terça-feira, 12 de março de 2013

Reestatização: socialismo em pleno curso no BrasiL.


Reestatização: socialismo em pleno curso no Brasil

Dê com uma mão, tire com as duas. Existem pelo menos duas razões bem claras para o “desconto” na conta de luz: estratégia para as eleições presidenciais 2014 e controle da inflação. A primeira razão é fácil de compreender porque ela tem efeito imediato na população. A segunda é um pouco mais obscura e não vai controlar a inflação de modo a mantê-la baixa, mas deixá-la sob controle, nem acima e nem abaixo de certo patamar.


A dívida pública se beneficia da inflação. Suponha que uma maçã custe hoje 1 real. Então, com dois reais compro duas maçãs. Então te empresto 2 reais hoje para você comprar 2 maçãs e me pagar os mesmos dois reais daqui um ano. Só que daqui a um ano cada maçã custará 2 reais. Então, quando você me devolver o dinheiro, poderei comprar apenas uma maçã, e não duas, como no começo do ano. Ou seja, meu dinheiro não vale mais o mesmo que antes, e o que você me devolveu vale menos do que eu te emprestei.

A tática do governo consiste em vender títulos da dívida, com compromisso de recomprá-los após um certo período pagando juros determinados na hora da venda. Deste modo, o governo já sabe quanto vai pagar na hora da compra. Mas, se a inflação no período foi maior que esses juros, na verdade o governo vai pagar menos pela mesma dívida daqui um ano. E no fim ele teve duas maçãs pagando aenas uma. Só que alguém tem que pagar a segunda maçã, e nesse caso foi quem comprou esses títulos.

Alguém sempre paga a conta. E não precisa dizer que somos nós. O governo mantém a inflação sempre num patamar acima da taxa SELIC. Embora as estatísticas oficiais sempre mostrem a inflação anual abaixo de 7%, qualquer um com uma planilha de excel e um pouco de boa vontade mostra que a inflação real, para muitas famílias, está na casa dos 15% ao ano. Com isso as riquezas do país vão sendo corroídas lentamente já que é necessário emitir cada vez mais moeda, o que é feito principalmente através de investimentos no setor público.

Só que, na verdade, tanto o motivo populista quanto economico não são razões de fato, são apenas justificativas públicas para um projeto bem maior. No dia 25 de fevereiro de 2013, Josias de  Souza, em seu blog no UOL, revela que o governo vai fazer um socorro bilionário às empresas de energia elétrica.

O que se faz é a reestatização de empresas. E por que elas foram privatizadas?

É simples. Para o governo é mais fácil que alguém da iniciativa privada dirija uma empresa. Isso desonera a administração estatal. Ao mesmo tempo, não podem permitir que o poder caia na mão da iniciativa privada, já que de acordo com a lógica esquerdista os meios de produção privados são uma ameaça à sociedade. Entretanto, como ficou claro no próprio experimento soviético, é necessário haver mercado e meios privados de produção até um certo grau, de modo a sustentar a economia socialista.

A solução para este dilema é aquele apresentado pelos socialismos fascistas, como o nazismo: deixe as empresas nas mãos de pessoas conchavadas ao governo. Diga a elas o que podem fazer, como fazer, com quem fazer, por quanto podem vender e qual a sua margm de lucro.

Como isso é feito? De várias formas. A principal delas chama-se regulamentação. Crie regulamentos pesadíssimos de modo que só exista um meio possível de oferecer um produto. Quer exemplos? A Agência Nacional de Saúde e a ANATEL. Coloque sindicatos ligados ao partido em todas as fábricas. Se houver qualquer remanejamento ou mudança que seja na área de recursos humanos, os sindicatos caem de pau em cima. Aumente a taxa tributária o tanto quanto possível. Só sobreviverão aqueles que são grandes o suficiente para aguentar a carga toda. E adivinha quem são esses. São os amigos do partido. E se alguém quiser sair do controle, você os força a voltarem pra a  posição impondo desconto nos preços, como é o caso do setor elétrico, como acabei de mostrar.

Mais um exemplo marcante é este que saiu no dia 26 de fevereiro de 2013 na Folha de São Paulo,“Pacote de concessões que será apresentado hoje terá lucro de até 15%”. Aqui o esquema já é descarado. “Vocês vão comprar por X, fazer isso, isso e aquilo, e depois ter lucro Y”. E, repare mais uma coisa, você onera o contribuinte com mais uma conta, neste caso o pedágio, mas continua arrecadando normalmente com IPVA, por exemplo.

O Brasil JÁ É um país SOCIALISTA. O socialismo não exige o fim do livre mercado, como é o caso do comunismo soviético. Ele requer apenas um forte controle estatal da economia. Deste modo, apenas as grandes empresas sobrevivem. Enquanto isso, vão transformando o povo numa horda aculturada que apenas consome, consome e consome, de acordo com suas necessidades mais imediatas e mesquinhas. Isso alimenta ainda mais as grandes corporações. Que realimentam o governo. E assim vão nos enfiando no esquema globalista.

E aquecendo o aquário até virar sopa de peixe.






FONTE: observatorioconservador.com.br