terça-feira, 30 de junho de 2015

Verdades sobre Comunas Ditadores: Os 5 maiores ícones da esquerda caviar de todos os tempos


Eles se posicionam como socialistas, defensores da construção de um mundo justo e igualitário, 
longe das tentações e das amarras do consumismo – mas não abrem mão das benesses que só os cifrões do capitalismo podem bancar.
Ao redor do mundo, são conhecidos pelas mais diversas alcunhas – num fenômeno generalizado, 
presente em infindáveis idiomas, nas mais diversificadas culturas. No Reino Unido são 
conhecidos como “champagne socialist“, nos Estados Unidos como “limousine liberal”
na Alemanha como “salonkommunist”, na Itália como“radical chic”, na Dinamarca como 
“kystbanesocialist”, na Eslovênia como “loungeroom left”, na Espanha como “pijo-progre”
na Suíça como “cüpli-sozialist”, na Holanda como “salonsocialist”, na Grécia como “Αριστερός
 με δεξιά τσέπη”. E até no Japão recebem uma expressão especial – são os “Botchan Sayoku”. 
Mas você provavelmente os conhece como esquerda caviar, esquerda festiva, ou ainda, como
Prepare o seu champagne e ponha no prato seu caviar. Aqui, alguns dos maiores líderes socialistas 
de todos os tempos – e o modo extravagante como levaram suas vidas.
1) FIDEL CASTRO, CUBA

Fidel Castro com seus dois Rolex, numa visita ao Kremlin, em 1963.
Após uma curta viagem de barco, partindo da cidade costeira de Cienfuegos, ao sul de Cuba, 
chega-se à deserta ilha tropical deCaya Piedra. Cercada por mornas águas turquesa, a ilha 
mais parece um cartão-postal, com suas praias de areia branca e recifes de coral intocados.
 Este paraíso caribenho de dois quilômetros de extensão é propriedade privada do homem mais 
rico do país: o ditador Fidel Castro.
Os moradores locais o chamam de El Comandante e ele costuma atracar na localidade a bordo 
de seu iate de luxo, o Aquarama II, que, por sua vez, possui bancos de couro da cor creme e 
é revestido com raras madeiras angolanas. O ditador também possui sempre à disposição um 
exército de servos pessoais –  mantidos em expediente 24/7 – para lhe servir vinho branco 
gelado e exóticos mariscos, além de outras luxúrias. Fidel e seus amigos passam os dias lendo, 
mergulhando ou na pesca. É dura a vida de líder de uma revolução.
Em um livro de memórias (publicado no Brasil pela Companhia das Letras), chamado
 A Vida Secreta de Fidel, Juan Reinaldo Sanchez, segurança do ditador cubano durante três
 décadas, traz a tona essa e outras extravagância luxuosas desfrutadas pelo autocrata e 
seu círculo íntimo. O livro retrata um homem obcecado pelo poder e pelo dinheiro, que se
 autoproclama herói da classe trabalhadora, enquanto vive uma vida tão opulenta quanto a de
 um rei absolutista.

Sanchez foi um dos guardas pessoais da segurança de Castro de 1977 a 1994 e o acompanhou 
em viagens ao exterior para encontrar todo tipo de lideranças, desde papas a figuras políticas
 internacionais, testemunhando em primeira mão a capacidade de seu patrão para explorar
 Cuba como um feudo pessoal.
Ao lembrar, por exemplo, de um dia típico de pescaria em Cayo Piedra, ele diz: “Eu não
 posso descrever [a cena] de outra maneira, senão a comparando às caçadas reais de 
Luis XV nas florestas ao redor do [palácio de] Versalhes”. O segurança ainda diz:
“Fidel Castro gosta de espalhar o boato de que a revolução não lhe deu
 descanso, que não havia tempo para o prazer e que ele, de fato, havia
 desprezado o conceito burguês de férias. Nada poderia estar mais 
distante da verdade.“
A mansão do ditador em Havana é uma residência de dois andares com área construída 
de cerca de 1.200 metros quadrados, situada no centro de uma propriedade de 30 hectares,
 o equivalente a 36 campos de futebol. Conhecida como Ponto Zero, a área concentra ainda
 um conjunto de casarões onde vivem alguns de seus filhos. Há ainda casas de hóspedes,
 academias de ginástica, piscinas, lavanderias industriais e até uma sorveteria exclusiva para
a família Castro. As ruas dos arredores são inacessíveis para qualquer outro habitante da capital
 cubana. O sítio urbano é cercado por muralhas. Fidel também tem um pomar, uma horta
 orgânica, um galinheiro e um curral. Sim, um curral: o ditador caribenho é obcecado por gados.
 Literalmente. Após uma década mantendo a cabeça baixa, Sanchez fugiu para os EUA como exilado em 
2008, onde vive atualmente. O cubano, hoje, paga as contas com seus trabalhos esporádicos
 de conselheiro de segurança em Fort Lauderdale, Florida.

O filho mais novo de Fidel, Antonio Castro Soto del Valle, foi flagrado essa semana 
num resort de luxo na Turquia, onde alugou cinco suítes de diárias de US$ 1 mil para 
12 acompanhantes, após chegar em um iate alugado na ilha grega de Mykonos. De acordo 
com a revista “Gala”, um repórter foi atacado por um segurança cubano após filmá-lo.

2) DINASTIA KIM, COREIA DO NORTE


Kim Jogn-Un e seu inseparável iMac.
A primeira coisa que você deve saber sobre a família Kim, que controla o reino mais fechado
 do mundo há décadas, é que ela desenvolveu um verdadeiro fascínio pela Mercedes-Benz – marca 
alemã que historicamente exerce uma paixão peculiar em ditadores, como Hitler, Fidel Castro,
 Pol Pot, Leonid Brejnev e Saddam Hussein. Kim Il Sung, Presidente Eterno da Coreia do Norte, 
encontra-se atualmente embalsamado no Palácio Memorial de Kumsusan próximo à sua Mercedes 500 SEL.
 E a paixão pela estrela de três pontas foi transmitida de pai para filho. Apesar das sanções 
econômicas impostas pela ONU, que há décadas baniram a venda de itens de luxo no país,
 segundo relatos de um ex-assessor para compras, Kim Jong-Il acumulou mais de US$20 milhões 
em carros da Mercedes-Benz. E boa parte com dinheiro de ajuda humanitária. No livro
o autor Mike Kim relembra um desses casos:
“[Em 2001], enquanto as Nações Unidas preparavam uma ajuda de emergência 
no valor de US$ 600 milhões para o país, Kim gastou US$20 milhões importando
 200 das mais novas e caras… Mercedes, que ele distribuiu como prêmio a seus seguidores depois do teste de lançamento de um novo míssil de longa distância 
sobre o Japão.”
 por US$3,1 milhões – quantia que poderia ter sido usada para comprar 13 mil toneladas 
de milho para alimentar a faminta população norte coreana.
Segundo um relatório da ONU, apenas em 2012, Kim Jong-Un gastou US$ 645 milhões em 
artigos de luxo – dentre os quais caviar e bebidas, especialmente conhaque, um resort de esqui, 
um centro de equitação, muitos carros e mais de 30 pianos. Em 2013, Kim comprou um iate avaliado
 em mais de US$ 7 milhões.


3) HUGO CHÁVEZ, VENEZUELA


Rosinés Chávez, filha de Hugo Chávez, com um leque de dólares
La familia real de Barinas. É assim que a família Chávez é conhecida na Venezuela. Barinas, no
 norte do país, é a cidade natal de Chávez, conhecida por sua extrema pobreza e calor. Chávez foi 
criado em uma pequena casa com um chão de terra que o governo de Raul Leoni havia cedido aos mais
 pobres. Desde que assumiu o poder, no entanto, decidiu acumular 3.500 hectares da região para sua 
família, incluindo uma fazenda chamada La Chavera, de 600 hectares, guardada por elementos de
 segurança do Estado.
Mas não apenas de terras vivia Hugo Chávez. O presidente da Venezuela era um reconhecido
 amante de automóveis. Gostava de Toyotas, de Mercedes e tinha uma preciosidade
 na garagem: um Bentley Mulsanne, um dos carros mais exclusivos do mundo à disposição – com 
seus 512 CV de potência, capaz de atingir quase os 300 km/h e acelerar dos 0 aos 100 km/h em
 5,3 segundos.Segundo um relatório feito pela ONG Criminal Justice International Associates,
 Hugo Chávez tinha uma fortuna avaliada em mais de US$ 1 bilhão no momento de sua morte.
À família presidencial é atribuída a posse de 17 propriedades com valores unitários entre os US$ 400 mil 
e os US$ 700 mil dólares, 10 jipes Hummer custando cada um US$ 70 mil dólares e ainda US$ 200 milhões
 em contas no exterior.
No ano passado, segundo revelou o Swissleaks, descobriu-se que o governo venezuelano fez
 depósitos de US$ 12 bilhões em 4 contas bancárias na sede do HSBC na Suíça, em nome d
a Tesouraria Nacional e do Banco do Tesouro. O escândalo revelou fortunas de governantes e
 membros da realeza, como o rei do Marrocos, Mohammed, políticos, executivos de empresas e 
bilionários dos mais diversos tipos. O reino de Chávez – e agora de Maduro – marcou presença vip.

4) MAO TSÉ-TUNG, CHINA

O trecho abaixo é da biografia “Mao: A História Desconhecida”, relato imperdível de Jung
 Chang e Jon Halliday sobre a vida do maior tirano de todos os tempos. A chinesa Jung e seu
 marido, Jon, passaram 12 anos pesquisando e escrevendo a obra, que é o maior tratado a respeito
 da vida de Mao Tsé-Tung:
“Mao não economizava nos aspectos da vida de que gostava. Era um gourmet e mandava buscar 
suas comidas favoritas em todo o país (ele e os altos líderes raramente iam a restaurantes, 
cujo número encolheu com o regime comunista). Um peixe especial de Wuhan que ele apreciava
 tinha de ser transportado vivo por mil quilômetros dentro de um saco de plástico cheio de água 
e mantido oxigenado. Quanto ao arroz, ele exigia que a membrana entre a palha e o grão fosse mantida, 
o que significava descascá-lo manualmente e com grande cuidado. Uma vez, reclamou que não estava
 sentindo o gosto da membrana e disse a sua governanta que havia adquirido beribéri em consequência 
disso. A governanta correu até a fazenda especial na Fonte de Jade e mandou descascar um pouco
 de arroz exatamente como Mao queria.
Essa fazenda foi montada especialmente para plantar arroz para ele, pois supunha-se que a água
 de lá era a melhor. Nos velhos tempos, a fonte havia fornecido água às cortes imperiais. Agora, 
alimentava a plantação de arroz de Mao. As verduras de que ele gostava, assim como os frangos 
e o leite, eram produzidos em outra fazenda especial chamada Jushan. Seu chá tinha a fama de 
ser o melhor da China — Poço do Dragão — e as melhores folhas eram escolhidas para ele, no 
momento ideal. Toda a comida de Mao passava por um meticuloso exame médico e a 
cozinha era supervisionada por sua governanta, que também provava a comida. Frituras tinham de 
ser servidas de imediato; mas, como a cozinha ficava longe, para que os cheiros não impregnassem
 o caminho de Mao os criados levavam os pratos correndo até sua mesa.
Mao não gostava de entrar em banheiras ou chuveiros e não tomou banho durante um quarto de século.
 Em vez disso, seus criados o esfregavam todos os dias com uma toalha quente. Ele gostava de 
massagens diárias. Jamais foi a um hospital. As instalações hospitalares, junto com os melhores 
especialistas, iam até ele. Se não estava com vontade de vê-los, tinham de ficar por perto, às
 vezes durante semanas.
Mao jamais gostou de roupas elegantes. O que amava era o conforto. Usou os mesmos sapatos 
durante anos porque, como dizia, sapatos velhos eram mais confortáveis; e fazia com que os
 guarda-costas “gastassem” os sapatos novos para ele. Seu roupão de banho, sua toalha de
 rosto e suas colchas eram muito remendados, mas não com remendos comuns: eram levados
 especialmente a Xangai e consertados pelos melhores artesãos, custando muitíssimo mais 
do que artigos novos. Longe de serem indicações de ascetismo, eram singularidades do
 hedonista superpoderoso.





(…) Algumas dessas mulheres [garotas de programa] recebiam subsídios de Mao, assim como algumas pessoas de seu staff e parentes. As quantias envolvidas eram pequenas, mas ele fazia questão de autorizar pessoalmente cada transação. Mao tinha muita consciência do valor do dinheiro e durante anos conferiu as contas de sua casa minuciosamente.
O dinheiro distribuído por Mao vinha de uma conta pessoal secreta, a Conta Especial. Era onde guardava os royalties de seus escritos, pois, além de todos os outros privilégios, ele monopolizava o mercado de livros, forçando toda a população a comprar suas obras, além de evitar que a imensa maioria dos escritores fosse publicada. No auge, essa conta abrigava bem mais de 2 milhões de yuans, quantia astronômica. Para ter uma ideia do que isso significava, o staff de Mao ganhava, em média, cerca de quatrocentos yuans por ano. A renda em dinheiro de um camponês, em um ano dos melhores, podia ser de uns poucos yuans. Até os chineses mais privilegiados raramente tinham economias de mais de algumas centenas de yuans.
Mao foi o único milionário criado na China de Mao.”

5) ISLAM KARIMOV, UZBEQUISTÃO





















Ele começou sua carreira política no escritório do Planejamento de Estado da República Socialista Soviética do Uzbequistão, em 1966. Em 1986, virou Ministro das Finanças. Em 1989, primeiro secretário do comitê central do Partido Comunista do Uzbequistão e então, finalmente, o último presidente da república socialista em 1990 e em 1991, o primeiro presidente do Uzbequistão independente, cargo que ocupa até hoje, passados 25 anos – vencendo “eleições” em que até o candidato de “oposição” confessou ter votado nele.


Não é possível falar do país de Islam Karimov sem falar em algodão. O algodão responde por cerca de 45% das exportações do Uzbequistão, o que faz dele seu produto agrícola mais importante. Durante o domínio soviético, todas as terras aráveis do Uzbequistão encontravam-se sob o controle de 2.048 fazendas estatais. Hoje, os agricultores recebem uma fração ínfima dos valores praticados no mercado; o restante fica com o governo. Como ninguém se dispõe a plantar por esses preços, o governo obriga os agricultores. Como durante o período soviético.



Sala de cinema da mansão de Gulnora Karimov em Beverly Hills.
Sem estímulos econômicos, e com a manutenção dos maquinários completamente abandonada, Karimov saiu-se com uma solução pouco usual para enfrentar o problema: forçar crianças a realizar as colheitas. A história é contada no livro “Por que as nações fracassam”, dos economistas James A. Robinson e Daron Acemoğlu:
“A colheita se estende por dois meses. As crianças da região rural que têm a sorte de ser designadas para fazendas perto de casa podem ir andando ou são levadas de ônibus para o trabalho. As que moram mais longe ou vêm das cidades têm de dormir nos telheiros ou currais, junto com as máquinas e o gado. Não há banheiros nem cozinhas. As crianças têm de levar sua própria comida para o almoço.
Os principais beneficiários de todo esse trabalho forçado são as elites políticas, encabeçadas pelo Presidente Karimov, o rei de fato de todo o algodão uzbeque. Em tese, os estudantes são pagos pelo trabalho, mas só em tese. Em 2006, quando o preço mundial do algodão girava em torno de US$1,40 por quilo, as crianças recebiam cerca de US$0,03 por sua cota diária de 20-60 kg. Provavelmente 75% do algodão são hoje colhidos por crianças. Na primavera, as escolas fecham as portas para a capina do solo e transplante de mudas.
(…) Os interesses econômicos familiares são administrados pela filha de Karimov, Gulnora, que deve suceder o pai na presidência. Em um país tão pouco transparente e cheio de segredos, ninguém sabe ao certo o que a família Karimov controla nem quanto dinheiro ganha, mas a experiência da empresa americana Interspan é sugestiva do que se passou na economia do país nas últimas duas décadas. O algodão não é o único produto agrícola; determinadas regiões do país são ideais para o cultivo do chá, e a Interspan decidiu investir nessas áreas. Em 2005, tinha se apoderado de mais de 30% do mercado local, quando então começaram os problemas. Gulnora chegou à conclusão de que a indústria do chá parecia bastante promissora economicamente. Não demorou para que os funcionários locais da Interspan começassem a ser sistematicamente presos, surrados e torturados. As operações tornaram-se inviáveis e, em agosto de 2006, a empresa deixou o país. Seus negócios passaram para as mãos da família Karimov, cujas atividades no setor expandiam-se rapidamente e, na época, representavam 67% do mercado – em contraste com os 2% de poucos anos antes.”


Há dois anos, a família Karimov comprou uma mansão em Beverly Hills avaliada em US$ 58 milhões. Atualmente, praticamente 1/3 da população do Uzbequistão vive na pobreza.

fonte: http://spotniks.com/os-5-maiores-icones-da-esquerda-caviar-de-todos-os-tempos/