segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Militares fecham acordo para não falar em impeachment de Dilma - tema que já seduz metade do Congresso por Jorge Serrão do Alerta Total


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Impeachment virou a maldita palavra da moda no mundo da politicagem tupiniquim. O impedimento da Presidenta Dilma Rousseff ainda não é um desejo popular claramente manifestado. No entanto, nos bastidores do Congresso, calcula-se que a metade da Câmara dos deputados e mais de um terço do Senado já considera o afastamento de Dilma como uma "solução inadiável". A indefinição é sobre o momento para a decisão radical de tirá-la do poder, ou forçá-la a "pedir para sair" (inventando até uma doença inexistente).

O PMDB não tem interesse imediato no impeachment de Dilma. Se ela sair antes de dois anos de mandato cumprido, é preciso realizar novas eleições. Isto não interessa ao maçom inglês Michel Temer - que não poderia desfrutar da vacância, como vice que se transformaria em "salvador da pátria". Por isso, a tática peemedebista consistirá em levar ao extremo o desgaste político de Dilma. Eduardo Cunha, que tem futuras pretensões presidenciais, já se move neste sentido. Renan Calheiros até se une a ele, porque precisa de salvação imediata, já que seu nome é cotadíssimo para figurar na denúncia que o Procurador-Geral da República fará, depois do carnaval, sobre a banda política com foro privilegiado enlameada na Lava Jato.

Se já não tinha condições morais de governar no segundo mandato para o qual se reelegeu, Dilma agora entra em desespero por causa da violenta queda na aprovação de seu governo. Não é o escândalo do Petrolão que a inviabiliza (apesar da inegável responsabilidade direta dela na má gestão da Petrobras, onde o governo da União claramente abusou do poder controlador). O que ferra Dilma são os erros na condução da economia, já que a política econômica dela inexiste ou é reprovada pelo desastre na vida prática.

O desenho do caos é bem claro: Gastança, desperdício e corrupção estatal, política de juros altos que só dá lucro fácil aos bancos, carestia especulativa e inflação do real, assassinando o poder de compra do cidadão também penalizado pela absurda carga tributária e pelo endividamento pessoal e familiar, junto com as subidas das tarifas e preços de água, energia e combustíveis - setores nos quais o desgoverno só cometeu erros ou roubalheiras. Tudo isso desorganiza a economia, gera desemprego, retrai o consumo, dificulta o crédito produtivo e inviabiliza a capacidade de poupança (investimento popular que já perde feio para os índices inflacionários).

Politicagem e corrupção não necessariamente derrubam governos. No entanto, crises econômicas costumam sempre ser fatais. A percepção da maioria das pessoas é de pessimismo. Inclusive de quem cometeu a burrice ou a ingenuidade de apostar o voto no cassino reeleitoral do Al Capone para dar um segundo mandato para Dilma - que sequer merecia um primeiro. Por tudo isto, Dilma já era sem nunca ter sido Presidente. Já sabe que está condenada a sobreviver, de agora em diante, como refém dos aliados e da traidora autofagia nazicomunopetralha.

Vale repetir por 13 x 13 para dar sorte: Nada pode ser institucionalmente mais grave e perigoso do que quando tantas tragicomédias explosivas se combinam: a política se desmoraliza e vira piada, a maioria do povo perde a confiança em um governo desmoralizado e a sociedade insiste no erro de atacar o efeito sem combater a verdadeira causa dos problemas. Bruzundanga, País Capimunista Subdesenvolvido com complexo de vira-lata, continua correndo atrás do próprio rabo cortado. Chegará a lugar algum ou ficará no mesmo de sempre.

Uma raposa felpuda do Congresso, que defende a estratégia de cozinhar longamente a galinha velha, mesmo sabendo que ela não dará comida boa (diferentemente da tradicional música caipira), já ouviu do Alto Comando Militar a seguinte mensagem: "Não vamos aceitar que aventureiros destruam a Democracia no Brasil. Mas definimos que a palavra impeachment não será pronunciada publicamente pelos comandantes. Vamos acompanhar qual vai ser o clamor popular, e garantir o regime democrático". Tirando o fato objetivo de que não temos democracia (segurança do direito) no Brasil, o recado não espantou a poderosa raposa que já admitiu: "Ninguém sabe o que vai acontecer daqui pra frente".  

Impeachment é solução paliativa que pode nem ser adotada. Mas o desgaste de Dilma, para inviabilizá-la no exercício do poder presidencial, é tão certo quanto a conta de que 13 x 13 (em dois mandatos) é igual a "Zero a Esquerda".


Pá de C...


Palhasso do Planalto atingido gravemente

Foi fatal para o desgoverno o depoimento do vice-presidente da empreiteira Engevix, Gerson de Mello Almada, à 13a Vara da Justiça Federal em Curitiba:

"O pragmatismo nas relações políticas chegou a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos. Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobras, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias."

Ou seja, se a Justiça for realmente feita, a vaca vai para o brejo sem direito a xarope...

Tudo subindo...


Menos a popularidade da Dilma Rouseff...

Queijo suíço

Reportagem de Mário Cesar Carvalho, na Folha de São Paulo, revela que A Odebrecht contratou advogados na Suíça para tentar bloquear a remessa de documentos daquele país que possam incriminar a empreiteira nas investigações da Operação Lava Jato. 

Maior empreiteira do país, a Odebrecht nega qualquer pagamento de propina, mesmo tendo sido citada por dois delatores como integrante do grupo de empresas que pagava propina a executivos da estatal para obter contratos: o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o ex-gerente Pedro Barusco. 

Costa disse aos procuradores que recebeu US$ 23 milhões (R$ 64 milhões hoje) da empreiteira, em contas que abriu na Suíça, conforme relato que consta dos depoimentos feitos após acordo de delação premiada.

O dinheiro que está na Suíça foi incluído no pacote de R$ 80 milhões que Costa se comprometeu a devolver. 

Rigor seletivo

Um artigo postado na internet levou o procurador da República Davy Lincoln Rocha, que atua no Ministério Público Federal em Joinville, a responder a um procedimento administrativo disciplinar (PAD) aberto pelo plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O texto "Carta Aberta às Forças Armadas", originalmente publicado no Facebook, foi republicado nesta Alerta Total no distante 4 de janeiro de 2014.

O afastamento do procurador Davy Lincoln Rocha está condicionado à instauração da portaria do procedimento administrativo disciplinar pelo conselheiro que for designado relator, que terá o prazo de 72 horas após o recebimento do processo para encaminhar o documento à publicação.

O Conselho Nacional do Ministério Público também vai encaminhar o processo ao procurador-geral da República, que vai analisar o caso sob o aspecto penal.

Mal entendido

Davy Lincoln, que exerceu seu direito constitucional de livre expressão como cidadão, se considera vítima de um mal entendido:

"Escrevi o texto há mais de um ano, na condição de cidadão. Começo o texto dizendo 'eu, cidadão brasileiro'. Não usei a prerrogativa (como procurador). Em momento nenhum me identifiquei como procurador, em momento nenhum incitei golpe. Apenas manifestei minha opinião como cidadão".

Davy é mais uma vítima das verdadeiras gestapos que começam a operar no Brasil, para tentar calar (ou até assassinar) quem tem a decência e coragem de se manifestar publicamente contra tantos desmandos em um País sistemicamente governado pelo crime organizado.

Pedido aceito previamente


Consequências da crise grega

A turma da internet só não tem crise de falta de criatividade...

1.  Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2.  Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3.  Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4.  Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5.  Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6.  O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7.  A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8.  Eurozona rejeita Medusa  como negociadora grega: "Ela tem minhocas na cabeça!".
9.  Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10.  Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11.  Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12.  Afrodite aceita posar para a Playboy.
13.  Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14.  Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15.  Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16.  Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17.  Ári​​es, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18.  A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19.  Descoberto o porquê da crise: os economistas estão todos falando grego!!!

Apagão no bolo fecal


Indo...


Eu não sou cachorro, não...




fonte: http://www.alertatotal.net/2015/02/militares-fecham-acordo-para-nao-falar.html