quinta-feira, 30 de julho de 2015

Ordem dos Amigos do Brahma(OAB) e a defesa da Impunidade de CorruPTos: OAB aciona o Supremo para tentar barrar depoimento de advogada de delatores

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu a anulação da convocação da advogada Beatriz Catta Preta para depor na CPI da Petrobras. Um pedido de habeas corpus preventivo em favor da advogada, protolocado nesta quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que a convocação "ofende prerrogativas inerentes à advocacia, em especial a inviolabilidade do sigilo profissional, e revela-se ilegal", segundo o Estatuto da Advocacia. O caso será analisado pelo presidente do Supremo, o ministro Ricardo Lewandowski.


Beatriz Catta Preta foi convocada pela CPI da Petrobras para prestar esclarecimentos sobre a origem do dinheiro com que os envolvidos no petrolão custeiam suas defesa

 

Segundo o despacho, a participação de Beatriz na CPI viola o direito de defesa dos acusados. A advogada foi convocada no começo do mês a prestar esclarecimentos sobre a origem do dinheiro com que os envolvidos no petrolão custeiam suas defesas. Pouco antes, ela conseguiu no Supremo suspender a acareação agendada pela comissão entre o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, e o ex-diretor Renato Duque. A entidade afirma que adotará medidas que considerar "pertinentes para defender não só sua prerrogativa profissional, mas os direitos de todos os advogados e cidadãos brasileiros contra a violação do direito de defesa".
A entidade pede ainda que, caso a convocação não seja anulada, Beatriz possa permanecer em silêncio e não tenha de assinar o termo em que se compromete a dizer a verdade.
A advogada foi responsável pelo termo de delação de nove acusados no âmbito da Operação Lava Jato, incluindo Barusco e o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. Contudo, renunciou a todos os clientes no último dia 20, sem dar explicações. Ela encerrou as atividades em seu escritório e está de partida para Miami, nos Estados Unidos, com a família.

Beatriz também coordenou a delação do lobista Julio Camargo, que implicou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no petrolão, ao revelar o pagamento de 5 milhões de reais em propina ao parlamentar.


fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/oab-pede-na-justica-que-advogada-de-delatores-seja-liberada-da-cpi