sexta-feira, 24 de julho de 2015

PRA FRENTE BRASIL! DÁ PARA DESATAR O NÓ. por Aluizio Amorim


A Folha de S. Paulo, que se considera o mais importante jornal brasileiro tem mudado o tom de suas pautas. Não fala mais no aeroporto do Aécio, não faz reportagens sobre o "secalhão tucano" e até parece que proibiu o seu colunista de assuntos 'bolivarianos' o tal de Guilherme Boulos, de encher a paciência dos paulistanos com passeatas de supostos desvalidos no horário das 18 horas, na Av. Paulista. Os repórteres que cobrem esses eventos devem perambular pela redação tomando cafezinhos e esperando para serem despedidos. Certamente, o Otávio Frias Filho dirá a eles que o pé na bunda decorre da crise internacional...

O jornal também parou de exultar ciclovias e outras idiotices politicamente corretas. Não que tenha largado de mão essas pautas inspiradas na deletéria engenharia social que inaugura essa nova era que defino como "bundalelê". Trata-se apenas de uma estratégia defensiva, já que há grandalhões chorando na frente do Juiz Sergio Moro nas oitivas do inquérito da Operação Lava Jato...

Com o PT derretendo, o Lula abatido, a Dilma caindo pelas tabelas, o dólar disparando e a ameaça de impeachment no ar, certamente aquele ambiente descolado da redação da Folha e dos demais veículos de comunicação sofreu, digamos assim, um certo baque. 

Não se vê mais aquelas entrevistas em vídeo com editores e repórteres falando no aeroporto do Aécio, afirmando que ele havia fechado o portão de acesso e jogado a chave fora. Aquelas fotos do sistema Cantareira mais seco do que o deserto do Saara também sumiram. Se bem que dia desses, depois de tanto procurar, os rapazes e raparigas da Folha encontraram um reservatório do sistema meio vazio. Rendeu matéria grande, mas sem aquelas fotos de "instalações" que os "artistas" do PT montaram à beira das barragens que, diga-se de passagem, já estão sob controle.

Dos veículos de mídia que medem forças com a turma da Folha de S. Paulo destaca-se a Rádio CBN, da Rede Globo. Tanto é que agora à noite o locutor impostou a voz para noticiar uma declaração da Marina ecochata. A deusa da floresta é uma espécie de regra três, se o Eduardo Cunha endoidar de vez e articular o impeachment da "Presidenta". Devagarinho eles tentam ressuscitar, em vão, a tal Rede da Sustentabilidade da mandioca...

Já aquela torrente de pesquisas que o Instituto DataFolha vinha fazendo também murchou. O Paulino sentiu o cheiro de carne queimada e resolveu dar um tempo. Os eventuais entrevistados nessas pesquisas, supõe-se, não devem estar muito animados a falar bem do PT, de Lula, Dilma e assemelhados. Além do mais pesquisas custam dinheiro para serem feitas e parece que as fontes financeiras estão mais secas do que o sistema Cantareira durante a propalada "crise hídrica", denominação politicamente correta para o fenômeno recorrente e normal da seca.

Lula, por sua vez, é quem acabou lançando uma corda na derradeira tentativa de salvar os afogados imersos, junto com ele é claro, na turbulência do petrolão. Sujeito tido como "muito inteligente" e "sagaz", Lula então num passe de mágica tirou da cartola o FHC. Ato contínuo mandou recado aos alegres rapazes e raparigas da Folha, Rede Globo, Estadão e outros veículos de mídia menos votados: "Vou falar com o Fernando Henrique" - avisou.

Pronto. A Folha de S. Paulo mais do que depressa já postou no seu site uma matéria sobre eventual contato de Lula com FHC. "Se eu falo com o Maluf, como não irei falar com o FHC?" - disparou o ex-retirante nordestino, hoje um próspero fazendeiro em Atibaia e "lobista' internacional" nas horas vagas.

Seja como for, o fato de que estão desenterrando o Fernando Henrique e a Marina Silva é bom sinal. Significa o derradeiro lance para retardar o enterro do PT. Por isso mesmo as carpideiras da grande mídia, velhas de guerra, já estão revirando o baú em busca de rosários e providenciando ternas e sentimentais coroas de flores. De preferência vermelhas.

Oxalá este presságio se torne uma realidade.

FONTE: http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2015/07/pra-frente-brasil-da-para-desatar-o-no.html