segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As últimas fatias de Lula e Dilma -Resumão em notas do descalabro nacional Por: Felipe Moura Brasil



– A tentativa de fatiar o PMDB saiu pela culatra. O desafio do governo de Dilma Rousseff agora, segundo O Globo, “é conciliar o objetivo anunciado da reforma — corte de dez ministérios — com o apetite do PMDB, que travou o anúncio da reforma, na semana passada. Para acomodar todas as correntes do partido e desfazer o mal-estar com o vice-presidente Michel Temer, Dilma teria que dar à legenda um espaço ainda maior: sete ministérios.”
A Folha havia noticiado que a oposição aposta na incapacidade de Dilma de agradar todas as alas do PMDB, para que o partido embarque no processo de impeachment. Quem precisa de sete ministérios, de fato, deveria exigir logo o governo inteiro.
– Opositores estiveram com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para cobrar de qual lado ele está. Só faltou Cunha dizer: do meu.
– Folha: “O programa do PSDB em rede nacional de rádio e TV, que vai ao ar nesta semana, usará a proposta de recriação da CPMF para fustigar a presidente Dilma Rousseff. A propaganda tucana exibirá duas falas de Dilma na campanha de 2010: uma garantindo que não recriaria a contribuição, derrubada no Senado em 2007, e outra em que chama o imposto de ‘engodo’. Em seguida, uma apresentadora dirá que ‘não dá para o país continuar sendo governado pela mentira’.
A tática de confrontar Dilma com o que disse antes e o que fez depois de reeleita se baseia em pesquisas que demonstram que o que mais corrói a imagem da presidente é a ideia de que ela mentiu para se reeleger. Levantamentos feitos pelo PT e pelo governo apontam a mesma conclusão.”
Em outras palavras: ninguém fala de impeachment. No máximo, FHC diz: “Está na hora da presidente ter grandeza, e pensar no que é melhor para o país, e não para o PT”.
A essa altura do campeonato, FHC ainda espera grandeza de Dilma. A essa altura do campeonato, o programa do PMDB faz mais oposição que o do PSDB.
– O governo Dilma vai acelerar o pacote de concessões na área de infraestrutura para alavancar R$ 16,5 bilhões até dezembro, segundo o Estadão. Este blog acredita que, para equilibrar as contas, Dilma deveria acelerar a concessão de seu cargo.
– O documento com o novo plano do PT para a economia, intitulado “Por um Brasil Justo e Democrático” (risos), condena o pacote fiscal proposto por Dilma. Dá até vontade de agradecer ao partido por acelerar a queda da mulher sapiens com a derrubada de Joaquim Levy.
– Dólar a 4 reais. Queda do PIB elevada para 2,80% em 2015 e 1% em 2016, de acordo com a pesquisa Focus. Pior expectativa de emprego na indústria, segundo a FGV, desde janeiro de 1992. Roger, do Ultraje a Rigor, escolheu muito bem a camisa para o Rock In Rio: “A gente não sabemos escolher Presidente. INÚTIL!!!”
– A decisão do STF de fatiar a Lava Jato, segundo o Valor, “contou com um operador discreto e eficiente: o advogado Nelson Jobim”, ministro de FHC, Lula e Dilma, e “aglutinador entre ministros do STF, criminalistas e políticos”. Rogerio Tadeu Romano, ex-Procurador Regional da República, desmascarou na Folha a tese de Dias Toffoli, articulada por Jobim. Eis um trecho:
É muito estranho que quando a investigação chega próxima a uma auxiliar, próxima à presidente da República, na Casa Civil, o Supremo Tribunal Federal venha intervir modificando entendimento de competência na matéria.
Ora, se há esse liame mínimo de conexão dos pagamentos de valores envolvendo as propinas da Petrobras, que eram administradas pelo ex-tesoureiro do PT investigado, então seria hipótese de manter a competência para acompanhar e fazer a supervisão ministerial, o Ministro Zavascki, data vênia. Haveria, pois, uma hipótese de conexão instrumental ou probatória.
Na verdade, o que se investiga não é apenas as condutas ilícitas ocorridas na Petrobras, mas, mais do que isso: a compra de apoio politico-partidário pelo governo federal, por meio de propina institucionalizada nos órgãos públicos. Isso tem nexo probatório, liame probatório, instrumental, a persistir na tese da conexão, e levar a prevenção no juízo que preside todas as investigações desde o inicio, seja em sede de primeiro grau, ou ainda nas instâncias superiores (STJ e STF).
Ademais leve-se em conta o crime principal, corrupção, e não o secundário, que surge apenas porque havia o principal, ou seja, o de lavagem de dinheiro. O que deve ser levado em conta ‘é a origem do dinheiro desviado’ e não onde ele foi lavado. Isso não foi levado em conta no julgamento.
Assim, ‘mensalão’, ‘petrolão’, desvio da Eletronuclear estão dentro de um contexto de uma mesma organização criminosa. No ápice dessa sinistra organização estão pessoas e partidos e o que a investigação tem revelado é que estão ligados à Casa Civil do governo Lula, sob o comando inicial do investigado José Dirceu.
– Já no TSE, que retoma na quarta-feira o julgamento da ação de investigação eleitoral contra Dilma, suspenso após o pedido de vistas de sua advogada de campanha, a ministra Luciana Lóssio, a estratégia do PT é o oposto do fatiamento, ou seja: é aglutinar todas as ações contra a mulher sapiens nas mãos da nova relatora, a ministra Maria Thereza, como este blog mostrou semanas atrás. Em linguagem petista, é hora de nelsonjobinizar.
– O MST invadiu a fazenda de Pedro Corrêa em Pernambuco, porque ele delatou Lula e Dilma, afirmando, segundo VEJA, que o petrolão foi criado dentro do Palácio do Planalto, com o conhecimento e aval do Brahma e mantido pela mulher sapiens.
Pelo menos é o que diz o filho do ex-deputado, Fabio Corrêa Neto, em declarações memoráveis:
“Essa fazenda pertence à nossa família desde 1954. Então, um dia depois de VEJA divulgar o que o meu pai está dizendo no processo, o MST invade? Não acredito em coincidência. É uma ação de Lula. Lula manda. Ele acha que dessa forma vai calar o Pedro Corrêa.”
“Estou preocupado com a minha segurança e a de meus irmãos. Para se manter no poder, essa gente é capaz de fazer qualquer coisa. Se invadiram a nossa fazenda, o que mais podem fazer? Essa gente do PT é capaz de tudo.”
– A propósito: Lula terá ensaio com João Santana para depoimento como testemunha do petrolão à PF? Imagino a trabalheira para decidir o que pode ser dito.
– Depois de Alessandro Molon sair do PT para a Rede de Marina Silva, Randolfe Rodrigues e Heloísa Helena trocaram o PSOL também pelo novo partido, “para onde já se transfere a nata do esquerdismo nacional”, como escreveu Taiguara Fernandes, “a partir de agora disfarçada pela bandeira pop do ecologismo. A Rede é o novo PT, tão velho como sempre.” Com o agravante de ser mais próximo do PSOL.

fonte: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/as-ultimas-fatias-de-lula-e-dilma/




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A política é somar e multiplicar
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J.Bolsonaro