quinta-feira, 23 de abril de 2015

Lei impede bloqueio de verba do fundo partidário Temer tem de recuar um dia após indicar contingenciamento; presidentes da Câmara e do Senado criticam Dilma por sancionar aumento



Lei impede bloqueio de verba do fundo partidário

Temer tem de recuar um dia após indicar contingenciamento; presidentes da Câmara e do Senado criticam Dilma por sancionar aumento
Rafael Moraes Moura e Ricardo Brito - O Estado de S. Paulo
Atualizado às 21h40
Brasília - Um dia depois de indicar “um eventual contingenciamento” dos recursos turbinados do Fundo Partidário, o vice-presidente Michel Temer admitiu nesta quarta-feira, 22, que o bloqueio “não é possível”. O motivo é que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, aprovada por deputados e senadores e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2 de janeiro deste ano, impede que recursos do Fundo Partidário sejam alvo de contingenciamento orçamentário. 

Para neutralizar o desgaste, a Executiva Nacional do PMDB decidiu também nesta quarta que não usará 25% da verba do fundo destinada ao partido no Orçamento de 2015. O gesto foi tomado depois de Temer consultar lideranças peemedebistas ao ser informado da impossibilidade do contingenciamento. Além disso, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), buscaram afastar a participação da legenda no imbróglio e disseram que a culpa era da presidente Dilma Rousseff. 
Os recursos destinados ao Fundo Partidário – a verba pública destinada ao custeio da máquina partidária – foram triplicados para R$ 867,5 milhões por meio de uma emenda ao Orçamento da União de 2015, que foi sancionado por Dilma na segunda-feira. O Planalto havia proposto inicialmente um fundo de R$ 289,5 milhões. 
Em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato e apesar das restrições impostas pelo ajuste fiscal em curso, a presidente Dilma Rousseff decidiu manter o aumento da verba orçamentária destinada ao custeio dos partidos políticos. 
Os recursos destinados ao fundo partidário foram triplicados para R$ 867,5 milhões por meio de uma emenda ao Orçamento da União de 2015 - o Planalto havia proposto um fundo partidário de R$ 289,5 milhões.
Michel Temer no seu segundo dia de sua visita a Portugal. 
Michel Temer no seu segundo dia de sua visita a Portugal. 
Antonio Cotrim/EFE
Para Renan, a presidente errou ao sancionar e depois anunciar um eventual contingenciamento do Fundo Partidário. “Ela (Dilma), sem dúvida nenhuma, escolheu a pior solução. Ela deveria ter vetado, como muitos pediram, porque aquilo foi aprovado no meio do Orçamento sem que houvesse debate suficiente, de modo que aconteceu o pior”, criticou o presidente do Senado. “A presidente fez o que havia de pior. Ela sancionou um aumento incompatível com o ajuste e disse desde logo que vai contingenciar. Ela fez as duas coisas ao mesmo tempo e errou exatamente nos dois lados.” 
Sociedade. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que a discussão sobre a ampliação de recursos para as siglas mostra que, na prática, a sociedade não quer o financiamento público de partidos políticos – modelo defendido pelo PT. Na avaliação de Cunha, o momento é propício para debater o tema no Congresso. “A sociedade reage quando você coloca mais recursos públicos dentro dos partidos. A sociedade não quer isso”, disse o peemedebista. “Nós não éramos favoráveis a isso e entendemos que é um bom momento para se debater, já que a gente vai votar a reforma política.” 
Pela distribuição do dinheiro, por ter eleito a maior bancada de deputados federais nas eleições de outubro do ano passado, o PT será a legenda que receberá o maior volume de recursos do Fundo Partidário – serão cerca de R$ 116 milhões este ano, segundo os cálculos da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados. O PMDB ficará com aproximadamente R$ 94 milhões. 
“Ao tomar ciência de que não é possível o contingenciamento dos recursos do Fundo Partidário, por limitações legais, o vice-presidente Michel Temer esclarece que buscou contribuir com o debate sobre as medidas para a redução de despesas em benefício do ajuste fiscal”, informou a assessoria da Vice-Presidência, em nota.
Na terça-feira, em Lisboa, Temer, que preside o PMDB e virou recentemente articulador político de Dilma, chegou a afirmar que poderia haver um contingenciamento de verba este ano. “Uma parte desta verba que foi acrescida poderia vir a ser contingenciada em face do ajuste econômico”, disse. 
O PMDB, por sua vez, alega que não vai usar um quarto dos recursos como forma de “colaborar com o esforço de cortes de gastos para a reprogramação da economia brasileira”. 
Pressão. A decisão da presidente Dilma Rousseff de manter o aumento da verba orçamentária destinada ao custeio dos partidos políticos ocorreu na segunda-feira após pressão das legendas, a despeito dos desdobramentos da Operação Lava Jato e das restrições impostas pelo ajuste fiscal em curso. 
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), e o presidente do PT, Rui Falcão, foram alguns dos que pediram à presidente a manutenção da emenda ao Orçamento que multiplicou por três os recursos destinados ao fundo, principal forma de financiamento das legendas.

FONTE: http://m.estadao.com.br/noticias/politica,lei-impede-bloqueio-de-verba-do-fundo-partidario,1674125,0.htm

Censura Branca no Facebook - Facebook irá privilegiar post de amigos ao invés de conteúdo de páginas

A OCC ALERTA BRASIL -ORGANIZAÇÃO DE COMBATE À CORRUPÇÃO, alertou dias atrás que  aquele encontro da Dilama com o dono do facebook não cheirava bem, o resultado é esse, que pesquisa é essa que não sabemos e não participamos???.



Isso é censura, isso é um cala boca no povo e impedir que saiam as ruas e mostre sua indignação, revolta e comente sobre as fraudes, roubalheiras e maracutaias dos criminosos no poder que programe- me apitaços, panelaços.. VIVA VENEZUELA DE CUBA, VIVA FIDEL, VIVA O COMUNISMO BANÂNIA... JÁ VIVEMOS NO COMUNISMO.


Facebook irá privilegiar post de amigos ao invés de conteúdo de páginas
Com a atualização, a rede social irá dar prioridade aos post de amigos; medida é tomada após pesquisa com usuários
Por Matheus Mans
SÃO PAULO – O Facebook anunciou nesta terça-feira, 21, que algumas alterações na política da rede social irão privilegiar as postagens de amigos ao invés de conteúdos divulgados por páginas da rede.
Segundo a empresa, a mudança ocorre após uma pesquisa feita com usuários, que foram convidados a avaliar a relevância de publicações no feed de notícias. O resultado mostrou à empresa que as pessoas priorizam os posts de amigos em detrimento de conteúdos divulgados pelas páginas de “pessoas jurídicas”.
Segundo Max Eulenstein, gerente de produto da empresa, e Lauren Scissors, pesquisadora de experiência do usuário, escreveram em um post no blog oficial da empresa: “Isso significa que precisamos dar a você a mistura correta de atualizações de amigos e figuras públicas, publicadores, negócios e organizações locais com as quais você está conectado”.
A rede social reconhece que a novidade pode ser prejudicial às empresas ou organizações: “Em alguns casos, o alcance de um post e o tráfego vindo dele podem potencialmente diminuir”.
As alterações no algoritmo são três:
1) Posts de um mesmo publicador poderão aparecer de modo consecutivo
Acaba a regra que determina um máximo de publicações por pessoas ou páginas no feed. Assim, não irá haver avaliação de números de posts, mas de relevância. Tal regra foi relaxada para aumentar o número de postagens para pessoas com poucos amigos, principalmente.
2) Publicações curtidas ou comentadas por amigos serão rebaixadas
Outra mudança é o posicionamento de publicações curtidas por amigos. A partir de agora, elas ficarão em um lugar mais distante do topo do feed, dificultando a visualização.
3) Mais importância para a produção própria dos seus amigos
E a terceira mudança se trata da maior importância dada ao conteúdo produzido pelos amigos que a pessoa mais interage. Quanto mais interação com a pessoa, mais bem colocada no feed do usuário.








quarta-feira, 22 de abril de 2015

O motivo para triplicarem agora o Fundo Partidário



Cassio Curvo - Vale a pena ler o editorial do jornal O Estado de São Paulo para saber o motivo para triplicarem agora o fundo partidário, aumentando os recursos do fundo de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões, isso em plena tentativa de contenção de gastos do governo.
O PT está endividado, muito endividado. A operação Lava Jato cortou a nova modalidade de "doações legais" em que o partido pegava dinheiro ilegal e utilizando o carimbo do TSE, realizava a lavagem do dinheiro. O crime perfeito ... imaginavam os bandidos.
Por isso existe também o risco de que essas condenações que atingirem o partido sejam de multas milionárias, que o partido terá que pagar e que poderá até inviabilizar a sua sobrevivência. Como o valor deverá ser muito elevado, neste caso não será possível conseguir o dinheiro apenas com vaquinhas, como fizeram para José Dirceu, nem repassar para os filiados, já que muitos destes estão se ocupando apenas das manifestações em defesa do governo. Por isso acharam mais fácil repassar esse custo ao contribuinte, e ontem o deputado petista, José Guimarães (PT), o que teve um assessor pego com dólar na cueca, e claramente a favor, disse que há uma "celeuma" na repercussão do caso.
Pois é ...
*
Uma afronta aos brasileiros - O Estado de São Paulo
É uma afronta aos brasileiros, que se mobilizam para exigir mudanças: enquanto a equipe econômica tenta cortar investimentos e despesas de custeio para viabilizar o necessário ajuste fiscal, o Congresso propõe e a presidente da República aprova a triplicação da "mesada" aos partidos políticos. O Orçamento-Geral da União para 2015 foi sancionado por Dilma Rousseff sem veto à proposta de aumento do Fundo Partidário de R$ 308,2 milhões para R$ 867,5 milhões. O Fundo é uma das principais fontes de receita para os partidos políticos.
O incremento substancial do Fundo Partidário, em proporção sem precedentes, no momento em que o governo se debate com a necessidade de ajustar suas contas e os protestos populares se estendem aos políticos e aos partidos em geral, é mais uma demonstração de que Dilma Rousseff é incapaz de resistir à chantagem daqueles de cujo apoio necessita para fazer o que chama de "governar".
Por detrás dessa aberração está, para começar, uma organização político-partidária anacrônica e totalmente comprometida com a mentalidade patrimonialista que, salvo poucas e honrosas exceções, transformou os partidos políticos num fim em si mesmos, em porta de acesso a vantagens e privilégios pessoais. Além disso, há a penúria em perspectiva que apavora o partido do governo, desmoralizado pela exposição da corrupção endêmica que inibe as grandes corporações empresariais de continuar investindo pesadamente em "doações legais" ao PT. Além disso, o PT, como óbvio protagonista do propinoduto da Petrobrás - e sabe-se lá de quantos outros -, pode ser obrigado pela Justiça a ressarcir os cofres públicos que foram assaltados.
Segundo apurou a Folha de S.Paulo junto a dirigentes petistas e técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o aprofundamento das investigações da Operação Lava Jato pode resultar na "inviabilização" do funcionamento do partido, em decorrência das pesadas multas a que se pode tornar sujeito, e até mesmo da cassação do registro da legenda.


LULA CHEGOU A NOMEAR JOÃO VACCARI PARA PRESIDENTE DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

                                            Lula e João Vaccari: unha e carne.

A língua do ex-tesoureiro do PT João Vaccari é muito temida em razão de suas ligações íntimas com o ex-presidente Lula. São tão ligados que Vaccari chegou a ser nomeado presidente da Caixa Econômica Federal no primeiro governo Lula. Não assumiu porque não tinha nível universitário. Depois, Vaccari fez o curso de Relações Internacionais de olho na boquinha. Mas era tarde. O supercargo na Caixa nunca veio.   
A pretensão de Lula, nomeando Vaccari na Caixa, causou estranheza até nos lulistas mais empedernidos. Sabe-se agora porquê.
Stalinista fervoroso, Vaccari virou tesoureiro do PT pela fidelidade a Lula. É capaz de pegar pena longa para proteger o ídolo.   
Lula não parece seguro quanto à lealdade de Vaccari, a julgar pelos recados nervosos enviados ao ex-tesoureiro. Da coluna do Cláudio Humberto


fonte: http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2015/04/lula-chegou-nomear-joao-vaccari-para.html

As Teses do PT Por Paulo Chagas - do Alerta Total


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Caros amigos: Li o documento “Teses do PT” publicado no site do partido.

A publicação é uma falsa autocrítica, porquanto não aborda a verdade sobre os erros cometidos pela natureza desonesta dos líderes petistas, ou seja, atribui o fracasso da administração do partido às práticas capitalistas adotadas desde o primeiro mandato do Lula e não à desonestidade e à incompetência.

Propõe uma patética retomada das propostas  originais do partido visando ao socialismo, isto é, imaginam que culpando o capitalismo pelas canalhices que fizeram poderão recuperar a significativa porção de prestígio e de iludidos que perderam junto à “classe trabalhadora”.

O documento, estrategicamente, critica o governo Dilma que, ao invés de implementar mudanças socializantes, busca socorro em teorias capitalistas, ou seja, convalida a tese da trapaça eleitoral.
É uma forma de eximir-se da culpa pelo fracasso que, na realidade, deveu-se ao viés socializante da gestão pública.

Implementar o que propõe o documento, neste momento, somente será possível depois de um golpe de estado, com o fechamento de, pelo menos, o congresso e com apoio das FFAA e das PM.

Será que os brasileiros, que nas últimas pesquisas de opinião e nas ruas rejeitaram o PT e Dilma, ainda pensam que a solução está em uma virada radical à esquerda?

A proposta constante deste documento, após a experiência real vivida nos últimos 12 anos, é utópica, ridícula e patética!

Uma guinada à esquerda no momento em que pagamos caro pelo “viés” esquerdista adotado até aqui, me parece mais uma ilusão, um devaneio.

O último documento, “contribuição da tendência chapa virar à esquerda! Reatar com o socialismo!”, é, como o título demonstra, uma contribuição estratégica para o governo Dilma que, como já disse, só será implementado se houver um golpe de estado e não vejo como o atual governo poderia fazê-lo sem contar com a conivência das instituições armadas!

O documento demonstra o quanto os petistas são canalhas, expõe suas intenções e estratégias, revela seus antagonismos internos e coloca à nossa disposição os argumentos a serem destruídos pela nossa rejeição  ao socialismo.

É o que penso.

Abraço.

PChagas

PS: na Venezuela, a “revolução bolivariana” começou dentro  exército.
Aqui, eles podem até arriscar a quebra da ordem institucional com a tropa do “stalinde”, mas perderão!

Nem a Força Nacional de Segurança Pública ficará do lado deles!

Os moribundos vão perder!


Paulo Chagas, General na reserva, é Presidente do Ternuma.


Editorial do Estadão: ‘TCU põe governo contra a parede’


A chamada “contabilidade criativa”, inventada pelos petistas para maquiar as contas públicas e disfarçar a desídia do governo no controle fiscal, foi colocada a nu pelo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que, com todas as letras, definiu como crime o flagrante desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) representado pelas “pedaladas fiscais” praticadas em 2013 e 2014.
A LRF, aprovada pelo Congresso em maio de 2000 contra o voto do PT, “estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal” (art. 1.º), inclusive a proibição de que bancos públicos financiem seus controladores, os governos. Essa restrição objetiva impedir, por exemplo, a quebradeira de bancos estaduais que até os anos 90 financiavam os governos que os controlavam e não recebiam o dinheiro de volta. No plano federal, a prática desse calote resultou frequentemente na necessidade de forte capitalização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. A LRF baniu esse tipo de irresponsabilidade.
Mas, coerente com a postura adotada quando era oposição, uma vez no governo o PT se manteve fiel à irresponsabilidade fiscal, como demonstra o minucioso relatório de quase 100 páginas do ministro do TCU José Múcio Monteiro. Um exemplo: o repasse dos recursos do Tesouro para os beneficiários do Bolsa Família é feito por intermédio da Caixa. O Tesouro deposita o dinheiro no banco e o banco o transfere para os beneficiados pelo programa. No biênio 2013/2014, o Tesouro chegou a atrasar em 15 meses o repasse de verbas do Bolsa Família para a Caixa, que obviamente foi forçada a desembolsar recursos próprios para pagar em dia os beneficiários. Em outras palavras, para maquiar suas contas, o governo usou os bancos públicos para cobrir despesas que deveriam ser pagas pelo Tesouro.
“Operações” como essa, que se tornaram rotina da “contabilidade criativa” e foram batizadas de “pedalada”, eram um recurso usado pelo governo para reduzir as despesas contabilizadas, empurrando-as para a frente e, assim, equilibrar suas contas naquele período. Um truque que, no exemplo citado, implicava a Caixa financiar seu controlador, a União. O que, mais uma vez, é claramente proibido pela LRF. Estima-se que a soma das “pedaladas” financiadas pelos três bancos oficiais entre 2013 e 2014 – a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES – supera a casa dos R$ 40 bilhões.
O ministro Joaquim Levy, a quem a presidente da República delegou a responsabilidade de colocar em ordem as contas públicas, já deixou claro que a era das “pedaladas” terminou. Quando mais não seja, o governo estará deixando de infringir a lei.
Mas não é exatamente essa a opinião do advogado-geral da União, ministro Luis Inácio Adams, que informou que vai entrar com um embargo de declaração para que seja revista a decisão do TCU. Em termos que demonstram claramente a intenção de confundir mais do que de revelar a verdade, “explicou” Adams: “O que houve no caso de 2014 é que vivemos situação de estresse fiscal maior, que também estressou essas dinâmicas de sistemática de pagamentos”. E tentou ainda, como recomenda o manual de comunicação petista, lançar a culpa sobre ombros alheios: “É muito estranho. Afinal, desde 2001 (sic), quando foi criada a LRF, essa sistemática de pagamento acontece. Por que só agora estão questionando isso?”.
São compreensíveis a preocupação do ministro Adams, notório e fiel militante petista, e sua tentativa de levantar a suspeita de que existe uma conspiração contra a presidente Dilma e o PT. O relatório do TCU, aprovado por unanimidade – todos os ministros daquela Corte seriam conspiradores -, ao evidenciar o descumprimento da lei pelo governo, oferece argumentos para eventualmente embasar um pedido de impeachment da presidente da República.
Tanto assim que o senador Aécio Neves, presidente nacional do maior partido de oposição, o PSDB, já se prepara para ir às últimas consequências da decisão do TCU: “Precisamos averiguar quais foram os responsáveis por essa fraude. Temos que ver se esse crime se limita à equipe econômica ou vai além dela”. Está certíssimo o senador. Afinal, é esse o papel da oposição.


URSAL: a mãe do monstro


 Por Ipojuca Pontes (*)
© 2007 MidiaSemMascara.org
Não encontra o menor respaldo a idéia de que a recente derrota de Chávez no referendo para reformar a Constituição venezuelana representa um obstáculo de peso para o avanço do “Socialismo do Século XXI” na América Latina. De fato, ao admitir em público a vitória do “não”, o coronel venezuelano advertiu em pronunciamento que estava pronto para uma “longa batalha” (rumo à revolução) que, apenas por enquanto, não tinha obtido êxito. “Eu não vou retirar nem uma vírgula desse projeto (socialista), esse projeto permanecerá ativo” – reafirmou enfático o déspota pouco esclarecido dos trópicos.
Como já escrevi inúmeras vezes, a proposta de se restabelecer a revolução na América Latina surgiu quando, ao se anunciar a queda do Muro de Berlim e a derrocada da ex-União Soviética, o Partido dos Trabalhadores (Lula) e o PC cubano (Fidel Castro) partiram, em 1990, para a criação de um foro cujo objetivo seria reunir organizações e partidos de esquerda em demanda de uma nova estratégia para se organizar a luta pela implantação do socialismo no subcontinente.
De fato, a implantação desse foro permanente, realizado a cada dois anos, retoma os antigos propósitos da extinta Organização Latino-Americana de Solidariedade – a OLAS -, criada por Fidel Castro em janeiro de 1966, em Havana, para prestar apóio técnico, logístico e financeiro aos movimentos e partidos de esquerda da África, Ásia e da América Latina. De resto, partidos e movimentos engajados na agitação revolucionária e no combate ao “imperialismo ianque”.

 A nova versão da OLAS, restabelecida em São Paulo logo após a derrota de Lula para Collor de Mello, se valia da capacidade de mobilização do PT e congregou dezenas de partidos “revolucionários e progressistas”, além de ONGs, representações sindicais e de movimentos sociais, membros da igreja libertária e facções guerrilheiras, entre as quais as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Exército de Libertação Nacional (FLN), União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), etc. etc. – algumas delas envolvidas com narcotráfico, contrabando de armas, lavagem de dinheiro, seqüestros, assaltos a bancos, roubo de gado e pirataria.
O Coronel Chávez, verdade seja dita, não foi um dos fundadores do Foro de São Paulo. Ele só ingressou na “organização” em maio de 1995, segundo informe da AP uruguaia (de novembro de 1999). Desde logo, no entanto, esteve solidário com as teses e resoluções debatidas, aprovadas e encaminhadas pelo Foro, destacando-se, entre elas, o separatismo indigenista, o ecologismo radical, a reforma agrária pela ocupação virulenta das terras produtivas, o assistencialismo, a tomada do poder no espaço continental e, em especial, o aparelhamento do Estado pela infiltração da militância esquerdista.
Por outro lado, é bom lembrar que uma vez dentro da máquina do Estado, as resoluções do Foro recomendam a conseqüente apropriação da riqueza nacional pelo aumento vertiginoso da carga tributária em função do fortalecimento da burocracia do partido dentro do governo.
Eis a realidade inequívoca dos fatos: tendo em vista a exaustão de certos métodos do marxismo-leninismo, os integrantes do Foro partiram para a estratégica liquidação da democracia a partir dos próprios instrumentos oferecidos de bandeja pelo sistema democrático: voto e liberdade de ação política. No quadro estratégico assim compreendido, o papel destinado ao atrevido coronel Chávez, segundo Lula e Fidel, seria o de “ponta-de-lança” na construção da redentora União das Repúblicas Socialistas da América Latina, a URSAL, hoje – basta dar uma olhada no mapa – em plena ascensão.
De fato, com os bilionários dólares do petróleo (e também do narcotráfico), o coronel venezuelano logo se fez pop star da empreitada revolucionária, ora financiando a agitação “carnívora” de países aliados como a Bolívia, Equador e Guatemala, ora prodigalizando dádivas milagrosas à moribunda Cuba ou emprestando dinheiro grosso à Argentina “vegetariana”, ora prometendo parcerias, mundos e fundos ao Uruguai e Paraguai. A propósito do Uruguai e Paraguai, o último projeto do Foro é justamente infiltrar o sestroso Chávez no Mercosul para melhor fomentar, institucionalmente, o projeto totalitário continental.
(Só para lembrar: filho dileto do casamento de Lula com Fidel, Chávez, nos momentos de crise, tem recebido apoio incondicional do chanceler-operário, que, em 2003, para não vê-lo destituído do poder, chegou a criar um operante Grupo dos Países Amigos da Venezuela – motivo, lógico, de veementes protestos da oposição venezuelana).
Neste final de ano, tendo em vista a corajosa insurgência popular contra os governantes dos partidos vermelhos que se apossaram do poder para implantar o império socialista, Luiz Inácio viaja à Argentina, Bolívia, Equador, Venezuela, Uruguai e Cuba. Entre outras coisas, quem sabe extra-oficialmente ele vai colocar em dia a agenda revolucionária da próxima reunião do Foro de São Paulo, programada na última convenção do PT, a ocorrer em 2008 no Uruguai.
De quebra, a julgar pelo noticiário, Lula passaria na Colômbia para negociar a troca dos guerrilheiros das FARC em poder do presidente Uribe e dos prisioneiros seqüestrados pela guerrilha de Tirofijo – que por sinal teria morrido de câncer na próstata, mas que, por motivos estratégicos, vem sendo tratado como se “vivo” estivesse. Lula entraria em campo para substituir Chávez na farsesca tentativa de se negociar um acordo impossível. Como se sabe, um dos objetivos permanentes do Foro de São Paulo é ver Álvaro Uribe fora do poder, o quanto antes, pois o presidente colombiano, amado pelo seu povo, representa um obstáculo considerável à implantação do domínio comunista na América Latina.
Voltarei ao assunto.
(*)O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.

fonte: http://www.brasilacimadetudo.com/2007/12/ursal-a-mae-do-monstro/