sexta-feira, 12 de junho de 2015

Porto de Mariel: Uma ameaça bélica – Parte IV

O porto foi fundamental para a instalação dos mísseis soviéticos em Cuba, em 1962. Em 2013, navio norte-coreano procedente da ilha foi interceptado no Panamá transportando armas de guerra


A presidente Dilma Roussef e o líder Raúl Castro passam em revista a guarda cubana durante a cerimônia de boas-vindas no Palácio da Revolução, em 31 de janeiro de 2012, Havana (Adalberto Roque/AFP/Getty Images)
A presidente Dilma Roussef e o líder Raúl Castro passam em revista a guarda cubana durante a cerimônia de boas-vindas no Palácio da Revolução, em 31 de janeiro de 2012, Havana (Adalberto Roque/AFP/Getty Images)
Algo que poucos sabem é que o Porto de Mariel foi fundamental para a instalação dos mísseis soviéticos em Cuba, em 1962, no que ficou conhecido como ‘A Crise dos Mísseis’. O abastecimento soviético da ilha comunista – equipamentos e matéria-prima – chegava através do Porto de Mariel, que ainda hoje serve de quartel general e base naval em Cuba.
Sim, estamos financiando a construção de uma base naval bélica em Cuba, no Porto de Mariel, e uma logística segura para a rota do narcotráfico latino-americano, principalmente patrocinado pelas Farc, como já afirmei no artigo anterior.
A ameaça bélica não consiste apenas na instalação da base naval, mas no fornecimento de logística e rota seguras também para o transporte e comércio ilegal de armamento, principalmente os destinados a ditaduras comunistas sangrentas (com o perdão do pleonasmo) como a Coreia do Norte.
Acha conspiracionismo da minha parte? Que tal, então, ler a seguinte notícia:Panamá intercepta navio norte-coreano com armamento em meio a carga de açúcar (julho de 2013). Leu? Então, ainda acha conspiracionismo? Se o Porto e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Mariel estivessem funcionando, essa carga seria descoberta? Claro que não.
E digo mais, se essas armas teriam vindo da Venezuela e atravessado quase toda a América Latina mesmo havendo alto risco de ser descoberta no Canal do Panamá, o que impedirá que empresas bélicas patrocinadas pelo narcotráfico, o terrorismo e governos socialistas/comunistas ditatoriais se instalem na ZPE de Mariel e despachem esse tipo de carga já do Porto de Mariel, com destino à Coreia do Norte, Laos e inclusive a Rússia?
Sim, a Rússia também. Tanto é que o país quer instalar bases militares sabe onde? Em Cuba e na Venezuela. Com qual propósito a Rússia quer instalar tais bases na América Latina senão para fazer frente aos Estados Unidos da América e fornecer proteção a essas ditaduras, e possivelmente fomentando novas através do Foro de São Paulo? Lembra da ‘Crise dos Mísseis’ de que falei no começo? Então, qualquer semelhança não é mera coincidência.
Porto naval de Mariel, em 10 de novembro de 1962. Podem-se ver três navios soviéticos para retirada dos mísseis russos de Cuba, conforme acordo EUA-URSS. Aviões, helicópteros e cargueiros norte-americanos monitoram desmantelamento e retirada dos mísseis, então posicionados em Mariel apontados para os Estados Unidos, no espisódio que ficou conhecido como 'A Crise dos Mísseis' (AFP/Getty Images)
Porto naval de Mariel, em 10 de novembro de 1962. Podem-se ver três navios soviéticos para retirada dos mísseis russos de Cuba, conforme acordo EUA-URSS. Aviões, helicópteros e cargueiros norte-americanos monitoram desmantelamento e retirada dos mísseis, então posicionados em Mariel apontados para os Estados Unidos, no espisódio que ficou conhecido como ‘A Crise dos Mísseis’ (AFP/Getty Images)
E se empresas bélicas russas se instalarem na ZPE de Mariel? Veja que logística! As fábricas de armas e as bases militares lado a lado e em ‘países irmãos’ com recente histórico de comércio de armas. E tudo isso sem ter que gastar praticamente um dólar sequer em estrutura naval, logística e portuária, pois o Brasil já está garantindo isso com o nosso dinheiro, em Cuba.
Toda essa estrutura na cara dos Estados Unidos e com grupos guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes que consomem armamentos como água. Até os clientes já estão prontos, como as Farc e o ELN, na Colômbia, Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), no Chile, Frente Patriótica Moranzanista (FPM), em Honduras, e tantos outros operantes na América Latina. Nessa lista, ainda podemos acrescentar o Movimento Sem Terra (MST), no Brasil, que pretende implantar a “reforma agrária” à força (roubar terras alegando que são roubadas, como se uma acusação de crime justificasse o cometimento de um crime).
Será à toa que membros do MST são treinados em métodos de guerrilha na ilha dos Castro? E que membros do alto escalão das Farc vivem tranquilamente e no luxo por lá? (Sim, no luxo, este reservado só aos amigos de Fidel e Raul.)
Bem, temos então um império como a Rússia prestes a instalar bases militares na Venezuela e em Cuba; o Brasil financiando o Porto e a ZPE de Mariel com estrutura e logística adequadas para escoamento e transporte de grandes cargas e uma base naval na cara dos Estados Unidos; grupos guerrilheiros, narcotraficantes e terroristas – integrantes do Foro de São Paulo e aliados de Cuba – como consumidores vorazes de armamento; uma rota segura para o narcotráfico e o contrabando de armamento; e histórico recente deste contrabando partindo provavelmente da Venezuela até Coreia do Norte com proteção e logística cubanas.
Um mosaico que circula nas redes sociais sugere que uma nova geopolítica comunista se articula globalmente (Internet)
Um mosaico que circula nas redes sociais sugere que uma nova geopolítica comunista se articula globalmente (Internet)
Acha pouco? Ora, mas tem mais. Cuba está há anos na lista de países que fomentam o terrorismo. E tem aqueles que dirão que o MST enviou seus membros para estudar em Cuba. Cursar medicina, principalmente. Ah é? Então me explique por que esses “alunos” são escolhidos a dedo pelo MST e pelo PT e não são avaliados nem antes nem depois? Por que recebem curso de “agitação social” em Cuba?
Quer mais? Ok. No Mato Grosso, em 2013, grupos brasileiros e membros do MST receberam treinamento de guerrilha e agitação social de membros das Farc e remanescentes da facção uruguaia Tupamaros e da Central Operária Boliviana. O plano era utilizar coquetéis molotov no desfile de 7 de setembro e no Rock in Rio ano passado. Será também mera coincidência que o modus operandi do MST seja o mesmo das Ligas Camponesas iniciadas no Brasil na década de 40 pelo advogado Francisco Julião (com o qual o atual líder do MST, João Pedro Stédile, teve contato e “trocou experiências”)?
Todas essas organizações precisam de armas e agora terão como consegui-las de maneira rápida e segura. A Coreia do Norte precisa de armas e agora poderá recebê-las por uma rota segura, sem que haja risco de interceptação como ocorrido no Canal do Panamá ano passado.
O Porto e a ZPE de Mariel não possuem qualquer segurança jurídica nem vantagens econômicas e competitivas para investidores sérios, mas são perfeitos para os fins aqui explanados e estão localizados no país fomentador do terrorismo e mais influente no Foro de São Paulo, com apoio da Rússia, Venezuela, Bolívia, Equador e financiamento do Brasil.
Quem ainda acredita em conspiracionismo agora?
Aguarde:
Porto de Mariel: Caixa 2 do PT? – Parte V
O Porto de Mariel, em Cuba, foi inaugurado em janeiro de 2014 sob o discurso da abertura comercial na região, apesar da falta de investimento e do embargo econômico dos Estados Unidos (Adalberto Roque/AFP/Getty Images)
O Porto de Mariel, em Cuba, foi inaugurado em janeiro de 2014 sob o discurso da abertura comercial na região, apesar da falta de investimento e do embargo econômico dos Estados Unidos (Adalberto Roque/AFP/Getty Images)
Roberto Barricelli é jornalista e assessor de imprensa do Instituto Liberal


FONTE: http://www.epochtimes.com.br/porto-mariel-ameaca-belica-parte-4/#.VXtIbvlVhUZ