caracas na quinta-feira, dia 18. Eles foram barrados na estrada por manifestantes chavistas. Foi uma sabotagem planejada pelo governo? Lamentamos muito o que aconteceu com os senadores brasileiros, mas devo dizer que não é algo estranho para nós. Esses militantes são usados pelo governo para amedrontar a oposição. Eles aparecem em nossos eventos para nos agredir. É gente paga pelo governo para nos desestabilizar e até nos acusar de crimes sem qualquer fundamento. Algumas vezes eles chegam com pedras e paus, em outras com bombas de gás lacrimogêneo e armas.

A senhora esperava que os políticos brasileiros tivessem tratamento diferente?
A falta de respeito com os senadores brasileiros é inaceitável. Existem tratados internacionais que precisam ser obedecidos. Os senadores têm todo o direito de transitar em nosso país. A polícia não parece ter feito muito esforço para protegê-los. Não foram colocadas escoltas. Não posso dizer que o que aconteceu nos agrada, mas é bom que os brasileiros tenham visto o que ocorre em nosso país. Se o governo se atreve a fazer o que fizeram a autoridades brasileiras, imaginem o que sofrem aqueles de nós que ousamos levantar a voz para exigir os direitos constitucionais? Isso mostra que esse país é um regime absolutamente ditatorial onde não se respeita sequer a cláusula democrática de tratados internacionais, como o Mercosul. Eu acredito que Dilma Rousseff deveria se pronunciar com mais vigor sobre o assunto, pois houve uma ruptura de tratados internacionais e foi um episódio antidiplomático. Quero que fique claro que nós, venezuelanos, estamos absolutamente envergonhados com o tratamento que foi dado aos senadores. A Venezuela sempre foi um país aberto, que gosta de receber visitantes, ainda mais da categoria dos que estiveram aqui.
Os túneis que davam acesso à prisão que seria visitada pelos parlamentares brasileiros estavam fechados. A desculpa é que estavam sendo limpos. Foi uma concidência? Nada é casual. Não é por acaso que tenham fechado as vias no dia em que os senadores nos visitaram. Isso foi uma estratégia do governo, está claro. A chamada "estrada velha", que poderia servir de caminho alternativo, foi interrompida por manifestantes simpáticos ao governo. A estrada pan-americana que leva até o presídio de Ramo Verde também foi fechada. Houve uma estratégia armada para que eles não pudessem entrar na cidade de Caracas.
Estamos muito agradecidos aos senadores que vieram ao nosso país. É importante que vejam não só a situação dos presos políticos, mas também das filas, do sequestro dos poderes, da ingovernabilidade e da institucionalidade. (As informações são de Veja, leia a entrevista na íntegra) (Foto de Helena é de (Gregorio Marrero/Archivolatino/VEJA)



fonte: http://folhacentrosul.com.br/post-politica/8159/prefeita-diz-que-400-pessoas-sao-assassinadas-por-semana-em-caracas-na-venezuela

Dez mil chineses entram com queixas legais contra ex-líder do PCC


Jiang Zemin em 2012 (Getty Images)


Primeiro, elas vieram aos pingos, em seguida, como uma inundação. Trata-se de queixas legais de cidadãos chineses, apresentadas através de canais legais do próprio regime chinês, acusando o ex-líder do Partido Comunista Chinês, Jiang Zemin, por crimes contra a humanidade e genocídio.
Se as autoridades farão algo a respeito isso é outro assunto, mas o fato marca uma virada no que se refere a condenar uma das maiores mobilizações do aparato militar do Partido Comunista Chinês contra uma população-alvo.
O aumento das queixas-crime alinha-se com a campanha anticorrupção iniciada há dois anos pelo atual líder do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, que visa ao desmantelamento da rede de aliados políticos do ex-líder Jiang Zemin.
Jiang iniciou uma perseguição contra o Falun Gong em 1999. Minghui, website do Falun Gong, informou mais de 3.800 casos confirmados de mortes por tortura. Investigadores independentes afirmam que dezenas de milhares de praticantes de Falun Gong foram mortos para retirada de seus órgãos para uso em transplantes.
Falun Gong, uma forma de prática de qigong (meditação), atraiu de 70 a 100 milhões de adeptos na década de 1990. Jiang, temendo o enorme crescimento da prática (que incluía entre seus praticantes muitos membros do Partido Comunista Chinês) e sua imensa popularidade, iniciou uma verdadeira campanha de perseguição ao Falun Gong em 1999.
Jiang Zemin, mesmo depois de ter deixado o cargo de chefe-geral do Partido Comunista Chinês e depois como chefe das forças armadas, em 2004, assegurou-se de que a campanha contra o Falun Gong continuasse por meio da colocação de uma série de comparsas em postos-chave do poder. Um dos mais proeminentes deles foi Zhou Yongkang, que dirigiu o aparato de segurança do Partido até 2012. No mês passado, ele foi condenado à prisão-perpétua sob acusação de corrupção.
Até antes da campanha de Xi Jinping para purgar o Partido da influência de Jiang, era inconcebível aos cidadãos chineses a possibilidade de apresentar denúncias-crime contra Jiang. Casos em que pessoas tentaram fazer isso anteriormente são elucidativos. Por exemplo, em agosto de 2000, Zhu Wang Jie Keming e outros dois chineses que praticam Falun Gong tentaram fazer tal denúncia. Wang foi torturado até a morte na prisão e Zhu passou cinco anos na prisão, durante os quais perdeu todos os dentes.
Mas agora as coisas estão diferentes
Em 26 de maio de 2015, Zhang Zhaosen, também praticante de Falun Gong, apresentou queixa-crime contra Jiang a um promotor público. O aspecto notável do caso não foi apenas que ele entregou a denúncia, mas que ele saiu livre depois de fazê-lo.
Em outros casos, vítimas da perseguição ao Falun Gong na China apresentaram denúncias via correio expresso. Tipicamente, eles fotografam os recibos e postam na Internet. Até o final de maio, segundo Minghui, 232 pessoas entraram com denúncias. Até 11 de junho, houve 3.987 denúncias. No final da semana seguinte, um adicional de 5.761 denúncias foi submetido, elevando o total para cerca de dez mil.
Estas queixas foram enviadas para as mais altas instituições chinesas: a Suprema Corte do Povo e a Suprema Procuradoria do Povo. As denúncias vieram tanto de chineses residentes na China como residentes em outros países: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Malásia, Tailândia, Japão, Coreia do Sul e Hong Kong. Os autores das denúncias vêm de todas as esferas sociais: juízes, soldados, policiais, professores, trabalhadores, agricultores.
Por si só, as queixas meramente representam a vontade popular, mas se Jiang Zemin será realmente indiciado, isso depende da Suprema Procuradoria do Povo, órgão do Ministério Público da China. Casos envolvendo líderes do Partido Comunista, atuais ou ex-líderes, são tratados politicamente na China, por isso, uma decisão desse tipo só ocorrerá como parte de uma mudança política mais profunda dentro do Partido Comunista Chinês e na situação da perseguição contra o Falun Gong.
Notícias sobre o estilo de vida luxuoso de Jiang, prisões de membros-chave da Agência 610 (agência secreta criada por Jiang para perseguir o Falun Gong) e agora ações judiciais, evidenciam que a influência política de Jiang está em total declínio.
Uma mudança recente na forma como tribunais da China tratam os casos também encorajou os demandantes. Praticantes de Falun Gong relatam terem recebido recibos da Suprema Procuradoria do Povo, que é algo instituído por uma nova regra que exige que os tribunais e a procuradoria aceitem todas as queixas legais e expliquem por escrito qualquer uma que for rejeitada. Antes desta alteração, os tribunais podiam simplesmente ignorar qualquer queixa que quisessem.
O dilúvio de queixas pode não resultar de fato em acusação num futuro próximo, mas estudiosos chineses, advogados e ex-funcionários do Partido elogiaram essa tentativa como uma forma de pressão pública sobre as autoridades e uma tentativa de exercer os direitos legais que o Partido Comunista diz que cada cidadão chinês tem.
“Eu acredito que processar Jiang Zemin é muito apropriado tanto do ponto de vista da lei como da justiça”, disse Zhang Zanning, professor de Direito na Universidade do Sudeste, na cidade de Nanjing, província de Jiangsu. Ele disse que ele e seus colegas acham “muito encorajador”.
Zhong Weiguang, estudioso alemão do totalitarismo, compara as ações contra Jiang Zemin com as ações judiciais contra o ditador nazista Adolf Hitler.
Han Guangsheng, ex-oficial do Partido, que desertou para o Canadá em 2001, disse que as denúncias são “um fenômeno sem precedentes”.
Bao Tong, ex-secretário do falecido Zhao Ziyang, liberal e primeiro-ministro chinês, disse ao Epoch Times: “Como cidadãos, as pessoas devem supervisionar e fiscalizar líderes antigos e atuais… Se alguém tem queixas, que as apresente. É assim como uma sociedade normal funciona”.
Ele advertiu que o regime deve lidar com o assunto “em conformidade com a lei”.

Farra com dinheiro público: Câmara aprova criação de 11 mil cargos na administração federal

Vagas serão distribuídas em instituições das áreas de saúde, educação e segurança pública. Proposta terá de ser analisada ainda pelo Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6244/13, do Executivo, que cria 11.028 cargos efetivos na administração pública federal, em diversas áreas da saúde, educação e segurança pública.
O texto seguirá agora para análise do Senado, exceto se houver recurso para que seja examinado antes pelo Plenário da Câmara.
A relatora na CCJ, deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), defendeu a constitucionalidade da matéria. Pelo texto, o provimento dos novos cargos será realizado de forma gradual, já a partir de 2015. O impacto anual da medida está estimado em, aproximadamente, R$ 958 milhões.
Saúde
De acordo com a proposição, serão implementados no quadro de pessoal da Agência Nacional de Saúde (ANS) 127 cargos de especialista em regulamentação de saúde suplementar e 87 cargos de analista administrativo.
Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está prevista a criação de 130 cargos de especialista em regulação e vigilância sanitária; 30 de técnico em regulação e vigilância sanitária; e 20 de analista administrativo. Já para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Executivo propõe a criação de 1.200 cargos em diversas áreas.
Educação
Na área da educação, o texto abre 5.320 cargos de professores do ensino superior e 2.008 de técnicos administrativos em educação. O Executivo também pretende transformar 1.977 cargos vagos de técnico-administrativo em educação das instituições federais de ensino superior em número igual de cargos com perfis adequados às necessidades institucionais.
Segurança
A proposta contempla ainda a criação de cargos para os departamentos de Polícia Federal e de Polícia Rodoviária Federal, sem aumento de despesa, mediante contrapartida de extinção de cargos vagos.
Para a Polícia Federal, o Executivo propõe 44 cargos de engenheiro, cinco de arquiteto e 36 de psicólogo. Já para a Polícia Rodoviária Federal, são 19 cargos de administrador, 17 de engenheiro, cinco de estatístico e três de técnico de comunicação social.
O projeto prevê também que os cargos vagos do plano especial do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sejam transformados em cargos de analista administrativo e de técnico administrativo.
Por fim, a proposta cria 500 gratificações temporárias do Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática (SISP), de nível superior.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Thyago Marcel
Edição – Marcelo Oliveira


FONTE: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/491350-CAMARA-APROVA-CRIACAO-DE-11-MIL-CARGOS-NA-ADMINISTRACAO-FEDERAL.html?utm_campaign=boletim&utm_source=agencia&utm_medium=email

Mas eles são o que? São CorruPTus sim: Lula teme que rótulo de corrupto grude no PT #FORAPT #FORADILMA #ForaLula


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou ontem, segunda-feira, deputados federais e senadores do PT a se unirem na defesa do partido e do governo imediatamente, sob pena de prejuízos irrecuperáveis ao projeto petista. Segundo um dos participantes da reunião promovida em Brasília, Lula afirmou que o PT tem que reagir agora, a tempo de estar inteiro para os desafios que virão.
>Uma das maiores preocupações de Lula é com o carimbo de partido corrupto que, na sua opinião, não está sendo rebatido pelos petistas. Na reunião com a bancada federal do PT, da qual participou também o presidente do partido, Rui Falcão, o ex-presidente disse que a legenda está apanhando muito sem se defender.

A tônica, agora, é "bateu, levou", relata um participante do encontro.

Lula defendeu que deputados e senadores lutem para tirar o partido e o governo do que considera "pauta negativa", ou seja, restrita ao ajuste fiscal e às consequentes medidas impopulares.
>Houve críticas à gestão de Dilma Rousseff, especialmente à falta de diálogo com todos os setores, mas houve também a constatação de que o governo não pode sobreviver sem o PT e vice-versa.

Em defesa de Dilma, o ex-presidente disse que ela está tomando iniciativas positivas, que devem ser mais exploradas e defendidas pelos petistas, como o lançamento do programa Minha Casa Minha Vida III, o anúncio do Plano Safra (financiamento agrícola), a divulgação dos planos de exportações, de concessões e de banda larga.





#FORADILMA #FORAPT: Aprovação ao governo Dilma é de 9%, diz Ibope



A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a 9% segundo pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quarta-feira (1º). De acordo com a pesquisa, 9% dos entrevistados consideravam o governo Dilma como "ótimo ou bom". A pesquisa indica ainda que 21% dos entrevistados avaliam o governo como "regular" e 68% dos entrevistados classificam o governo como "ruim ou péssimo".
Na pesquisa anterior, divulgada em março de 2015, o percentual dos entrevistados que avaliavam o governo como "ótimo ou bom" era de 12%. Os que classificavam o governo como "regular" totalizavam 23% e os que avaliavam o governo como "ruim ou péssimo" somavam 64%.
Esta é a segunda pesquisa CNI/Ibope divulgada desde o início do segundo mandato da presidente petista. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os menores índices de avaliação de governo registrados pela pesquisa foram nos meses de junho e julho de 1989, durante a gestão do ex-presidente José Sarney (PMDB). Nesses dois meses, o percentual dos entrevistados que classificou o governo como "ótimo e bom" foi de 7%.
Já em relação à aprovação à maneira de governar, a série histórica da pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita durante o governo do ex-presidente Fernando Collor (PTB), mas foi sistematizada a partir do primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Os 15% de aprovação obtidos por Dilma são o índice mais baixo de toda a série histórica registrada pela pesquisa.
A pesquisa avaliou também o índice de confiança na presidente Dilma. Segundo o Ibope, em junho, 20% dos entrevistados afirmaram confiar na presidente. Em março deste ano, o índice chegava a 24%. Na série histórica, apenas Sarney obteve um índice de confiança menor que Dilma. Em junho de 1989, apenas 16% dos entrevistados diziam confiar no então presidente.
Já os que afirmaram não confiar na presidente Dilma em junho deste ano somam 78%. Em março, este índice era de 74%. Novamente, apenas Sarney superou Dilma neste quesito. Em junho de 1989, 80% dos entrevistados afirmavam não confiar no presidente.
A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 21 de junho e ouviu 2002 pessoas em 141 municípios de todo o Brasil. O grau de confiança é de 95%.

Agenda "positiva" e más notícias

A queda nas taxas de aprovação do governo Dilma acontece mesmo depois de a presidente ter ampliado a chamada "agenda positiva", que incluiu o lançamento de um plano de concessões de R$ 198 bilhões para o setor de infraestrutura e do Plano Safra, voltado ao agronegócio e com investimentos anunciados de R$ 187 bilhões.
No campo político e econômico, entretanto, o ambiente de crise permanece. Segundo o IPCA, a inflação acumulada entre maio de 2014 e maio de 2015 foi de 8,7%, a maior taxa desde dezembro de 2003. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego chegou a 6,7% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, a maior taxa desde julho de 2010
No campo político, o governo Dilma enfrenta novas denúncias relacionadas à operação Lava Jato. Na última semana, foram divulgados trechos da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, executivo da empreiteira UTC. Segundo o executivo, a empreiteira teria doado R$ 7,5 milhões à campanha para a reeleição de Dilma por temer prejuízos em contratos da empreiteira com a Petrobras. 
Os baixos índices de popularidade da presidente Dilma também foram aferidos pela pesquisa Datafolha divulgada no último dia 20. Segundo a pesquisa, apenas 10% dos entrevistados avaliavam o governo da presidente como "ótimo ou bom". A margem de erro do Datafolha também era de dois pontos percentuais para mais ou para menos.




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