domingo, 20 de julho de 2014

Golpe em marcha: Criação de fundo reforça a necessidade de derrubar decreto dos conselhos, alerta deputado

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Golpe em marcha – O governo petista de Dilma Rousseff já deixou claro que a criação de conselhos populares por decreto tem por objetivo a instalação, dentro do Palácio do Planalto, de um comitê eleitoral paralelo. Essa é a opinião do líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PPS), para quem a ideia de criar um fundo com dinheiro público para financiar esses grupos, levantada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, revela a dimensão da desfaçatez palaciana.
“Não é a toa que ele não quer sair do governo para trabalhar na campanha de Dilma. Sua intenção é oficializar um comitê eleitoral paralelo dentro do Palácio do Planalto manipulando a força de movimentos sociais cooptados. Não bastasse toda a esplanada transformada em sede de campanha, agora querem controlar tudo do gabinete da presidência”, afirma Rubens Bueno, que defende a derrubada imediata do decreto da presidente Dilma sobre os conselhos. O regime de urgência para extinguir a medida já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e o mérito pode ser votado na primeira semana de agosto.
Para o líder do PPS, os brasileiros já perceberam que o PT vê a coisa pública como propriedade do partido. “Eles começaram, lá no governo Lula, com a estrela no jardim do Palácio da Alvorada, depois passaram a usar o avião da presidência para transportar filhos e amigos para passeios. Veio em seguida a farra da criação de cargos para militantes do partido em toda a esfera do governo, o uso indiscriminado dos cartões corporativos, até para comprar tapioca, e agora pretendem arrumar outros meios para cooptar mais gente e manipular movimentos sociais. Isso sem falar nos numerosos esquemas de corrupção para fazer caixa de campanha e até para enriquecer integrantes do partido”, criticou o deputado.
Atribuição do Congresso
O parlamentar deixa claro que o PPS não é contra a participação e a consulta popular na elaboração de projetos do Executivo. No entanto, esse processo precisa ser debatido dentro do Congresso Nacional, que é, segundo a Constituição, o responsável pela criação de novas estruturas dentro do governo.
“Por que não mandaram um projeto? Aqui é o espaço para avaliar as composições, definir quem vai participar e como se dará o projeto de escolha dos membros dos conselhos. Mas eles querem deixar tudo sob a responsabilidade da Secretaria-Geral da Presidência comandada por Gilberto Carvalho. Isso não vamos aceitar”, garantiu Rubens Bueno.