domingo, 6 de março de 2016

Se BBB16 expulsasse Lula, de quanto seria o prejuízo?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O mercado financeiro brasileiro vai sofrer um abalo nesta segunda-feira. Não é por causa do Lula, nem da Dilma ou muito menos da gravíssima crise estrutural. O motivo é fútil. As bolsas informais de apostas, que movimentam milhões clandestinamente, foram abaladas com a súbita expulsão da mineira louca Ana Paula Renault do programa Big Brother Brasil. Muitos rentistas endinheirados, que apostavam alto na vitória da moça, já avisaram que não vão honrar o compromisso de jogo - coisa imperdoável na ética da jogatina. O default milionário por causa do hediondo BBB 16 pode abalar velhas amizades e relações empresariais sólidas (ao menos nas aparências)...

Para quem não perde tempo, nem dinheiro, com idiotices com o BBB global, Ana Paula foi desclassificada porque deu uns tapas na cara do brother Renan Oliveira, durante a festinha "Trem Expresso" - regada a excesso de bebida alcoólica, na noite de sexta-feira. Por coincidência, foi no mesmo dia em que Lula passou a vergonha mundial de ser conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para depor à Força Tarefa da Lava Jato, por ordem do juiz Sérgio Moro. Ana Paula, que sobrevivera a quatro "paredões", foi punida exemplarmente. Já Lula, continua na dele, depois de ter proclamado, em conversa telefônica, captada pela câmera indiscreta do celular de uma aliada comunista: "Eles que enfiem no cu todo esse processo".

A baixaria, dirigida ao juiz Moro e sua turma da Lava Jato, foi falada por Lula. Ganhou repercussão com o vídeo divulgado pela deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ). Lula perdeu a linha momentos depois de ter sido liberado pela Polícia Federal, que o levou para depor de forma coercitiva, na sexta-feira histórica (4 de março de 2016). O estranho é a parlamentar comunista ter exposto Lula nas redes sociais e, agora, depois de tirar do ar a prova material do flagrante desrespeito de Lula ao Judiciário, vir a público "condenar que usem indevidamente sua imagem ou a do ex-presidente Lula para criar fatos inverídicos e sensacionalistas”.

Na lógica stalinista da turma do $talinácio, as imagens e sons mentem. Certamente, do mesmo jeitinho que os depoimentos prestados judicialmente pela cúpula petista envolvida na Lava Jato. Apenas aqueles que aderem à transação penal, a famosa "colaboração premiada", popularmente chamada de "delação", falam o que parece ser verdade. Nem dá para ter certeza absoluta disso, já que a "ética" comunista dos cínicos membros do Foro de São Paulo tem como regra o emprego estratégico da mentira como instrumento da propaganda revolucionária.

Sob comando do chefão Lula, a Petelândia agora posa de vítima. Neste encenação, partem para a ofensiva, abusando da estupidez, da ignorância e do cinismo pragmático nos discursos defensivos. Assim, os membros do Partido Trapalhão conspurcam a ordem institucional e constitucional. Ofendem os membros do judiciário. Não abusam apenas do palavreado de baixo calão que é lhes é peculiar. Exibem, de forma descarada e criminosa, um total desrespeito ao Estado de Direito. Nesta jogada, empregam até supostos argumentos jurídicos, sem a menos lógica e legitimidade.

Felizmente, a maioria dos brasileiros rejeita aqueles que desviaram dos cofres públicos e dos negócios nas empresas "estatais" mais de US$ 200 bilhões, ao longo de mais de 13 anos que infestam os podres poderes da Republiqueta de Bruzundanga. Ainda bem que até a linguagem ficcional tem dado importante contribuição para explicar ao público como funciona a desgovernança do crime organizado no País da Impunidade (que a pressão social começa a combater). Vale reproduzir o diálogo exibido na novela global "A Regra do Jogo" pelo mafioso Gibson Stewart - brilhantemente interpretado, por ironia, pelo ator José de Abreu, na vida real um legítimo petista messiânico, super-amigo do presidiário José Dirceu. 

O "Pai da Organização" detonou, em reclamação aos seus bandidos:

"Eu não acredito nisso! Vocês são um bando de incompetentes! Um bando de inúteis! Eu queria mudar esse país, mas não dá para mudar o Brasil se para isso a gente tem que contar com brasileiro! Eu devia ter recrutado um exército na Sérvia! Na Bósnia! Na Síria! Mas não! Contratei esse bando de pangaré! Raça podre! Olha para você! Você é o típico brasileiro lambão! Vagabundo! Mandei matar a Atena, deixou a Atena escapar! Mandei coordenar o cativeiro da Kiki, deixou levarem a Kiki! Essa hora ela deve estar na Polícia Federal dando o nome de todo mundo aqui! Mas não! Se estão achando que acabaram comigo, estão muito enganados!  Eu vou virar esse jogo! Descobre quem é que está no comando dessa operação lá na PF, manda cinco milhões de dólares numa caixa de vinho com a ordem de dar sumiço nessas provas! Nada é impossível para mim! Esse foi pela sua incompetência. E esse é pela sua insubordinação! Quando eu dou uma ordem é para cumprir, não para discutir! Liga já para esse delegado, dá quanto dinheiro ele quiser, manda ele arquivar o caso e pegar a Kiki de novo para mim! Vai! Bando de imbecil! Bando de frouxo! Vocês nunca vão ser ninguém! Vão morrer assim, mortos de fome, porque vocês não merecem nada! Nada!"

Da irônica ficção, voltemos à dura realidade. A Presidenta Dilma Rousseff, pronta para sofrer um impeachment ou a condenação de sua chapa reeleitoral com Michel Temer, cometeu neste sábado uma imperdoável conspurcação institucional. Como a Presidente da República teve o desplante de usar os recursos públicos (helicóptero, avião, carros blindados e seguranças) para viajar de Brasília a São Bernardo do Campo, apenas para cumprir a missão de "beijar a mão de Lula", prestando-lhe solidariedade "por ter sido vítima da condição coercitiva"? Talvez Dilma já esteja pressentindo que, se Lula, porventura ou desventura, for indiciado, processado e condenado, ela também tem chances de se transformar em "companheira de cela"...

Tão ou mais deletério para a democracia que a atitude de Dilma foi a declaração dada na sexta-feira pelo ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal: "Me preocupa um ex-presidente da República ser conduzido debaixo de vara. Um ex-presidente da República, sem ter oposto resistência física, ser conduzido coercitivamente revela em que ponto nós estamos. A coisa chegou ao extremo. Mello, no entanto, ressalvou que ninguém está acima da lei: "O Supremo já havia diplomado isso no julgamento do Mensalão. Todos estão submetidos às leis vigentes no País. Esse é o preço módico que pagamos por viver em um Estado democrático de direito. Não se avança culturalmente sem isso".

Ainda bem que a Força Tarefa da Lava Jato respondeu ao questionamento do supremo ministro com a máxima objetividade dos fatos. Os procuradores da República lembraram que nas 24 fases da operação Lava Jato, 117 mandados de condução coercitiva foram cumpridos, sem que houvesse nenhuma polêmica a respeito. Ressalvaram que, apesar do respeito que Lula merece, esse respeito lhe é devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro.

Os procuradores frisaram que nada torna um ex-presidente imune a ser investigado. Ponderaram a crença de que os críticos se insurgem não contra a condução coercitiva em si, mas pela condução coercitiva de um ex-presidente da República. E concluíram recordando que a própria suprema corte brasileira já reconheceu a regularidade da condução coercitiva em investigações policiais (HC 107644) e tem entendido que é obrigatório o comparecimento de testemunhas e investigados perante Comissões Parlamentares de Inquérito, uma vez garantido o seu direito ao silêncio (HC 96.981).

O Juiz Sérgio Moro também divulgou uma nota oficial com argumentos para encerrar a falsa polêmica jurídica em torno do caso Lula: "A pedido do Ministério Público Federal, o juiz autorizou a realização de buscas e apreensões e condução coercitiva do ex-presidente Lula para prestar depoimento. Como consignado na decisão, essas medidas investigatórias visam apenas o esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do ex-presidente. Cuidados foram tomados para preservar, durante a diligência, a imagem do ex-Presidente”.  

Sérgio Moro foi claríssimo em sua nota: “Lamenta-se que as diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente o que se pretendia evitar. O juiz repudia, sem prejuízo da liberdade de expressão e de manifestação política, atos de violência de qualquer natureza, origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições constituídas ou a qualquer pessoa. A democracia em uma sociedade livre reclama tolerância em relação a opiniões divergentes, respeito à lei e às instituições constituídas e compreensão em relação ao outro”.

A messiânica petelândia é intolerante e antidemocrática. É preciso ficar claro que seu objetivo revolucionário é implantar um regime comunista no Brasil. Para tanto, houve necessidade de assaltar o Erário para ter recursos a corromper agentes públicos e corroer as instituições. Houve anos de preparação e de distorção do senso comum da população. Agora, o Partido da Traição se vale da ação do judiciário contra Lula para acelerar a tomada definitiva do poder pelo sistema pensado pelo Foro de São Paulo, que Fidel Castro e Lula fundaram em 1990.

Esse jogo revolucionário vai muito além do complexo combate à corrupção promovido pela Força Tarefa da Lava Jato. O BBB aplicou punição exemplar a Ana Paula. Será que os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira têm a mesma coragem e capacidade de punir Lula e a petelândia por esbofetearem a inexistente democracia brasileira?

A pergunta precisa de uma resposta com ações urgentíssimas dentro da legitimidade que resgate nossas instituições da falência múltipla de órgãos nos quatro poderes do Estado: Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar.

Antes que me esqueça: os rentistas agora apostam milhões que a moreninha Monique (ou Munik), a Peki, vai vencer o BBB16...

Pontos a ponderar

Do jurista Antônio Ribas Paiva, novos pontos a ponderar sobre a "revolução brasileira em andamento:

1- Intervenção cívica constitucional ( art 142- CF) não é golpe;

2 - golpe é garantir o governo do crime e a classe política do crime, no poder, com as armas nacionais;

3 - traição é garantir as perdas de 1 bilhão de dólares dia em contrabando de minérios;

4 - golpe é submeter o Brasil às determinações do Chatan House.
Nada disso tem justificativa, porque a suposta democracia é mera concessão do Poder Armado!

Democracia é segurança do direito. A que vige no Brasil é mera prostituta, a serviço do crime e de sua classe política.

Enfiando no C...


Vídeo em que Lula manda "enfiarem no cu" o processo da Lava Jato...

Presidentes e presimentes



fonte: http://www.alertatotal.net/2016/03/se-bbb16-expulsasse-lula-de-quanto.html