terça-feira, 30 de junho de 2015

A marolinha da Dilma, Lula e PT: Nem a zona de comércio mais rica de São Paulo escapa da crise

Nem a zona de comércio mais rica de São Paulo escapa da crise
SÃO PAULO, 26 DE JUNHO DE 2015 ÀS 10:00 POR FÁTIMA FERNANDES
Na rua Oscar Freire e arredores, lojas não resistem ao fraco movimento e fecham as portas. Na tradicional galeria Ouro Fino (foto), há 70 pontos comerciais vagos
Quem circula pelo comércio de áreas nobres de São Paulo vai se surpreender: a crise chegou com tudo à rua Oscar Freire e arredores, no coração dos Jardins.
Em uma das regiões onde os pontos comerciais sempre foram fortemente disputados, mesmo em períodos de fraca atividade econômica, o primeiro sinal de que os negócios não andam bem é a profusão de placas de “Aluga-se”, em alguns casos uma ao lado da outra.
Grifes famosas que já foram vizinhas, como a Louis Vuitton e a Dior, saíram da rua Haddock Lobo em 2014. Na semana passada, a vizinha delas, a Brooksfield, também fechou as portas.
O letreiro com o nome da Brooksfield e a placa, que anuncia uma liquidação de 70%, ainda continuam por lá. Agora, três pontos comerciais, um ao lado do outro, estão vazios, uma cena rara de se ver por ali.
Outras lojas, em consequência, avaliam deixar a rua, como a Benedixt, que comercializa peças para a casa e artigos de decoração. É que os pontos comerciais vazios, especialmente quando eles estão tão próximos, causam a sensação de local abandonado, o que afugenta clientes que já não estão nada entusiasmados com as compras.
O problema maior ocorre à noite, quando os trechos das ruas com pontos comerciais vagos ficam totalmente escuros, tornando-se áreas propícias para os assaltos. Ao Diário do Comércio, uma vendedora disse que se sentiu envergonhada quando uma cliente assídua, que reside fora de São Paulo, foi assaltada assim que saiu da sua loja.
Um pouco mais acima, na alameda Lorena, as lojas Puket, Guaraná e  Louloux também fecharam as portas neste ano. Como elas eram praticamente vizinhas, quem passa no trecho entre as ruas Haddock Lobo e Augusta sente claramente que a crise bateu por ali.
“Nunca vimos nada igual por aqui. As pessoas simplesmente não compram. Há um clima de insegurança muito forte no país. O psicológico está falando mais alto”, afirma Rosangela Lyra, presidente da Associação dos Lojistas dos Jardins, fundada em 2004, que reúne 112 lojas.
"Eu também nunca vi tantas lojas fechadas, especialmente na rua Haddock Lobo", diz Nelson Kheirallah, coordenador-geral do Conselho de Varejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Quem poderia imaginar que, em uma região dos Jardins, sempre muito visitada por turistas de fora de São Paulo e estrangeiros, lojas pudessem ficar dias sem vender uma única peça,  nem sequer um cinto ou uma echarpe. É o que se constata agora na zona de comércio mais nobre do país.
A reportagem do Diário do Comércio percorreu durante dois dias (terça,23 e quarta,24), as ruas Oscar Freire, Augusta, Haddock Lobo e Alameda Lorena, e ouviu de boa parte de vendedores e gerentes de lojas que, nem mesmo o corte de preços pela metade tem sido capaz de movimentar a região. As lojas anteciparam em duas semanas a liquidação de inverno.
Com 11 lojas no país, a Fit, especializada em moda feminina, localizada na rua Oscar Freire, está, desde a  semana passada, vendendo a coleção de inverno com 40% de desconto. “Se as vendas melhoram com a liquidação? Não, não melhoraram, pelo menos até agora”, afirma a vendedora Juliana Benachio.
O preço médio das roupas da Fit é de cerca de R$ 800. Para tentar atrair consumidores, a loja fotografa peças e envia os "looks" para as clientes pelo What’s up. “Tentamos fidelizar a clientela de alguma forma”, diz Juliana.
LOJA DA ZEFERINO: COMÉRCIO PARADO
Outro depoimento que não se ouvia há anos por ali: “O comércio está parado. Com a liquidação, as vendas melhoraram, mas ainda estão menores do que as do ano passado”, afirma Valéria Rodrigues, vendedora da Zeferino, loja de calçados femininos feitos à mão, que custam, na liquidação, a partir de R$ 688.
Assim como a Fit e boa parte do comércio da região, a Zeferino também tem encaminhado por WhatsApp fotos de sapatos para a clientela, inclusive de fora de São Paulo. É essa ação, diz Valéria, que tem dado algum resultado para a loja.
Pertinho dali, na mesma rua, a Princess, especializada em roupas femininas, sente falta dos clientes que estavam toda a semana na loja em busca de alguma novidade.
Bruna Thomaz, gerente da loja, conta que, de outubro a dezembro do ano passado, pelo menos sete clientes visitavam a loja toda a semana. Hoje não passam de três.
E essas sete clientes, diz ela, não compravam só uma peça ou outra. “Algumas delas chegavam a gastar até R$ 2 mil numa única compra. Hoje, quem vem compra uma peça e, às vezes, nenhuma. A crise chegou à rua Oscar Freire neste ano”, afirma Bruna.
É o cliente de fora do país que tem “salvado” as lojas. Maytê Camargo, gerente da Espaço Havaianas, localizado na rua Oscar Freire, diz que a loja tem vendido mais do que o ano passado.
Ela explica a razão: neste ano um evento do Rotary Clube trouxe muitos estrangeiros para o Brasil. Como a marca é conhecida fora do país, os clientes fizeram a festa na loja. “Os estrangeiros estão fazendo a diferença. Os brasileiros vêm na loja mais no final de semana”, diz Maytê.
FALTA CONFIANÇA
O fato é que consumidores com maior poder aquisitivo estão menos confiantes com a economia do que aqueles de menor renda. Veja o que mostra pesquisa feita em maio último pela Ipsos, com 1.200 consumidores no país.
Numa escala de zero a 200, o índice de confiança dos mais ricos é de 84 pontos; da classe C, de 108 pontos e, da D e E, de 116 pontos. Quanto mais próximo de zero, maior o pessimismo.
 “A classe alta é bem mais bem informada, por ela está mais pessimista. As classes C, D e E só vão se dar conta do que está acontecendo, quando houver perda de emprego, o que já começou a acontecer. Estamos no caminho de perder 20 anos de conquistas”, diz Rosângela Lyra.
LOJA DA CARMIM: NA COMPRA DE TRÊS PEÇAS, PREÇO CAI PELA METADE
“Este ano está impossível de trabalhar”, diz Karina Pereira Bonfim, sub-gerente da Carmim, localizada na Oscar Freire. A loja acaba de dar início à liquidação de inverno. Na compra de três peças, o preço cai 50%. “As vendas melhoraram nos últimos dias, mas ainda estão bem menores do que as do ano passado”, diz ela. Como o dono é proprietário do ponto, diz, fica um pouco mais fácil enfrentar a crise. 
GALERIA OURO FINO
Uma das galerias mais famosas de São Paulo, a Ouro Fino, localizada na rua Augusta, no trecho entre a rua Oscar Freire e a alameda Lorena, também expõe o momento complicado enfrentado pelo comércio neste ano. Nos dois dias visitados pela reportagem, as lojas estavam às moscas. 
Conhecida pela venda de roupas alternativas e alusivas ao rock, a galeria, com 70 anos, e cerca de cem pontos comerciais, possui hoje apenas 30 lojas abertas. Nos bons tempos,ocorria o oposto: 30 pontos fechados e 70 abertos, de acordo com Alessandro Gobbi, síndico da galeria.
Com seis anos no local, a Cherry Pie, especializada em roupas estilo retrô, não resistiu. Fechou as portas recentemente, partindo somente para a venda online.
A vendedora Bruna Gabriel foi para a loja de bijuterias que fica bem na frente, a VirginAgain, que após 11 anos no local, já anuncia para os cliente, em uma placa na vitrine, que também vai fechar.
“O movimento caiu cerca de 40%”, diz Bruna, que ainda tem a esperança de manter o emprego. A dona do ponto da VirginAgain diz que fará uma reforma no local para trabalhar com peças de arte e de decoração.
Na mesma galeria, Bruno D’ Errico, dono da Fockstore, com duas lojas no local e uma na rua Augusta, diz que está pensando em ficar somente com o ponto da rua Augusta.
GALERIA OURO FINO: 70 PONTOS ESTÃO FECHADOS
A Fockstore está abrigada há 12 anos na galeria Ouro Fino. “Só mantive a loja porque consegui reduzir o valor do aluguel em cerca de 30%. O faturamento caiu cerca de 40% este ano, na comparação com o ano passado. É um baque”, diz Bruno. O que tem dado um gás para o seu negócio, segundo ele, são os show de rock que acontecem na cidade. Os roqueiros sempre correm atrás de algum look para esses eventos.
Especializada em roupas alternativas, a Ima Mix, que fica ao lado da Fokstore, já chegou a vender apenas três peças em uma semana, e, ainda assim, com 70% de desconto. “As vendas estão paradíssimas desde dezembro do ano passado”, diz Andressa Cardoso, vendedora da loja.
Uma das mais tradicionais imobiliárias da região, a Moises Gomes, informa que existem mais ou menos 15 pontos comerciais disponíveis para aluguel no trecho que vai das ruas Melo Alves até a Peixoto Gomide e entre a alameda Lorena e a rua Estados Unidos. A oferta de pontos vagos é de 20% e 30% superior ao registrado em períodos de bom desempenho da economia.
“Há uma crise geral no país, mas senti algum sinal de melhora muito recentemente nos Jardins”, afirma Adriano Gomes, sócio-diretor da Moises Gomes. Alguns pontos comerciais que estão com placas de “Aluga-se”, afirma ele, acabam de ser alugados neste mês.
Muitos pontos ficaram fechados na região, segundo ele, porque está havendo dificuldade para negociar preços entre inquilinos e proprietários. "As pessoas não são bobas. Se o preço do imóvel não estiver dentro da realidade do mercado, ele fica vazio."
Coleção de inverno encalha e lojas fecham as portas no Bom Retiro



No maior polo de confecção do país, comerciantes que vendem no atacado e no varejo não resistem à crise. Placas de 'aluga-se' ou 'passo o ponto´ proliferam pelo bairro
Os sinais de que a crise não seria algo fácil de enfrentar surgiram logo no início do lançamento da coleção outono-inverno. Na semana em que as peças foram expostas nas vitrines, no início de março, as lojas estavam às moscas.
Dois meses depois, em um período em que as vendas de artigos para o frio deveriam estar fervilhando, as lojas de atacado e varejo do bairro do Bom Retiro, o maior polo de confecções do país, localizado na região central de São Paulo, com movimento anual da ordem de R$ 3,5 bilhões, estão em plena liquidação ou simplesmente fechando as portas.
“Estamos praticamente vendendo com prejuízo para ver se entra algum dinheiro no caixa”, afirma Valdenice Pereira da Silva, gerente da Infinite, loja de roupa feminina localizada no coração da Rua José Paulino, a principal rua do bairro.
LIQUIDAÇÃO FOI ANTECIPADA PARA REFORÇO DO CAIXA DAS LOJAS
Tradicionalmente, a liquidação no Bom Retiro ocorre no mês de julho. Neste ano, informa Valdenice, o corte nos preços foi antecipado para o final de abril, antes mesmo do Dia das Mães, o segundo melhor período de vendas para o comércio, depois do Natal.
Diferentemente de anos anteriores, a Infinite não está sozinha. A maioria das lojas das ruas José Paulino, Silva Pinto, Aimores, Anhaia, Júlio Conceição, Professor Lombroso, Rua da Graça anuncia liquidação de até 50% para quem compra no atacado, a especialidade do bairro, e no varejo.
Convidamos um dos mais tradicionais empresários do bairro para percorrer essas ruas, na terça-feira, 26/05, a fazer uma avaliação da situação dos negócios na região, que chega a empregar cerca de 70 mil pessoas diretamente.
“Desde 1963, venho praticamente todos os dias no Bom Retiro. Nunca vi em todo esse tempo tantas placas de ‘aluga-se’ como neste ano. É uma placa atrás da outra”, afirma Stefanos Anastassiadis, 71 anos, sócio-fundador da Controvento, confecção e loja de atacado e varejo de roupas femininas, com sede na Rua dos Italianos.
STEFANOS E O IRMÃO ANTÔNIO COMEÇARAM NO BAIRRO COM OFICINA DE PLISSÊ DE SAIA
A história de Stefanos e do irmão Antônio, de origem grega, no bairro começa em 1963, com uma oficina de plissê de saias, montada pelo pai. A empresa possuía mão-de-obra e máquinas especializadas para fazer pregas em peça de vestuário (principalmente, em saias) ou em tecido.
Os serviços se ampliaram, em seguida, para costuras de roupas. Em 1970, os irmãos já estavam preparados e capitalizados para criar a Fé Modas, uma confecção especializada em roupas femininas, batizada com o nome fantasia de Controvento.
“Como não tínhamos nada naquela época, optamos pelo nome Fé porque precisávamos de fé para tocar a vida e os negócios. O nome Controvento surgiu porque prevíamos, já naquela época, que teríamos de andar contra o vento neste país, onde é preciso encarar tudo com sabedoria, como a crise deste ano”, diz Stefanos.
A partir da Controvento, na Rua dos Italianos, Stefanos sai andando para mostrar para a reportagem as lojas que fecharam as portas. "Uma tristeza". Em todas as ruas do bairro há placas de “aluga-se”. As que possuem mais pontos comerciais vagos estão localizadas, principalmente, as ruas Anhaia, Júlio da Conceição e parte da Rua da Graça.
PONTOS COMERCIAIS VAGOS NA RUA ANHAIA
“Não vou revelar quem são os donos porque ninguém admite que está fechando loja por causa da crise. Isso é péssimo para os negócios. Terça-feira é um dia da semana que o bairro costumava receber lojistas de todos os Estados brasileiros. Era impossível andar por aqui, às terças-feiras, nesta época do ano. Hoje, está cheio de lugar para estacionar”, diz.
O Bom Retiro possui cerca de 1.600 lojas. Chegou a ter 2.200 há cerca de oito anos. Em fevereiro deste ano, havia 160 pontos comerciais fechados no bairro, o dobro do mesmo período do ano passado, segundo levantamento realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Bom Retiro.
“Estávamos acostumados, há quatro ou cinco anos, a começar o ano com cinco a dez lojas fechadas. Geralmente, é um período no qual as lojas fecham para reformas ou mesmo para passar o ponto, uma rotatividade normal. Os números deste ano assustaram”, afirma Kelly Cristina Lopes, secretária executiva da CDL do Bom Retiro.
A Luxo Mix, localizada na Rua Júlio Conceição, exibe a placa “Passo o ponto”. Thaís Lopes, gerente da loja, diz que o proprietário, de origem coreana, decidiu ficar só com a unidade da Rua José Paulino. “As vendas estão fracas e o aluguel está caro”, diz ela. Há dois meses, a loja ao lado que, segundo ela, chamava-se G. Rock, também fechou.
A Triângulo Modas também decidiu ficar com apenas uma loja no bairro, a da José Paulino. Fechou o ponto da Rua da Graça por conta da queda nas vendas e do aluguel alto. Outras lojas que fecharam: Lua Luana (acessórios e bolsas), Colorida (roupas femininas de moda) e Pirulito Mágico (roupas infantis).  
A Semine, confecção especializada em atacado de roupas femininas a partir do tamanho 44, que fica na mesma calçada da Luxo Mix, ainda resiste. “Desde o ano passado vem caindo muito o número de lojistas por aqui, devido à queda no consumo”, afirma Eva Tavares de Lima, caixa da loja.
Quando chegou à empresa, há cerca de um ano, diz Eva, havia seis ‘piloteiras’, pessoas especializadas em fazer peças-piloto das coleções. Agora, só tem uma. “A confecção reduziu muito. São cinco pessoas que cuidam da produção e uma que cuida do estoque”, diz Eva.
LOJAS CHEGAM A 'PULAR' A COLEÇÃO DE INVERNO POR CONTA DE MERCADO DESAQUECIDO
Prevendo que a crise seria intensa, alguns lojistas decidiram até “pular” a coleção de inverno. É o caso da Chadely, localizada na Rua dos Italianos. As prateleiras da loja já exibem regatas e outras peças leves para serem usadas no verão.
“Falta dinheiro para bancar a produção de peças mais pesadas, que são mais caras, por isso, muitas lojas produziram pouquíssimas roupas para o frio”, diz Stefanos, enquanto caminha e comenta as informações dos lojistas.
“Costumo comparar o setor de vestuário com o da agricultura. Há duas estações básicas, a do inverno e a do verão.  Às vezes, o inverno é curto, improvável”, diz.
TRADIÇÃO
Stefanos conta que o polo de confecção do Bom Retiro é um dos mais antigos do país e já foi palco de diversas gerações de empresários. Foi, inicialmente, reduto de empreendedores de italianos. Depois de judeus, gregos e agora está na fase dos coreanos, que dominam cerca de 60% dos pontos comerciais da região.
Há casos de coreanos que, com a crise, simplesmente fecham as portas e somem da região. Quando os negócios voltam a aquecer, eles voltam.
O empresário da região, segundo Stefanos, é considerado de porte médio. É aquele que possui uma pequena confecção e uma, duas ou três lojas no próprio bairro.
No passado, as confecções tinham mais funcionários e terceirizavam uma parte da produção. Atualmente, quase toda a produção é sub contratada, até porque as empresas não possuem capital suficiente para manter empregados fixos durante o ano todo.
“Há grandes organizações que são prestadoras de mão-de-obra. Para as confecções e para esses prestadores de serviços, há uma tremenda vantagem em trabalhar assim. Para nós é bom porque focamos no produto”, diz Stefanos.
“Se você tem uma empresa que vende calça, você vai contratar especialistas em calça, que possuem o maquinário completo para isso. Se você faz vestido de festa, vai chamar especialistas em vestido de festa. Para quem presta serviço também é bom porque essa empresa consegue produzir para vários clientes (confecções), não fica dependente de uma empresa só”, diz.
Uma curiosidade no bairro é que, apesar de haver pontos comerciais disponíveis acima do normal, os preços dos aluguéis praticamente não se alteraram, um sinal de que os donos dos imóveis ou das lojas consideram que este momento de crise pode ser passageiro.
Nas ruas Aimorés, Professor Lombroso e José Paulino, os aluguéis caíram cerca de 10% de um ano e meio para cá, assim como os valores dos pontos comerciais, negociados em dólares, que ficam na casa de US$ 300 mil a US$ 350 mil.
Nas ruas mais afastadas, onde estão mais concentradas as confecções, os aluguéis já caíram entre 15% e 20%, segundo informa a imobiliária Hai, que atua na região. Em algumas ruas, como a Júlio Conceição, também já não existe mais negociação de luvas para pontos comerciais.
"Os proprietários estão conscientes sobre a realidade do mercado e solidários com os seus inquilinos, que solicitam descontos para tentar permanecer com o seu negócio saudável. Melhor reduzir o preço do que ter o imóvel desocupado", diz Adriana Weizmann, sócia da Hai. "O Bom Retiro continua sendo um bairro bem procurado por comerciantes e consumidores", afirma.

fonte: http://www.dcomercio.com.br/categoria/negocios/nem_a_zona_de_comercio_mais_rica_de_sao_paulo_escapa_da_crise

http://www.dcomercio.com.br/categoria/negocios/colecao_de_inverno_encalha_e_lojas_fecham_as_portas_no_bom_retiro