domingo, 9 de novembro de 2014

A lição de BuzzLightyear aos Generais do Brasil

Por Jorge Serrão 

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

País sede do Instituto Tavistock de Relações Humanas - instituição especializada em técnicas de lavagem cerebral, guerra psicológica e engenharia social -, a Inglaterra costuma nos brindar com resultados bizarros de pesquisas. Anos atrás, uma delas revelou que 5% dos britânicos alegavam comungar da religião (?) "Jedi" (a seita do Bem da série de ficção científica Star Wars, da Disney, cujo bordão é "que a força esteja com você"...

Semana passada, uma outra inusitada enquete inglesa da Radio Times nos brindou com outro resultado curioso sobre a indústria cultural. A maioria dos pesquisados elegeu aquela que seria a frase mais marcante da História do Cinema. A vencedora, com grandes méritos, foi o bordão do herói intergaláctico da série Toy Story, também da Disney, o poderoso BuzzLightyear: "Ao infinito e além...". No bom inglês: "To infinity... and beyond"...

Se fosse nacional, o herói não poderia fazer tal referência ao País do Pibinho. A economia do Brasil não está crescendo. E, quando tiver chances de crescer novamente, não vai crescer como deveria. Nossos erros conceituais básicos nos inviabilizam e tiram a chance de nos tornarmos uma potência, apesar do grande potencial e das riquezas naturais. O modelo capimunista em vigor, com gastança pública, desperdícios, corrupção sistêmica, precária infraestrutura e, o mais grave de tudo, um sistema de ensino desqualificado, nos coloca na vanguarda do atraso em relação ao resto do mundo.

Nem nas tragédias estamos aprendendo nada. Aqueles 7 a 1 que tomamos da Alemanha não serviu de lição para mudarmos nosso modelo - não apenas do futebol -, mas cultural, civilizatório e educacional. Os alemães continuam investindo em seus centros de formação esportiva que vão muito além da atividade fim. Seu foco não é apenas formar atletas de qualidade, mas sim cidadãos com instrução qualificada em todas as áreas básicas do conhecimento. Por isso, ainda vamos tomar muitas "goleadas" deles em várias áreas.

Por que não investimos em centros esportivos (na verdade, escolas em horário integral focadas em diversas modalidades, onde os estudantes têm uma formação educacional completa)? Esta seria uma forma bem mais inteligente e eficaz de combater a violência, evitando a geração de mão de obra escrava para a criminalidade, do que os gastos absurdos e crescentes no enxugamento de gelo da área de segurança, na suposta repressão ao crime cada vez mais organizado. Brasileiros otários preferem se especializar em ficar reféns do erro, da ignorância, dos preconceitos e das injustiças - em vez de pensar e colocar em prática soluções para problemas.

O tempo ruge e urge contra nós. O prazo para o Brasil mudar para melhor se esgota a cada ano que passa. Em 2040, chegaremos ao deadline. Seremos uma nação com mais velhos do que jovens. Isto significa que nossa vontade e capacidade de mudança tendem a ser menores. Um país jovem tem, em tese, mais disposição para aceitar mudanças. Uma nação mais envelhecida pode até fazer isto. Mas a tendência natural é agir mais lentamente.

Precisamos de definições concretas e práticas, não de discursos vazios a cada eleição. A elite moral da Coreia do Sul definiu, na década de 50, que a prioridade do país seria o setor de ensino. O resto seria consequência, e poderia esperar. O investimento em educação (ensino e capacidade de trabalho e produção das famílias) colocou os coreanos no caminho irreversível do desenvolvimento produtivo, científico e tecnológico. Em resumo: eles definiram um rumo e foram ao infinito e além...

O Brasil nada define. Sobrevive nas falsas promessas políticas a cada dois anos, quando temos eleição. Nossas elites não assumem seu papel moral. Agem apenas como dirigentes do caos. Não definimos um projeto de Nação. Ficamos reféns de um modelo estatal capimunista - nem capitalista e nem socialista. Nossa União funciona como o império de uma federação de araque. O erro conceitual é tão gritante que já se fala, escancaradamente, em separatismo, sem antes falar na implantação do federalismo de verdade, para jogar no lixo o milagre que nossos antepassados conseguiram de unir um lugar tão grande, com tantas diferenças culturais, climáticas, sociais, econômicas e etc...

Que Brasil queremos? Não definimos corretamente... Sem isto, não se pode cuidar da prioridade máxima, que é a implantação de um sistema educacional que tenha custos racionais e consiga formar o brasileiro integral, capaz de ler, escrever, traduzir, interpretar, dominar a matemática, pensar logicamente e raciocinar de modo empreendedor, a fim de produzir riquezas como fruto do trabalho - e não da especulação ou do ganho socialmente fácil das esmolas oficiais.

Nosso modelo de escola (salvando raríssimas exceções) não atende a tais requisitos. Nosso modelo familiar, em desintegração, não consegue somar esforços nesta mesma direção e sentido. Nosso sistema político -  mais preocupado em se locupletar - não demonstra compromisso efetivo com esta linha básica de mudança. Assim, o sistema educacional (casa + escola) não cumpre seu papel de forma eficiente. Gastamos bilhões em educação. No entanto, o dinheiro se esvai, sem resultados efetivos.

A maior demanda do País é por gente que saiba pensar e agir corretamente. Na prática, mão de obra especializada em tecnologia (o sujeito plenamente educado, altamente qualificado, com domínio de diferentes conhecimentos) - e não em mão de obra tecnologicamente especializada (o que as escolas atuais produzem de forma precária, em três formatos: semi-analfabetos funcionais, trabalhadores limitados ou, na forma mais sofisticada, pseudos intelectuais inúteis). Estas categorias esperam o milagre cair do céu, em vez de ter competência comprovada e disposição para produzi-lo com trabalho baseado em princípios verdadeiros.


Eis o nosso drama de País ignorante (que não sabe o que deveria ter a obrigação de saber). Saímos de uma eleição presidencial rachados ao meio. E, para piorar, muita gente nem sabe de que lado realmente está - o que torna a situação tragicômica. Dilma Rousseff desceu do palanque e agora admite que existe uma crise. O probleminha é que ela não tem as soluções para tantos problemas. Mais grave é que a culpa nem deve ser atribuída exclusivamente a ela ou ao partido político que ela agora até alega nem representar. A responsabilidade é da omissão da elite moral que o Brasil deveria ter para indicar os rumos da Nação.

Esta elite moral parece tirar férias permanentes em Miami, Las Vegas, Punta del Este ou na paradisíaca PQP. Até os militares, categoria com a formação educacional mais sólida do País, claramente, não têm mais vontade política de indicar rumos. O ideal positivista-tenentista, que por quase um século direcionou os rumos da Nação, parece envergonhado pelo massacre ideológico pós-1964. A culpa é dos próprios Generais que falharam em seu projeto de poder. Atacaram o inimigo errado, e acabaram engolidos pelos agentes ideológicos do verdadeiro inimigo da soberania do Brasil. Azar deles e, maior ainda, infortúnio nosso.

Uma intervenção militar hoje só seria eficaz para melhorar a qualidade da parada de 7 de setembro. A cúpula de Generais sabe perfeitamente disto. Do contrário, diante de tanta corrupção institucional, com a tomada do poder estatal pelo crime organizado, já teriam tomado uma providência em nome do artigo 142 da Constituição Federal. Os militares sabem que uma intervenção não seria bem sucedida na forma de uma tomada institucional de poder reivindicada por muitos setores nas ruas e nas redes sociais. O motivo é simples: Faltam pré-condições psicossociais. A população, induzida pela mídia, entenderia a ação como um golpe. E a "ditadura" já está demonizada na opinião pública - que reagiria contra ela, junto com a bandidagem que aproveitaria a onda de reação.

Sem quarteladas, os militares do Exército, Marinha e da Aeronáutica deveriam cumprir a missão cívica de demonstrar para a sociedade brasileira que suas instituições conseguem praticar um modelo ensino de extrema eficiência, custo compatível e resultados objetivos. Infelizmente, ocorre um movimento em direção e sentido contrários. O sistema do crime organizado, ideologicamente, trabalha para desmoralizar tudo que venha do mundo militar - inclusive o ensino de altíssima qualidade - associando, na cabeça das pessoas idiotizadas, o papel militar com o "autoritarismo militarista" (arbítrio, abuso de poder, tortura, desrespeito aos direitos humanos e violência).


Novamente, os generais brasileiros da ativa e da reserva devem se comportar como Samurais (como bem prega o General Santa Rosa em suas palestras) - e não como dóceis gueixas que se comportam como meras funcionárias públicas fardadas). Samurai tem coragem, honra e sabedoria para lutar e vencer.  A pacificação e o redesenho federalista da União do Brasil, ambas pela via do aprimoramento educacional (escola + família) são o maior desafio para nossos estrategistas militares. Eles precisam enxergar tal realidade, ou vão continuar permanentemente assombrados pelos ataques assimétricos dos fantasmas do comunismo, em uma guerra irregular na qual sempre estarão em desvantagem.

O Brasil tem de dar um golpe fatal no governo do crime organizado. Oficiais Generais das Forças Armadas brasileiras são tecnicamente preparados para tal missão. Precisam, agora, aprimorar a estratégia política. Em vez de investir em intervenções como as do passado, devem reconquistar o teatro de operações da sociedade servindo como exemplos de resistência e reação imediata ao sistema que tenta - e está quase conseguindo - inviabilizar o Brasil como nação soberana, através da desmoralização gradual da imagem dos militares, linkando-os com a palavra mágica "ditadura".

Os Generais precisam mudar o foco da batalha. Uma sugestão bem prática seria que a turma fardada liderasse uma grande campanha pela educação - inclusive exigindo que a sociedade force o legislativo e o executivo e darem mais verbas para a reprodução do modelo de ensino dos colégios militares. As instituições militares, através de seus comandantes, são hoje as figuras institucionalmente mais indicadas e preparadas para assumir tal responsabilidade social.

Se as Forças Armadas não adotarem tal estratégia de comunicação em defesa intransigente do ensino de qualidade vão terminar como mera guarda nacional para operações de Garantia da Lei e da Ordem no enxugamento de gelo do combate à narcoguerrilha. Eis uma sugestão mais sensata que propor "golpes" e quarteladas (que não têm condições de ocorrer na conjuntura mundial atual), para colocar o Brasil no caminho do infinito e além pela via da Educação...           

Prezados Samurais: BuzzLightyear espera trabalhar com vocês e o Capitão Nascimento neste roteiro que não tem nada de brincadeira... Gueixas, peçam aposentadoria, porque os nazicomunopetralhas não querem nada com vocês... 

E vamos em frente, ao infinito e além...

A realidade militar


Vídeotexto crítico que faz sucesso entre os militares no Brasil, baseado em artigo do General Paulo Chagas.

A Fraude do Emburrecimento



O modelo educacional a serviço da ignorância coletiva e contra os valores de liberdade individual.

Textículos do Boi



PMDB ardendo



Dito pelo não feito






FONTE: http://www.alertatotal.net/2014/11/a-licao-de-buzzlightyear-aos-generais.html