sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Lava-Jato: inferno astral de Eduardo Cunha pode acelerar o impeachment da petista Dilma Rousseff



Enxadrismo político – Encalacrado na Operação Lava-Jato e acusado de esconder dinheiro de corrupção em contas bancárias na Suíça – autoridades do país europeu congelaram cerca de US$ 2,4 milhões –, o presidente da Câmara dos Deputados,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rechaça a possibilidade de deixar o cargo, seja por renúncia ou por afastamento temporário.
Há muito travando uma ferrenha queda de braços com o Palácio do Planalto, a quem representa uma séria e preocupante ameaça, Cunha poderá abreviar a permanência de Dilma Rousseff na Presidência da República. Isso porque cabe ao peemedebista aceitar ou não os muitos pedidos de impeachment que estão estacionados na Casa legislativa.
O mais consistente pedido de impeachment contra Dilma, assinado por Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., deve ser arquivado, pois técnicos legislativos, que analisaram o documento, alegam a inexistência de provas sobre os supostos crimes cometidos pela chefe do Executivo. É importante destacar que o impedimento de Fernando Collor de Mello se deu na esteira de escândalos de corrupção e da fragilidade política do governo de então.
Nos dias atuais, diferentemente do que acontecia na época de Collor, parte do Congresso Nacional está genuflexo diante do Palácio do Planalto, que vem distribuindo cargos na estrutura federal para evitar o avanço de um processo de impeachment, o qual não apenas ejetaria Dilma do poder, mas levaria ao rés do chão o PT, partido que recentemente foi comparado a uma organização criminosa.

No cenário presente, que tem como um das molduras a possibilidade de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impugnar o mandato de Dilma e do vice Michel Temer, por conta de abuso do poder econômico e político na campanha de 2014, ao PMDB só resta apoiar a tese do impeachment da petista caso queira chegar ao poder.
Com o impedimento de Dilma, o vice assumiria o comando do País, enquanto o TSE decide o que fazer com a chapa vencedora na corrida presidencial de 2014. Em tese, ambos (Dilma e Temer) devem ter o mandato impugnado, caso o Tribunal opte por condená-los, mas o PMDB poderá alegar que Michel Temer não pode ser responsabilizado pelos eventuais crimes cometidos pela cabeça de chapa, no caso Dilma Vana Rousseff.
A discussão por certo será longa e ultrapassará o período do mandato atual, que termina em 31 de dezembro de 2018. Enquanto isso, o PMDB tornar-se-ia “dono” do Brasil, possibilidade que vem alimentando os ânimos dos integrantes da legenda nos bastidores. Ou seja, Dilma que se cuide, pois o inimigo mora ao lado.
fonte: http://ucho.info/lava-jato-inferno-astral-de-eduardo-cunha-pode-acelerar-o-impeachment-da-petista-dilma-rousseff