sexta-feira, 29 de junho de 2012

Golpe do falido Mercosul legitima a ditadura venezuelana no bloco

Falido Mercosul dá um golpe e impoe a Venezuela do Ditator Chavez como membro do bloco, suspendendo temporariamente o Paraguay cujo Congresso não referendou a Venezuela como membro por ser comandado pelo mais autoritário dos governantes sul americanos, atuando como verdadeiro ditador. Diante desta expúria decisão o Mercosul torna-se um bloco com nenhum comprometimento com a democracia ao decidirem pelo afastamento mesmo que temporário daquele país e admitindo a Venezuela, um verdadeiro golpe ao país membro e sócio fundador do bloco. Desta forma com medo que ocorra o mesmo com eles os esquerdistas membros do foro são paulo decidiram pelo afastamento.







Ataques aos valores  democráticos ocorrem quase que com frequência na Venezuela ou em outros paises latinos americanos como Cuba por exemplo, quase sem nenhuma palavra de censura das autoridades brasileiras sempre coniventes com as práticas e objetivos autoritários. 






À revelia do Paraguai, Mercosul anuncia adesão da Venezuela ao bloco.
BBC Brasil, Atualizado: 29/06/2012 

Os líderes de Argentina, Brasil e Uruguai anunciaram nesta sexta-feira, em Mendoza, a adesão da Venezuela como membro pleno do bloco. A decisão se deu à revelia do Paraguai, suspenso do grupo após o polêmico impeachment do ex-presidente Fernando Lugo. O país era o único integrante do bloco que ainda não havia ratificado a adesão venezuelana.

'Anunciamos a adesão da Republica da Venezuela como membro pleno do Mercosul em uma reunião (extraordinária) no dia 31 de julho no Rio de Janeiro', disse a presidente Cristina Kirchner, da Argentina.

Ao discursar, a presidente Dilma Rousseff disse esperar 'que a Venezuela formalize a adesão buscada com esforço'. Em menção indireta ao Paraguai, Dilma disse que o Mercosul tem 'o compromisso democrático' e rejeita 'ritos sumários', em uma referencia ao rápido impeachment de Lugo.

Segundo Dilma, o Mercosul está aberto para a adesão de novos sócios plenos do bloco.

Em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou a decisão e afirmou que o ingresso do país no Mercosul, após sete anos de espera, representa 'uma derrota para o imperialismo americano e as burguesias lacaias da região'.

Segundo Chávez, a burguesia venezuelana junto da do Paraguai 'fez o impossível para evitar a inclusão da Venezuela no bloco regional'.

A Venezuela fez seu pedido formal de adesão ao bloco em 2005. O pedido foi analisado pelos Congressos dos quatro países membros. Apenas o Senado paraguaio ainda não havia aprovado a adesão, sob o argumento, de alguns senadores, de que a Venezuela não respeita os valores democráticos exigidos pelo bloco.

Ironicamente, esse foi o mesmo argumento usado pelos sócios do bloco para suspender o Paraguai após o impeachment de Lugo.

TLC com os EUA

Mais cedo, em Assunção, o novo presidente do Paraguai, Federico Franco, lamentou a suspensão temporária de seu país do Mercosul e não descartou que o país firme um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos.

'Ao ser suspenso, o Paraguai está liberado para tomar decisões e vamos fazer o que for melhor para os interesses paraguaios', disse Franco, segundo a imprensa paraguaia.

Quando perguntado sobre a possibilidade de 'negociar acordos comerciais com Estados Unidos, China ou outros países', o presidente paraguaio respondeu: 'é uma possibilidade'.

'Golpe brando'

Ao abrir o encontro, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, qualificou de 'golpe brando' o impeachment relâmpago de Fernando Lugo, no Paraguai.

'Essa vai ser uma reunião histórica porque apesar das diferentes visões que temos (no Mercosul e na Unasul) temos em comum a defesa da legalidade. E que não se instalem na região os golpes brandos. Movimentos que sob a marca de certa institucionalidade significam a quebra da ordem institucional', afirmou a presidente argentina.

Cristina questionou a falta de prazo para que Lugo se defendesse durante o processo de impeachment, na semana passada. 'Meu país acredita que houve ruptura da ordem democrática do Paraguai. Não há no mundo processo político que dure duas horas e que não tenha espaço para a defesa', afirmou.

Sanções

No discurso, Cristina disse que a decisão do Mercosul é a de não aplicar sanções econômicas ao Paraguai porque 'elas nunca são pagas pelos governos, mas pelos povos'. A única sanção será a suspensão do país nas reuniões do blogo, o que significa o isolamento paraguaio na região.

Em Assunção, o novo ministro das Relações Exteriores do governo Franco, José Félix Fernández Estigarribia, questionou a legalidade do impedimento de o Paraguai participar das reuniões do Mercosul e da Unasul.

'Não quero sanções políticas e nem econômicas porque não são justas e nem legais', disse.


A Unasul está sob a presidência paraguaia mas, segundo ele, o destino da participação do país no grupo também será definida com a ausência paraguaia.

Entre os presidentes que participam das reuniões estão, além de Dilma e de Cristina, José Mujica, do Uruguai, Ollanta Humala, do Peru, Evo Morales, da Bolívia, Rafael Correa, do Equador, e Sebastián Piñera, do Chile. Ao contrário do esperado, Hugo Chávez, da Venezuela, não compareceu e está sendo representado por seu ministro das Relações Exteriores, Nicolas Maduro.