sexta-feira, 26 de junho de 2015

Conivência com a Ditadura Venezuelana: Bancada Governista foi a Venezuela apenas gastar o dinheiro do contribuinte

Bolivarianos, senadores brasileiros fazem visita à Venezuela no estilo missa encomendada

roberto_requiao_34 (reuters)De joelhos – Em visita à Venezuela nesta quinta-feira (25), um grupo de senadores brasileiros, adeptos do bolivarianismo e simpatizantes da ditadura ancorada pelo tiranete Nicolás Maduro, reuniu-se com representantes do Comitê das Vítimas de Guarimba, do qual participam familiares de vítimas de violência durante protestos contra o presidente Maduro no ano passado. Entre os mortos está o Ramzor Bracho, então capitão da Guarda Nacional, atingido por um tiro nas costas por disparo supostamente feito por opositores.
Pouco depois, os parlamentares reuniram-se com esposas de líderes opositores presos, como Leopoldo López e Antonio Ledezma. O grupo, no entanto, descartou uma ida ao presídio. Estão agendados ainda encontros com representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e com o presidente do Legislativo, Diosdado Cabello, na Assembleia Nacional.
A comitiva brasileira é formada pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Telmário Mota (PDT-RR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Roberto Requião (PMDB-PR). Os parlamentares viajaram em um jato da Força Aérea Brasileira.
Ao desembarcarem em Caracas, na noite de quarta-feira (horário local), os senadores afirmaram que o objetivo da visita era ouvir “todos os lados” e mostrar que o Senado brasileiro não quer interferir na disputa política interna do país vizinho.
“Não cabe a nós, senadores, acirrar qualquer disputa interna”, declarou Grazziotin. Lindbergh Farias disse que os parlamentares não pretendem interferir nas eleições venezuelanas. “Não viemos para dar apoio político, mas para informar o Senado da situação. Vamos conversar com todas as tendências”.
Esta é a segunda missão de senadores brasileiros na Venezuela em uma semana. Na primeira, ocorrida na quinta-feira da última semana, a delegação composta por algumas das principais vozes de oposição à presidente Dilma Rousseff – como Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB-SP), José Agripino Maia (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) – decidiu voltar ao Brasil pouco depois de desembarcar em Caracas após ser hostilizada por manifestantes favoráveis a Maduro. Os parlamentares pretendiam visitar líderes da oposição venezuelana que se encontram presos.
O governo de Maduro, porém, declarou que o “único propósito” da delegação anterior era “desestabilizar a democracia venezuelana e gerar confusão e conflito entre países irmãos”.
O discurso encomendado de que o Senado brasileiro não quer interferir nas questões políticas de outro país é balela, pois Dilma Rousseff, que articulou a ida dos senadores obedientes a Caracas, já tentou ingerir em assuntos internos do Paraguai, por ocasião do impeachment.
No tocante ao encontro com familiares de vítimas dos protestos contra o ditador venezuelano, esse capítulo da missão é mais uma armação de Nicolás Maduro, que para falar com os parlamentares brasileiros colocou integrantes da tropa de choque orientada pelo governo local e treinada por agentes cubanos. (Com agências internacionais)




Caracas: recepção à missão chapa branca mostra conivência de Dilma com a ditadura venezuelana

dilma_maduro_01Jogo de cena – Líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO) afirmou nesta quinta-feira (25) que a honrosa recepção concedida, em Caracas, a senadores simpatizantes do bolivarianismo prova a conivência do governo deDilma Rousseff com a ditadura venezuelana.
O senador disse em plenário que recebeu relatos de jornalistas que acompanham a missão de senadores governistas à capital da Venezuela e as informações são de que foram recebidos por batedores do governo de Nicolás Maduro, apoiados por representantes do Itamaraty e tiveram livre acesso a Caracas. Situação bem diferente da verificada na última semana, quando outra missão de parlamentares da oposição mal conseguiu circular a poucos metros fora do aeroporto, sendo que os integrantes foram agredidos por manifestantes e abandonados pela diplomacia brasileira.
“Recebi notícias de que missão chapa branca não encontrou nenhum engarrafamento, foram recebidos com toda a liturgia, um número incontável de batedores, tapete vermelho, tiveram todo apoio do Itamaraty e conseguiram acesso a todos os lugares onde haviam marcado suas audiências. Bem diferente da nossa situação em que ficamos aprisionados, sitiados e fomos agredidos por manifestantes”, relatou Caiado. “A recepção aos simpatizantes do bolivarianismo foi bem diferente. Essa situação é grave e prova com fatos a conivência da presidente Dilma, do governo do PT a ditadura da Venezuela”, pontuou.
Caiado reforçou a necessidade da presença do chanceler Mauro Vieira, chefe do Itamaraty, e do embaixador brasileiro na Venezuela, Ruy Pereira, na Comissão de Relações Exteriores para esclarecer a real posição do governo brasileiro em relação à Venezuela. “Precisamos trazer o embaixador e o chanceler para esclarecer se a posição do Brasil é a mesma da Venezuela. Hoje, não conseguimos nem transitar em Caracas. Se existisse o bolivarianismo no Brasil estaríamos presos? Essa é vontade do atual do governo?”, disse Caiado.
No caso da missão anterior, composta por senadores oposicionistas que pregam a democracia e declararam apoio aos adversários do tiranete Nicolás Maduro, o tratamento truculento e intimidador dispensado aos parlamentares brasileiros foi previamente combinado entre assessores da presidente Dilma Rousseff e o staff do Palácio de Miraflores, sede do Executivo venezuelano, tudo sob as bênçãos criminosas da ditadura de Havana, que há mais de cinco décadas está nas mãos dos facinorosos irmãos Fidel e Raúl Castro.
Quando os senadores brasileiros foram hostilizados em Caracas, tendo violado do direito de ir e vir, muitos questionaram a ida dos parlamentares ao país vizinho, alegando que no Brasil há muito a se tratar. A grande questão, subliminar e preocupante, envolvendo esse assunto é que o Brasil precisa mostrar resistência a esse tipo de regime totalitarista, pois a democracia brasileira corre um sério risco de ser capitulada pelas teorias esquerdistas que grassam no Palácio do Planalto.

Integrante da comitiva chapa branca que foi à Venezuela, Requião fez negócios nebulosos com Chávez

roberto_requiao_11Relação bisonha – O senadorRoberto Requião (PMDB-PR), que não conseguiu sequer fingir ser solidário com seus pares hostilizados na Venezuela, foi um dos idealizadores da missão “chapa branca” que está na Venezuela para desagravar e bajular o tiranete Nicolás Maduro, é antigo aliado do chavismo. Essa aliança não se limita a afinidade ideológica, mas avança pelo campo dos negócios.
O senador peemedebista que chegou à Venezuela agredindo seus colegas do Senado com os costumeiros perdigotos retóricos – “Nós não viemos aqui dar apoio político a grupos. Nós não somos black blocs para influir no processo eleitoral venezuelano” – tem muito a explicar.
Requião já teve o seu nome envolvido em uma vertente bolivariana nas investigações da Operação Lava-Jato. Aldo Vendramin, dono da Consilux, empresa que se dedica à exploração de radares de trânsito, afirma que foi levado pelo senador (quando ainda era governador do Paraná) até Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, onde conseguiu contratos para construção de casas populares.
As declarações de Vendramin foram dadas durante entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, quando o empresário tentava explicar o aparecimento do nome da Consilux em investigação da Lava-Jato, na questão relativa a contratos de consultoria do deputado cassado e mensaleiro condenado José Dirceu de Oliveira e Silva.
Ao tabloide paulistano, Vendramin explicou como as conexões de Requião com Hugo Chávez, de quem era seguidor político, resultou em empreendimentos comerciais que hoje estão despertando o interesse da Justiça brasileira. “Em 2005, o [então governador do Paraná, Roberto] Requião levou uma comitiva de empresários para Caracas. Foi quando a gente viu a oportunidade de entrar no ramo de casas populares”, disse Vendramin.
O jornalista estranhou o fato de uma empresa de tecnologia de trânsito passar a operar no setor habitacional na Venezuela. Conta o empresário que Requião foi mais importante que José Dirceu para estabelecer laços comerciais na Venezuela. “Vimos à oportunidade de diversificar e entramos bem no mercado venezuelano de habitação. Conseguimos depois dessa essa viagem com o Requião. O Dirceu não teve nada a ver com a nossa entrada lá. Só nos atendeu muito depois, a partir do final de 2011”.


fontes: http://ucho.info/caracas-recepcao-a-missao-chapa-branca-mostra-conivencia-de-dilma-com-a-ditadura-venezuelana

http://ucho.info/fas-do-bolivarianismo-senadores-brasileiros-fazem-visita-a-venezuela-no-estilo-missa-encomendada

http://ucho.info/integrante-da-comitiva-chapa-branca-que-foi-a-venezuela-requiao-fez-negocios-nebulosos-com-chavez