terça-feira, 16 de abril de 2013

EX-DIRETORA DO ÓRGÃO ELEITORAL VENEZUELANO EXPLICA EM TV AMERICANA COMO FOI REALIZADA A FRAUDE QUE NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NA VENEZUELA



Alguém poderia indagar a razão pela qual este blog apresenta seguidamente notícias e análises sobre a Venezuela. Explico: porque a Venezuela sob o domínio do chavismo e o Brasil sob o império do lulopetismo são os dois atores mais importantes do denominado Foro de São Paulo, entidade comunista criada por Lula e seus sequazes tendo como comparsa Fidel Castro, com a finalidade de articular o domínio absoluto dos regimes socialistas em todo o continente latino-americano. Esta análise que segue é inspirada pelo conteúdo destes vídeos que reproduzem o programa de Jaime Bayly, da emissora americana MegaTV. Pena que está em espanhol, mas dá muito bem para a acompanhar e vale a pena. A entrevistada é com a ex-diretora do Conselho Eleitoral da Venezuela, o CNE, Ana Mercedes Díaz. Acompanhem o meu raciocínio. Explico porque não só é importante, mas fundamental, acompanhar o que ocorre na vizinha Venezuela:

A Venezuela sob o chavismo, regime de inspiração cubana, se transformou, com o finado tiranete Hugo Chávez no poder, como a peça de fundamental importância nessa máquina diabólica de poder. Enquanto o Brasil foi a primeira experiência bem sucedida de tomada do poder pelo esquerdismo e teve por isso um peso essencial no esquema pelo fato de ser o maior país da América do Sul, a entrada da Venezuela chavista para o Foro de São Paulo foi crucial, dado ao fato de que esse país tem uma posição estratégica no continente: a maior jazida de petróleo do mundo.

Neste caso, o conjunto dos países latino-americanos podem viver exclusivamente do aporte energético da Venezuela. Um exemplo disso é Cuba que, depois do fim da URSS que lhe provia do pão e petróleo, encontrou no compadrio com o finado caudilho bolivariano a sua salvação. Todos sabem que o regime comunista cubano - ditadura que já dura mais de meio século - sobrevive graças aos petroleiros venezuelanos que a cada semana aportam na ilha para abastecê-la com o petróleo que viabializa a sua existência. Do contrário, nem luz elétrica teria mais em Cuba.

Desta forma se pode ter uma idéia da importância política geo-estratégica da Venezuela na região.

Enquanto a matriz energética que viabiliza a vida no planeta for essencialmente o petróleo - energia elétrica, indústria petroquímica, transporte etc (a gama é extensa e variada do impacto da indústria petrolífera no denominado mundo moderno), as potências petrolíferas terão sempre um poder inaudito.

Grosso modo é isso aí. Trata-se então de uma realidade econômica que se transformou em ativo político nas mãos do movimento comunista do século XXI. Esta é uma das razões, senão a principal, porque tenho dado atenção especial à questão política latino-americana. E, como não poderia deixar de ser, à Venezuela que é uma peça fundamental na montagem desse esquema de dominação que fincou a suas garras na América Latina. Ressalto que essa abordagem que acabei de fazer, ainda que superficial, demonstra de forma cabal a importância da Venezuela na concretização do poder político comunista em praticamente toda a região.

E o jogo que o movimento comunista joga é pesado. Não tem nenhum limite e a fraude eleitoral transformou-se num peça chave para a manutenção do poder pela escumalha comunista.

Com a fraude ocorrida agora na Venezuela ficou demonstrado que o processo eleitoral transformou-se numa pantomima, um embuste em todo o continente. E o curioso é que nem memo as fotos e vídeos que mostram toneladas de votos sendo simplesmente queimados para impedir uma possível recontagem suscite uma só censura dos órgãos multilaterais como ONU, OEA etc. Não há também nenhuma objeção séria e contundente por parte das nações democráticas.

O silêncio de Hussein Obama, por exemplo, é a prova mais evidente de que até mesmo os Estados Unidos vão sendo fragilizados. O objetivo principal daquilo que se poderia denominar de "socialismo do sec XXI, é apagar culturalmente o fato de que essa Nação que teve papel heróico na defesa da democracia e da liberdade. Sua histórica liderança para a derrubada do nazi-fascismo na Europa e na articulação internacional que derrubou o dito "socialismo real" na ex-URSS e Alemanha Oriental, esmaece.

Como já me referi no início destas linhas, a entrevista concedida pela ex-diretora do Conselho Eleitoral da Venezuela (CNE), Ana Mercedez Diaz, ao excelente programa de entrevistas do jornalista peruano radicado nos Estados Unidos, Jaime Bayly, é muito importante. A emissora é a MegaTV que transmite em espanhol desde Miami. E notem: não há no Brasil um só programa de televisão que tenha a qualidade deste conduzido por Bayly.

Vale a pena ver esses dois vídeos, pois dá para compreender perfeitamente como a fraude eleitoral ocorreu na Venezuela. Encareço que às lideranças democráticas que restam no Brasil que vejam com atenção o vídeo. A mesma recomendação estendo aos democratas dos demais países latino-americanos, haja vista para o fato de que este blog, ainda que escrito em português, vem ganhando a cada dia que passa mais leitores na América Latina, Estados Unidos e Europa.

Agradeço muito a esses estimados leitores que me honram com sua leitura e espero, de alguma maneira, poder colaborar com o fornecimento de notícias e, principalmente, análises capazes de fazer um contraponto ao pensamento único que, infelizmente, domina o grosso do noticiário da grande mídia em todo o planeta. As exceções, como o programa de Jaime Bayly servem para confirmar a minha assertiva.


 fonte: http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2013/04/ex-presidente-do-orgao-eleitoral.html