quarta-feira, 17 de abril de 2013

Denúncia de investidor pode levar MPF e CVM a investigar Mantega por crime de informação privilegiada -




Exclusivo do Alerta Total - O Ministério Público Federal e a Comissão de Valores Mobiliários podem ser acionados para investigar uma forte evidência de crime de informação privilegiada no mercado de DI Futuro – no qual investidores aplicam na taxa média das operações interbancárias de empréstimo por um dia, apuradas pela CETIP (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos).

Essa é mais uma ameaça que paira diretamente sobre a cabeça do ministro fictício da Fazenda, Guido Mantega, que obedece aos comandos de Antonio Palocci Filho, que por sua vez age em nome de Luiz Inácio Lula da Silva, o Presidente virtual e parelelo do Brasil. Na véspera de mais uma subida de juros, com a taxa Selic, para tentar segurar a inflação, Mantega não poderia ter notícia mais assustadora. Investidores querem, literalmente, derreter Mantega.

O MPF e a CVM têm obrigação de apurar se, de fato, houve transgressão da Lei 10.303/2001, do CAPÍTULO VII, que versa sobre os crimes contra o mercado de capitais. O Art. 27-D, do referido capítulo e lei, reza que: “Utilizar informação relevante ainda não divulgada ao mercado, de que tenha conhecimento e da qual deva manter sigilo, capaz de propiciar, para si ou para outrem, vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiro, com valores mobiliários, constitui um crime, e a Pena é a reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa de até 3 (três) vezes o montante da vantagem ilícita obtida.

Uma raposa do mercado financeiro fez uma denúncia gravíssima ao Alerta Total. “Na sexta-feira, dia 12/04/2013 presenciamos o que pode ter sido a maior manipulação do mercado de DI Futuro que temos conhecimento. De acordo com o que foi apurado pelas mesas de operações de várias corretoras de valores, tesourarias, e de fundos de investimento, a empresa JBS Friboi teria zerado sua gigantesca posição vendida no DI Futuro com vencimento Janeiro de 2014 (em que apostava na manutenção da SELIC), bem como de opções de IDI do mesmo vencimento, antes que o Ministro da Fazenda Guido Mantega apertasse o tom de seu discurso sobre inflação no seminário Rumos da Economia - Nosso Modelo de Crescimento".

Evidências a serem investigadas

O investidor cita vários fatos que podem ser facilmente apurados por qualquer um:

- O número de contratos em aberto por parte de pessoa jurídica não financeira, no DI, é uma informação aberta ao público, divulgado em base diária pela BM&FBovespa. Era sabido do mercado que isso totalizava uns 280mil contratos até o dia 12/04/2013.

- Às 11h20min, apenas duas corretoras de valores começaram a comprar o DI Janeiro de 2014 de forma vigorosa, levando este DI de 7,96% até 8,01%, num total de cerca de 280mil contratos, até as 11h34min.

- O ministro Guido Mantega começou a falar no seminário Rumos da Economia – Nosso Modelo de Crescimento após as 11h24min, portanto após o movimento no DI Futuro Janeiro de 2014, ter começado, quando foi anunciado pela mídia especializada (leia-se Bloomberg e Agência Estado).

- O Ministro Guido Mantega começou a falar sobre inflação neste seminário apenas às 12h01min. Até esse horário, estas duas corretoras já haviam comprado cerca de 650mil contratos de DI Janeiro 2014. Nesse horário, o DI Janeiro de 2014 já valia 8,03%, e até então Mantega havia falado apenas sobre assuntos diversos e de forma branda.

- A partir desse ponto, quando o discurso sobre inflação começou e o Ministro “engrossou o tom”, o mercado entrou em um "stop loss" significativo, que levou a um total negociado apenas de DI Janeiro de 2014 no dia de 1,8 milhão de contratos.

- A título de nota e para que se tenha noção das proporções envolvidas neste movimento de mercado, neste dia foram negociados 4.976.939 contratos no mercado de DI Futuro, o que equivale a um notional financeiro de 408.176.445.384 reais a valor presente, um recorde histórico e que representa 1/4 do tamanho total da industria de fundos inteira do Brasil.


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