sábado, 8 de novembro de 2014

Dilma programa sufoco econômico e legislação restritiva para matar jornalismo de oposição por Alerta Total


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Na recente entrevista aos jornalões que mordem e assopram, ao sabor das pressões e das verbas publicitárias oficiais, Dilma Rousseff avisou que, no primeiro ou no segundo trimestre de 2015, pretende abrir um processo de discussão na internet sobre a regulação econômica dos meios de comunicação no Brasil, principalmente a mídia eletrônica. O discurso nazicomunopetralha sobre termo "regular" é de um cinismo canalha do ponto de vista político, sob a retórica de "democratização dos meios de comunicação".

A visão petista é de controle estatal sobre a sustentabilidade econômica da mídia. O resto é conversa para enganar trouxa. Embora alegue que defende a liberdade de imprensa e de expressão, Dilma deixou claro que pretende investir na regulação econômica. Na visão dela, "regulação econômica diz respeito a processos de monopólio ou oligopólio que podem ocorrer em qualquer setor econômico onde se visa o lucro (sic) e não a benemerência. Por que os setores de energia, de petróleo e de transportes têm regulações, mas a mídia não pode ter?".

O raciocínio de Dilma é bem simplório e pragmático. Basta controlar o negócio da comunicação, com restrições legais, impostos seletivos e possibilidades de sanções penais, administrativas e multas. Regulando-se economicamente a mídia, a chance de influenciar seu conteúdo (ameaçando, diretamente, a liberdade de expressão) é muito maior. As diferentes "leis de meios", adotadas em vários países subdesenvolvidos, seguem essa lógica de impor um cabresto aos donos de veículos de comunicação pela via econômico-financeira.

Dane-se a liberdade de empreender na comunicação. Na visão nazicomunopetralha, bem no estilo do velho Departamento de Imprensa e Propaganda da Era Getúlio Vargas, a mídia tem de ficar sob controle estatal. Qualquer bebê de colo sabe que a maneira mais eficiente de controlar é pela via da regulação econômica. Depois dela, a outra forma de domínio é exercida pela via direta da concessão de verbas de publicidade estatal ou de propaganda oficial. A grande mídia no Brasil é extremamente estadodependente. Não sobrevive - ou não lucra absurdamente - sem a ajuda das empresas de economia mista. Basta constatar que os principais anunciantes são estatais.


Além da dependência de verbas, as empresas de comunicação no Brasil dependem de outros favores do governo federal. Na quase maioria esmagadora dos casos, empresários de comunicação tupiniquins odeiam pagar impostos. Geralmente, sonegam imposto de renda e INSS - entre outros 56 tributos, taxas e contribuições menos ou mais votados. Na hora que o fisco aperta, pratica-se o jogo midiático de extorsão. Editorialmente, mete-se porrada no governo, até que ocorra uma "negociação" de bastidor para tudo acalmar. Em geral, a moeda de troca, é o perdão das dívidas...

No Brasil, o negócio de comunicação é extremamente frágil. Quem enfrenta o governo não progride e corre risco imediato de destruição. Nossa iniciativa privada em comunicação é sinônimo da massa fecal depositada no vaso sanitário. Historicamente, a mídia sempre se comportou como quitandas ou supermercados da comunicação. Por aqui, pratica-se o chamado "jornalismo de secos & molhados" (velha expressão cunhada pelo imortal humorista Millôr Fernandes). O poder estatal destrói qualquer veículo de comunicação em pouco tempo, basta querer. Assim se sufoca e mata qualquer oposição jornalística.

Além da precariedade econômica, temos a fragilidade ideológica. O jornalismo brasileiro é hegemonicamente formado por profissionais que se proclamam "de esquerda". Desde a faculdade, são adestrados a se portar ideologicamente desta forma. Quando chegam às cúpulas das redações, tirando raríssimas exceções, transformam-se em chefetes tiranos que se definem como "socialistas-comunistas", porém, em nome de um salariozinho maior, fazem o jogo do patrão "capitalista" (que, na verdade, é capimunista, pois depende das verbas estatais para existir).

Se o governo de plantão "é de esquerda", instaura-se uma confusão. Os patrões mandam bater no governo. Os capatazes que comandam as redações mandam seus "operários-escravos" descerem a lenha. A maioria, mesmo contra a ideologia pessoal, obedece em nome do contracheque no final do mês. Uma minoria, que recebe "mensalões", pagos por debaixo dos panos, pela máquina oficial, aliviam a barra do governo. Tal corrupção acontece com a vista grossa ou não dos patrões. Muitos colunistas são amestrados pelas verbas ocultas, para falar bem dos poderosos de plantão.  

A mídia brasileira sempre foi uma grande casa de prostituição. Nesse cenário, a liberdade de expressão, de informação ou de empreendedorismo é uma ficção. O governo nazicomunopetralha sabe muito bem que a putaria midiática funciona desta forma dependente e tirânica. Por isso, basta aumentar o controle regulatório sobre as empresas de comunicação (e, por que não, também sobre os profissionais que nelas atuam) para se conquistar hegemonia midiática. Por aqui, basta um autoritarismo sutil para tudo ficar sob controle. É nisto que o PT sempre sonhou investir, antes até de conquistar o poder federal, que pode passar de 12, 16 ou 20 anos...

O poderio oficial sobre a mídia é tão grande que Dilma até aproveitou sua entrevista amestrada aos jornalões para falar da Rede Globo (sempre vítima dos ataques da militância petista, com velhos chavões como "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo"). A família Marinho deve ter ficado aliviada com as palavras confortadoras da Presidenta, tanto que a reproduziram em o Globo: "Eu acho que tudo o que é concessão é onde você tem que cuidar para não ter oligopólio. Não acho que a Rede Globo seja o problema. Essa é uma visão da velha regulação da mídia. bem velha. O mal é a gente estar demonizando uma rede de televisão, quando você tem de ter regras que valem para todo mundo, não só para eles".

Ouvindo tais palavras, até a cúpula do Partido dos Trabalhadores, que nunca engoliu bem a brizolista Dilma Rousseff, deve ter acreditado quando ela falou que: "Eu não represento o PT. Eu represento a Presidência da República. A opinião do PT é a opinião de um partido. Não me influencia. Eu represento o País. Sou presidente (sic) dos brasileiros. Acho que o PT, como qualquer partido, tem posições de parte e não do todo".

Eis a Dilma que pretende "colocar em discussão" a regulação econômica dos meios de comunicação no Brasil. Dilma parece cada vez melhor na arte de "representar". Se ela não se cuidar, acaba ganhando o Oscar de Melhor Impeachment, antes da premiação de melhor atriz coadjuvante - já que todos sabem que o Presidentro Lula é quem manda de verdade, até o retorno oficial em 2018, se a saúde permitir...

Nesse cenário instável da política, com uma crise econômica aumentando de intensidade, vamos aguardar para ver quem será o ou a Lourival Fontes da "Coração Valenta"... A aposta é que o DIP do Getúlio Vargas vai parecer brincadeira de criança com a regulação pensada pelo statalinismo nazicomunopetralha.

Quem é o que mesmo?


Quem apostou no cavalo?

Do empreendedor cultural João Guilherme C. Ribeiro, uma dica de aposta no caos:

"Como dizem os chineses, segundo Millôr Fernandes, se o cavalo ganhou uma vez (escândalo do Mensalão), sorte; se ganhou duas vezes (compra da refinaria de Pasadena), coincidência; se ganhou três vezes (escândalo do Petrolão), então vote no cavalo! E isto se considerar que, dos escândalos, só citei três.  E se esse cavalo já ganhou mais de cem escândalos?

Caro João, do jeito que o cavalo campeão da falcatruas faz caca, ele está mais para mula sem cabeça...

Cumprindo aviso prévio...


Ao Rei...

O que é do Reinaldo Azevedo...

Foi dele a frase que citamos ontem, em texto e no meme, sem a merecida autoria, por puro descuido ignorante:

"A miséria cresceu porque o modelo petista morreu. O segundo mandato de Dilma é só um cadáver adiado que procria, como escreveu o poeta".

Olha quem está voltando?

O site Adoro Cinema informa que começa a ser rodado neste sábado, na Alemanha, o filme Look Who’s Back ("Olha quem está voltando", em tradução livre para o português) - cuja estreia está prevista para outubro de 2015.

A comédia politicamente incorreta é uma adaptação do livro best-sellerhomônimo de Timur Vermes e imagina o retorno de Adolf Hitler para a Alemanha dos dias de hoje.

As filmagens usarão câmeras escondidas, com a inserção de "Hitler" em situações cotidianas.

Crônica de uma morte anunciada