sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Após luto por Eduardo Campos, PSB pode seguir com Marina, trocá-la por Aécio ou fechar de novo com Dilma - ou seja voltarão para a Matriz PT.


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A morte de Eduardo Campos, que lançou ares de imprevisibilidade sobre o complicado cenário político nacional, transformou o Partido Socialista Brasileiro no fiel da balança da corrida maluca ao Palácio do Planalto. Nos bastidores financeiros, já se especulavam ontem três possibilidades bem concretas para o curto prazo da campanha.

O PSB pode seguir com a “viúva” Marina Silva candidata. Também pode abandoná-la, retomando a velha aliança com Lula e Dilma Rousseff. E também, por pressão econômica, pode bandear para a candidatura de Aécio Neves. Com muita grana nos bastidores, a sorte está lançada neste leilão eleitoreiro. Tudo pode acontecer. 

O Presidentro Lula da Silva e a Presidenta-Candidata Dilma Rousseff farão o diabo para recuperar o apoio do PSB. O plano é convencer o presidente do partido, Roberto Amaral, a retomar a velha aliança de sempre com o PT. Todo mundo recorda que, no ano passado, Amaral chegou a pedir a Eduardo Campos que revisse seus planos de candidatura solo, que tanto desagradou o “amigo” Lula, voltando a fechar um acordo com o PT.

Lula já apostava ontem, com aliados próximos, que conseguirá convencer Amaral, assim que se dissipar o clima de luto por Eduardo Campos. Os petistas vão investir para que a decisão final do PSB demore o máximo possível. O problema é que tudo precisa estar resolvido em menos de 10 dias... A Lei eleitoral prevê que o substituto de Eduardo Campos pode pertencer a qualquer legenda da coligação, que é composta por PSB, PPS, PHS, PRP, PPL e PSL. Os aliados preferem Marina... O tempo para os conchavos urge e ruge... Lula já fala até bem de Marina...

O grupo de Eduardo Campos, que ficou literalmente órgão, tende a rejeitar uma aliança com o PT. O problema é se o segmento terá força suficiente para superar a cúpula partidária, convencendo-a a seguir com o acordo inicial em favor da alternativa Marina Silva. Nesta altura indefinida do campeonato eleitoral, tudo será decidido na base de muito dinheiro e promessas futuras.  Dependendo do quesito grana, é enorme a chance de os socialistas abandonarem Marina. A ex-ministra do Meio Ambiente de Lula pode se transformar em uma tríplice viúva política: do petismo, de Eduardo Campos e dos novos companheiros socialistas...

O Globo informou que Roberto Amaral assumiu ontem a responsabilidade de conduzir o procedimento para a nova candidatura do partido à presidência. Amaral avisou que o trâmite só será feito após o sepultamento de Eduardo Campos. Ele desconversa sobre Marina: “Acho um desrespeito alguém tratar desse assunto enquanto estamos coletando os pedaços do Eduardo. Sou eu que vou abrir o processo para a nova candidatura e isso não será feito enquanto ele não for enterrado”.



A nota oficial do PSB deixa tudo obscuro para Marina: "O Partido Socialista Brasileiro (PSB) está de luto pela trágica morte de seu Presidente Nacional, Eduardo Henrique Accioly Campos, ocorrida em 13 de agosto de 2014. Recolhe-se, neste momento, irmanado com os sentimentos dos seus militantes e da sociedade brasileira, cuidando tão somente das homenagens devidas ao líder que partiu. A direção do PSB tomará, quando julgar oportuno, e ao seu exclusivo critério, as decisões pertinentes à condução do processo político-eleitoral. São Paulo, 14 de agosto de 2014".

Pela conversa, Marina é quem pode terminar “enterrada”. A traição do PSB à Marina é uma ação de alto risco político. Naturalmente, ela não iria para o colo dos tucanos, a não ser que acabe forçada a tamanho malabarismo pragmático. Tucanos bem que adorariam que Marina aderisse a Aécio, posando de “viúva do Eduardo”, para atrair os votos que tanta falta fazem no Norte-Nordeste. A chance maior é que Marina, radical light, fique em cima do muro e tire o time...  

Concretamente, o PSB é o fiel da balança para haver ou não disputa em segundo turno eleitoral. Existe outra possibilidade tão inimaginável quanto a morte prematura de Eduardo Campos em desastre de avião: Já pensou o que Dilma, Lula e até “a viúva” Marina Silva farão se os socialistas, até ontem na base governista, em nome do poder do dinheiro, firmarem uma inesperada aliança com o PSDB, tendo gigantesca margem de negociação na hora do futuro loteamento da máquina federal?

Se o PSB desistir de Marina, grandes empresários, que estavam prestes a aplicar muito dinheiro na campanha de Eduardo, podem se bandear para o cofrinho tucano. O agronegócio, que não engole Marina, tende a fazer o mesmo, jogando tudo contra o PT e aplicando no PSDB. O consenso no meio empresarial é que Aécio Neves acabe como o mais favorecido após a trágica saída de cena de Eduardo Campos, de demonstrar poder ofensivo e propostas mais claras para os problemas que o PT gerou para a economia brasileira.

Analistas tucanos esperam que Dilma perca, no Nordeste, os votos sentimentais pró-Eduardo. O problema é se Aécio Neves conseguirá herdá-los. O jogo está aberto. PSB pode seguir com Marina, trocá-la por Aécio ou fechar novamente com Dilma. Em menos de 10 dias, esta novela chega ao fim, e recomeça o dramalhão reeleitoral no Cassino do Voto Eletrônico sem chance de auditoria...

Reabilitação súbita...


Abril vendendo...

Dando um drible na Pearson, o GIC, fundo soberano de Cingapura, anunciou ontem a aquisição de 18,5% das ações da empresa brasileira Abril Educação.

Abril é uma das maiores empresas do mercado brasileiro de educação básica e pré-universitária e conta com um portfólio diversificado de produtos e serviços, incluindo sistemas de ensino, livros didáticos, cursos preparatórios e de idiomas.

O GIC figura entre as maiores companhias globais de gestão de fundos, com mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão.

Jogando para a toga

O novíssimo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, foi aplaudidíssimo ontem na Associação de Magistrados do Brasil, ao defender por que o País é “uma ilha de tranquilidade”:

“Essa paz reina graças a 18 mil juízes que atuam silenciosamente, sem que ninguém perceba, resolvendo conflitos agrários, familiares, em condições ruins, inclusive salarial. Estamos em defasagem muito grande, dada a espiral inflacionária. Precisamos atuar para dar condições de trabalho aos juízes”.

Lewandowski começa a gestão dialogando com as entidades representativas dos juízes de instâncias inferiores, ao contrário do que fazia o popular herói Joaquim Barbosa...

Investigado

A desembargadora Leila Mariano, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mandou a corregedoria abrir investigação contra o polêmico desembargador Siro Darlan, um polêmico rubro-negro e socialista convicto.

Darlan terá de justificar em que sentido classificou o Ministério Público de “uma inutilidade” ao criticar a Lei 12850, sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff em agosto de 2013, que permite o acesso de delegados e promotores a dados sigilosos de empresas financeiras, companhias aéreas e ligações telefônicas, sem necessidade de autorização judicial:

“A privacidade é um direito fundamental (...). Essa nova lei contraria os direitos do cidadão. O Ministério Público é uma inutilidade. Ele é muito eficiente quando lhe interessa. Mas há situações em que o MP se omite. Hoje, estamos com prisões superlotadas porque o MP é eficiente na repressão do povo pobre, do povo negro".

Problema dos 13...



2014 do medo