terça-feira, 28 de julho de 2015

Para advogados do diabo, opss corruPTos a melhor defesa é o ataque: DEFESA DE ODEBRECHT ATACA JUIZ SÉRGIO MORO E DIZ QUE LAVA-JATO É ‘REALITY SHOW JUDICIÁRIO’

ADVOGADA DORA CAVALCANTI NÃO EXPLICA ANOTAÇÕES ENCONTRADAS PELA PF NO CELULAR DE MARCELO ODEBRECHT



Os advogados da Odebrecht utilizaram a petição em que deveriam explicar à Justiça as anotações encontradas por investigadores no celular do empresário Marcelo Odebrecht para atacar o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal (PF) e oMinistério Público Federal (MPF). Em um uma referência ao juiz que conduz o processo contra a construtora, disseram que é “inútil falar para quem parece só fazer só ouvidos de mercador”. A defesa também compaou a divulgação de documentos do processo a um “reality show judiciário”.


Moro havia dado prazo para a defesa se pronunciar sobre as anotações até esta segunda-feira. Policiais federais haviam visto indícios de que as anotações poderiam fazem menção a “parar as investigações”, além de alertar para um “risco Suíça”, que foi interpretado como sendo uma referência a contas mantidas naquele país pela Odebrecht.
A advogada Dora Cavalcanti escreveu, na petição desta segunda-feira, que desde a prisão de Marcelo “teve início uma caça a uma centelha de provas que pudesse, enfim, legitimar uma segregação baseada no nada”. Ela critica o uso da teoria do domínio fato por parte da força-tarefa da Lava-Jato. Marcelo foi denunciado na sexta-feira pelo MPF por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele é apontado pela acusação como conhecedor de todo o esquema de corrupção entre Odebrecht e a Petrobras.
Disse a advogada: “Polícia e Ministério Público Federal deixaram a razoabilidade de lado”. Ainda sobre a PF, escreveu que em “seu afã de incriminar Marcelo a todo custo não se deu ao trabalho de esclarecer anotações com seu autor. Houvesse tido a cautela que sua função exige, e a Polícia Federal teria evitado a barbaridade que, conscientemente ou não, acabou por cometer: levou a público segredos comerciais de alta sensibilidade em nada relacionados aos pretensos fatos sob apuração”. E prosseguiu: “Mais uma vez transformou as peculiaridades do processo eletrônico em sua aliada na tática de atirar primeiro e perguntar depois.”
Dora criticou o fato de que Moro decretou, na sexta-feira, nova prisão preventiva de Marcelo e outros executivos da Odebrecht, utilizando, como fundamento, as anotações feitas no celular. Para ela, isso é motivo para que não apresentar as explicações. Escreveu a advogada: “Escancarado, desse modo, que a busca da verdade não era nem de longe a finalidade da intimação, a defesa não tem motivos para esclarecer palavras cujo pretenso sentido Vossa Excelência já arbitrou.


fonte: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2015/07/defesa-de-odebrecht-ataca-juiz-sergio-moro-e-diz-que-lava-jato-e-reality-show-judiciario.html