sexta-feira, 13 de março de 2015

Militantes pró-Dilma marcam protestos nas 27 capitais do país dois dias antes do grande ato pela saída da presidente


  1. Presidente Dilma
PT e seus braços sindicais organizam manifestações contra saída de Dilma(Ueslei Marcelino/Reuters)
Com o intuito de blindar a presidente Dilma Rousseff dos protestos pró-impeachment convocados para 52 cidades no domingo, sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT conclamaram seus militantes a saírem às ruas nas 27 capitais do país nesta sexta-feira, dois dias antes da manifestação pela saída de Dilma - protesto que cercou de tensão o Palácio do Planalto. As passeatas em defesa da presidente são capitaneadas por braços do PT como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central de Movimentos Populares (CMP), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
A marcha foi organizada depois de o ex-presidente Lula convocar o líder do MST João Pedro Stédile a "colocar o exército dele nas ruas" em defesa do governo, dizendo "também sabemos brigar". A pauta divulgada pelas centrais, porém, foi travestida com outras bandeiras: vai desde a manutenção dos direitos trabalhistas (após Dilma mudar regras de concessão do seguro desemprego), passando pelo que chamam de "defesa da Petrobras" (em meio a um escândalo de corrupção que abasteceu cofres de partidos da base aliada), à reforma política idealizada pelo próprio PT. Ao convocar seus militantes, o PT deixa claro que o objetivo é fazer um contraponto às manifestações de domingo, uma espécie de "protesto contra protesto". O partido anuncia o ato como "grande mobilização nacional em defesa da democracia".

Em São Paulo, a manifestação foi marcada em frente ao escritório da Petrobras, na Avenida Paulista, no mesmo local e horário onde o grupo Revoltados Online, que pede a saída da presidente e defende a intervenção militar, fará um ato durante a tarde desta sexta-feira. Um possível encontro dos grupos antagonistas preocupa a Polícia Militar.
No fim do mês passado, militantes pró e anti Dilma trocaram socos e chutes em frente à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, durante uma manifestação também gestada pelo PT. Para evitar que essa cena se repita na capital paulista, o comando da PM se reuniu com os líderes dos dois movimentos na última segunda-feira. No encontro, ficou definido que a CUT irá se deslocar pela Avenida Paulista até a Praça da República, enquanto o grupo Revoltados Online permanecerá parado em frente ao escritório da Petrobras.
O clima entre os grupos sugere apreensão. Após a reunião com a PM, o secretário de finanças da CUT, Renato Carvalho Zulato, fez um apelo para que os opositores não se dirijam à Avenida Paulista nesta sexta. "Vamos pedir às pessoas que têm outras ideias e fazem provocações não irem à Paulista no dia porque é um direito nosso expor nossas ideias", disse Zulato. Já o líder do Revoltados Online, Marcello Reis, afirmou que, se os militantes de esquerda não cumprirem o acordo, espera que a Polícia Militar os retire do local. "Não vou baixar a cabeça para ninguém da CUT. Tenho confiança de que a Polícia Militar vai fazer o seu trabalho", afirmou. Segundo ele, a intenção do protesto é divulgar o ato de domingo e não mobilizar um grande número de pessoas. Nesta quarta-feira, o grupo reuniu menos de quarenta pessoas em uma manifestação em frente ao escritório da Petrobras, no Rio.
Os principais grupos responsáveis pelo ato de domingo - Movimento Brasil Livre e o Vem pra Rua - consideram a mobilização de entidades associadas ao PT como um "tiro no pé" para o próprio partido. Mas veem com apreensão a possibilidade de haver conflito entre os militantes dos dois lados: atos de violência poderiam espantar as pessoas que pretendem ir ao protesto do dia 15. "Isso é uma tentativa patética de tentar devolver as ruas à esquerda. Mas acho que será uma vergonha para eles se comparar com o número de pessoas que vai no domingo", disse Kim Kataguiri, de 19 anos, um dos líderes do Brasil Livre. Nesta semana, Lula voltou a dizer que espera que "muita gente compareça" ao protesto organizado pelas centrais sindicais e os sem-terra para defender Dilma.


FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/entidades-ligadas-ao-pt-fazem-atos-para-blindar-dilma


ACORDA BRASIL DIA 15 DE MARÇO TODOS NAS RUAS EM TODO O BRASIL.